pelo Mercado Público Municipal da Caramuru, em Parnaíba, tem de
conviver com a sujeira, mau cheiro e os urubus, que já viraram presença
constante no lugar. Os feirantes afirmam que já tentaram de todos os
jeitos espantar os bichos, mas a falta de um melhor saneamento da área
acaba permitindo que eles voltem todos os dias.
compartimentos do mercado estão sempre lotados no período da manhã e no
início da tarde ainda é possível encontrar alguns comerciantes que
aproveitam para vender um pouco a mais. E foi neste horário que o 180graus visitou o mercado.
sujeira e o mau cheiro no local não podem ser retratados com tanta
fidelidade nesta reportagem, mas se pudesse, seria de impressionar. Mas a
culpa não é dos feirantes, mas da estrutura do lugar que nunca foi
adequada. O serviço de limpeza da prefeitura bem que passa pelo mercado
todos os dias, mesmo assim, ainda não conseguem resolver o problema que é
bem maior.
que ficam bem perto, sem nenhum receio. “Todos os dias soltamos foguetes
para ver se eles se espantam e vão embora, mas já estão acostumados, e
nem voam mais. Aqui é todo dia desse jeito”, afirma Chaguinha, que vende
carne suína.
Seu Chaguinha conta que os urubus já não temem mais a presença das pessoas e nem aos fogos de artifício usados para espantá-los
Ele
lembra que o problema pior, é quando chega o período chuvoso. Como os
quatro compartimentos do mercado são separados, a água cai entre as
partes e deixa os feirantes ilhados. “Quem está lá na outra parte não
vem pra cá, e quando o vento joga a chuva, quem está nas pontas tem de
tirar tudo senão molha. O Mão Santa disse que se ganhasse ia fechar isso
aqui, fazer um mercado de verdade. Disse que ia tirar essas mesas aqui
do meio, e fazer um compartimento só para os feirantes. Essas mesas
ficam no meio e o povo não consegue nem transitar. Fora o esgoto, que
corre praticamente dentro do mercado”, afirma o vendedor de carne.
Esgoto passa por dentro do mercado; pior situação é no período chuvoso
O
espaço também não tem estacionamento, e o trânsito no local, durante o
horário de maior movimento, fica complicado. Nem mesmo os feirantes tem
onde deixar os carros, já que onde deveria ser o estacionamento, hoje
está tomado pelas barracas. Os feirantes admitem a necessidade de uma
reforma urgente a fim de melhorar a estrutura do local e diminuir a
sujeira que espanta os fregueses.
Quando chove, água cai entre os compartimentos e deixa os feirantes ilhados

REPÓRTERES: Apoliana Oliveira e Fábio Carvalho
