Pedro Soares, do IBGE no Piauí: “Emancipação e FPM não significam desenvolvimento econômico”
Dezenas
de municípios do Piauí estão entre as 595 localidades que foram
emancipadas desde 1997 em todo o país, sob o argumento da baixa
qualidade de vida da população. No entanto, 16 anos depois, a situação
desses municípios continua no mesmo patamar de pobreza de quanto eram
povoados, alguns até piorando ainda mais o seu desempenho. Os dados são
de um levantamento do Jornal Folha de S.Paulo, em parceria com o
Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).
de municípios do Piauí estão entre as 595 localidades que foram
emancipadas desde 1997 em todo o país, sob o argumento da baixa
qualidade de vida da população. No entanto, 16 anos depois, a situação
desses municípios continua no mesmo patamar de pobreza de quanto eram
povoados, alguns até piorando ainda mais o seu desempenho. Os dados são
de um levantamento do Jornal Folha de S.Paulo, em parceria com o
Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a
publicação, a maioria dos municípios criados no Piauí naquela época
piorou o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em relação ao do
Estado, que é de 0,646, e nem sequer superou o do município de origem.
No geral, a grande maioria deles sobrevive graças aos repasses do FPM
(Fundo de Participação dos Municípios) e tem o Bolsa Família como
principal fonte de renda dos seus habitantes. Os dados são referentes ao
ano de 2010.
publicação, a maioria dos municípios criados no Piauí naquela época
piorou o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em relação ao do
Estado, que é de 0,646, e nem sequer superou o do município de origem.
No geral, a grande maioria deles sobrevive graças aos repasses do FPM
(Fundo de Participação dos Municípios) e tem o Bolsa Família como
principal fonte de renda dos seus habitantes. Os dados são referentes ao
ano de 2010.
É o caso de São Francisco de Assis do Piauí,
que possui IDH de 0,485, em relação ao de Conceição do Canindé,
município do que foi desmembrado, que possui índice de 0,589. O mesmo
acontece com Geminiano (IDH 0,56), que foi emancipado de Picos (IDH de
0,698), Sebastião Barros e Corrente (0,536 e 0,642), Riacho Frio e
Parnaguá (0,541 e 0,575) e Aroeiras do Itaim e Picos (0,519 e 0,698),
dentre outros.
que possui IDH de 0,485, em relação ao de Conceição do Canindé,
município do que foi desmembrado, que possui índice de 0,589. O mesmo
acontece com Geminiano (IDH 0,56), que foi emancipado de Picos (IDH de
0,698), Sebastião Barros e Corrente (0,536 e 0,642), Riacho Frio e
Parnaguá (0,541 e 0,575) e Aroeiras do Itaim e Picos (0,519 e 0,698),
dentre outros.
O IGBE no Piauí ratifica o resultado do
levantamento da Folha. “Criar municípios ou receber FPM não é sinônimo
de desenvolvimento. Se fosse assim, (os municípios novos) estavam
disparados”, afirma Pedro Soares, supervisor do IBGE no Piauí. A mesma
opinião tem o economista da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de
Janeiro) ouvido pela Folha, Guilherme Mercês. “É difícil uma cidade
pequena ter uma estrutura administrativa eficiente a ponto de planejar
boas políticas públicas”, diz ele.Diário do Povo
levantamento da Folha. “Criar municípios ou receber FPM não é sinônimo
de desenvolvimento. Se fosse assim, (os municípios novos) estavam
disparados”, afirma Pedro Soares, supervisor do IBGE no Piauí. A mesma
opinião tem o economista da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de
Janeiro) ouvido pela Folha, Guilherme Mercês. “É difícil uma cidade
pequena ter uma estrutura administrativa eficiente a ponto de planejar
boas políticas públicas”, diz ele.Diário do Povo
