Para discutir a situação de degradação e
assoreamento dos rios e lagos existentes no município, com foco principalmente
nas Lagoas do Portinho e do bairro Bebedouro, foi realizada na manhã de hoje
uma audiência pública, na Câmara Municipal, proposta pelo vereador Marcos
Foguinho, onde estiveram presentes, além dos vereadores, o representante do
Ministério Público, promotor Antenor Filgueiras, o representantes da Capitania
dos Portos, Capitão Fernando Dias, representante do Curso de Biologia da UFPI,
professora Ruceline Paiva Melo Lima, da secretaria municipal de Educação, Safira
Véras dos Santos, além dos
representantes de órgãos diretamente ligados a questões ambientais, como a
Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Ibama, Embrapa, Coletivo “Porto Salgado”
e outros. A secretaria Municipal do Meio Ambiente não mandou representante.
Vários pronunciamentos foram feitos, sobre a
situação de abandono e a falta de ação e políticas públicas para proteger
nossos mananciais, destacando também a falta de estudos técnicos pra que algo
de concreto possa ser iniciado. Para o promotor Antônio Filgueiras, há ainda
muita falta de educação sobre questões ambientais. ”Felizmente ainda não temos
poluição de dejetos químicos, mas vai ser uma luta grande que teremos que
travar em favor de nossos rios e lagoas”,
destacou, colocando-se à disposição para colaborar no que se fizer necessário.
dos Santos, enfatizou as ações que já estão sendo realizadas neste setor,
afirmando que a Seduc desenvolve parceria com o Instituto Chico Mendes (ICMBio),
para a capacitação de professores para os saberes ambientais.
tão sério não tenha levado um público maior à Câmara. “Parece que as pessoas
acham que está tudo bem”, citou, parabenizando o proponente da reunião,
vereador Foguinho, e enaltecendo o fato da Seduc possuir atualmente uma pessoa
apenas para tratar destas questões, que estão levando ao despertar das crianças para a consciência ambiental.
colocou-se à disposição do Município para elaborar projetos e o município poder
captar recursos, juntos aos Ministérios. E sugeriu que fosse restaurado o
Conselho Municipal do Meio Ambiente, bem como criado um Fundo Municipal do Meio
Ambiente, “reativando todos os instrumentos possíveis para o município poder
captar recursos, caso contrário o Estado não poderá delegar condições para a
Secretaria Municipal de Meio Ambiente poder atuar no licenciamento ambiental, a
exemplo do que está sendo feito em Picos e Floriano” .