NUNCA DESISTAM DE SEUS SONHOS!

Por: Zózimo tavares
Na primeira pesquisa de intenção de voto para prefeito de
Parnaíba, realizada no inicio deste ano, o contratante mandou riscar o nome do
ex-senador Mão Santa, pois ele não era páreo para o prefeito Florentino
Neto(PT).
Este se apresentava, afinal, com uma gestão bem avaliada,
tinha pano pras mangas e o apoio do governador Wellington Dias, além de
dezenove partidos políticos na sua retaguarda. Neste cenário, o ex-senador era
carta fora do baralho. Derrotado seguidamente nas eleições para governador em
2006; na reeleição para o senado, em 2010; para prefeito de Parnaíba em 2012; e
novamente para governador, em 2014; ele estaria sem força e já não seria mais
uma ameaça politica para ninguém.
Pois é! Em sua já longa vida de embates eleitorais e
políticos, no decorrer da qual festejou conquistas e glórias, e também passou
por todo o tipo de provação, Mão Santa já era dado como um político de pijama.
Sua inimaginável eleição para governador, em 1994, já seria apenas historia,
pois aquela proeza marcara intensamente a crônica politica piauiense e mudara o
curso da historia.
Nessa campanha, Mão Santa fora escalado para duelar nas
urnas com o candidato do governo, o deputado federal Átila Lira, filiado ao
PFL, o maior partido do Piaui, e que tinha ao seu lado um valente, gigantesco,
poderoso e implacável exercito de senadores, deputados, prefeitos e vereadores
espalhados por todo o estado. Não custa lembrar que o parnaibano contava com o apoio
de apenas três do 148 prefeitos do Piauí.
Não havia no estado outro político que se dispusesse a
tamanha aventura(ou desventura). Mão Santa foi, assim, lançado às feras, como
Daniel fora jogado à cova dos leões famintos e ferozes. E, como o herói bíblico,
de lá também saiu são e salvo, sendo eleito governador. Reeleito em 1998, com a
força da máquina governamental. Cassado em 2001, acusado de uso do poder, no
ano seguinte foi para o Senado nos braços do povo.
No congresso, marcou presença como voz firme e barulhenta da
oposição. Mas, diante de tantas derrotas seguidas nas urnas, o badalado  Mão Santa da TV Senado acabou caindo no
ostracismo. A maior das derrotas não dói tanto a um politico. Sempre que íamos
a Parnaíba, nesse período, procurávamos visitá-lo. Como íamos em fins de semana, era em sua casa
de praia que o encontrávamos, acompanhado de sua Adalgisa e de mais ninguém. Só
os ventos dos verdes mares bravos da praia do Coqueiro batiam à sua porta.

O tempo passou, a campanha eleitoral chegou e, com apenas
dois partidos sem peso eleitoral e 32 segundos no rádio e na TV, contra 19
partidos e mais de 5 minutos do prefeito no ar, Mão Santa foi à luta. Não eram
apenas seus adversários que não acreditavam em sua candidatura. Ninguém mais
acreditava. E ele virou o jogo. Pôs abaixo o poder da Prefeitura e do Governo.
Voltará em janeiro à prefeitura de Parnaíba, depois daquela que entrará para a
historia como a vitória mais espetacular das eleições deste ano no Piauí, por
ser ainda mais improvável que a sua eleição para governador, em 1994. Uma
campanha de obstinação, que passa para todos, da política ou não, uma rica
lição: nunca desistam dos seus sonhos!


Fonte:REVISTA CIDADE VERDE

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