Os planos do PMDB para 2014

 Por:Zózimo Tavares

O
PMDB trabalha com planos “A”, “B” e “C” para a sucessão estadual de
2014 no Piauí. Pelo plano “A”, no qual o partido está disposto a jogar
inicialmente todas as suas fichas, o governador Wilson Martins deixa o
governo em abril do próximo ano, o vice Zé Filho assume e torna-se
automaticamente candidato à sua sucessão.
O presidente
regional do partido, deputado federal Marcelo Castro, declarou na
sexta-feira que acredita piamente na candidatura de Wilson Martins ao
Senado: “Tenho 100% de certeza que Wilson Martins disputa o Senado. Ele
faz um bom governo, é trabalhador, dinâmico, político, gosta de
política. Toda quinta, sexta, sábado e domingo ele está lançando obra.
Na minha pouca psicologia entendo que ele está em campanha”, brincou.
Segundo
o parlamentar, a decisão trata-se de “caminho natural” de governador.
Para ele, apenas algum fato “extraordinário” afastaria Wilson Martins da
disputa em 2014. “Mas esse fato não seria a filiação de Marina Silva no
PSB”, ironizou.Na avaliação de Marcelo Castro, se Wilson fosse ficar no
governo até o fim, iria passar mais tempo no gabinete do que
caminhando. 
Pelo raciocínio do presidente do PMDB, o
governador pode até a convicção de ficar, mas não deixará de contemplar o
horizonte. “Lembram do Wellington Dias? Ele saiu no último prazo. Quem
não gostaria de representar seu Estado como senador?”, questionou
Marcelo Castro, que, entre os aliados, é um dos principais
interlocutores do governador.
Pois bem. O plano “B” do PMDB é
correr para o palanque do senador Wellington Dias, caso a candidatura do
vice-governador Zé Filho não se viabilize como candidato a governador.
Ou seja, se o governador Wilson Martins optar por cumprir todo o
mandato, sem dar a chance ao seu vice de se tornar governador.
Por
fim, o plano “C” do PMDB se divide em dois. O primeiro é que o partido
pode acompanhar a candidatura do tucano Sílvio Mendes ao governo, com o
endosso do PSB; o segundo é que Zé Filho assume o governo, sai candidato
e recebe do PT a indicação de uma candidatura de vice-governador,
reaglutinando o esquema vitorioso nas eleições de 2010.

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