Ciro Nogueira garante que fusão do PP com o PSL é fake news

O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, negou qualquer tipo de tratativas para uma possível fusão do partido com o PSL, sigla do presidente Jair Bolsonaro, que vem enfrentando crise interna. Ele se referiu as especulações como uma “fake news”.

“Não é só do PSL com o Progressistas. É impossível haver fusão de dois partidos grandes. Não há como, por conta das questões locais, pois na hora que você vai fazer a fusão se pergunta quem fica no comando em São Paulo, quem fica no Rio, quem fica no Piauí? não tem como fazer isso. Só vai haver a fusão de um partido grande com um pequeno. Dois partidos grandes é mais pra dar notícias nos jornais, nos sites. Isso aí foi uma fake news. Nunca houve essa conversa, essa tratativa. É impossível isso vir a ocorrer. Só quem não conhece como funciona as questões partidárias pode imaginar a fusão de dois partidos grandes”, disse Nogueira em entrevista ao Notícia da Manhã, desta segunda-feira (21). 

Para o senador, uma alternativa seria a criação de um novo partido. 

“O PSL se tornou o maior partido da Câmara dos Deputados. Legitimamente, isso foi fruto do trabalho do presidente Bolsonaro […] o problema agora é que o presidente Bolsonaro está em pé de guerra como comando da legenda e isso fatalmente vai desaguar com sua saída do partido. Hoje existe a fidelidade partidária e os deputados, em torno de 15 a 20,  que são mais próximos ao presidente e teriam tendência de acompanhá-lo não podem sair do PSL porque senão vão perder seus mandatos. O que acho que é mais previsível é a criação de um novo partido que permite a saída do partido”, disse Nogueira acrescentando ainda que “tudo no PSL é um pouco imprevisível”.

(Graciane Sousa)

Dissidentes do PSL podem ir para o DEM

Líder do DEM admite possibilidade de fusão (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Diante do racha com o presidente Jair Bolsonaro, a cúpula do PSL passou a considerar a ideia de uma fusão com o Democratas de Rodrigo Maia. A informação é do site O Antagonista.

A ideia seduz alguns deputados que já pensavam em deixar o partido presidido por Luciano Bivar. A união das duas siglas criaria uma super bancada de 80 parlamentares na Câmara.

Nesta quarta (14), o líder do DEM na Câmara, deputado Elmar Nascimento, confirmou ao O Antagonista que existe a possibilidade dos dissidentes do PSL serem absorvidos pelo partido.

Para Nascimento, a sinergia entre as agendas econômicas dos dois partidos é “total”. O líder ainda fez a seguinte pergunta, confirmando as conversas entre lideranças das duas siglas.

“Esquece que o Onyx é DEM?”, perguntou ao explicar a possibilidade. Onyx Lorenzoni é o ministro-chefe da Casa Civil, homem de confiança de Jair Bolsonaro. (Gustavo Almeida)

Partidos não terão seus tradicionais financiadores em 2018

MDB E PT TERÃO DE SE ADEQUAR A NOVO ORÇAMENTO NA CAMPANHA 2018

Nos tempos de vacas obesas da corrupção da JBS/J&F e Odebrecht, que não se repetirão, o MDB recebeu R$90,1 milhões em doações na campanha para deputados federais de 2014. O PT, R$89,8 milhões. Este ano é proibida a doação eleitoral de empresas e também há limite sobre o total que poderá ser gasto nas campanhas. Quem quiser ser eleito deputado federal só poderá gastar no máximo R$ 2,5 milhões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Deputados do PT e MDB levaram R$2,35 milhões e R$4,12 milhões (da JBS) e R$488 mil e R$878 mil (da Odebrecht) respectivamente.

O PT embolsou em 2017 mais de R$ 98 milhões do Fundo Partidário. O MDB faturou quase R$79 milhões, um pouco menos que o PSDB.

O Fundo Partidário banca os partidos mensalmente e distribuiu mais de R$ 740 milhões em 2017. Ultrapassará R$1 bilhão em 2019.

Apesar de tudo, há motivos para amar a políticaApesar de tudo, há motivos para amar a política

Josias de Souza

Em momentos como o atual, marcados pela alta tensão, é importante dizer meia dúzia de palavras em defesa da política. O que é a política? Em última análise, é uma alternativa à ditadura ou à guerra civil. É uma invenção das sociedades civilizadas para resolver os seus conflitos sem recorrer ao porrete, ao ovo, à pedra, ao tiro. Essa política, concebida como alternativa à violência, precisa ser amada.

A política tem suas facções. Elas são chamadas de partidos. Alimentam-se do conflito. Mas há duas regras de ouro no jogo da política. Eis a primeira: nenhuma facção tem o poder de silenciar as outras. A segunda regra é: pessoas que não se respeitam precisam se enfrentar com respeito. Isso é compulsório. A arma é a ideia, a palavra. Os conflitos se resolvem no voto, não na porrada. Ou na bala.

Hoje, a política brasileira é marcada pela corrupção e pelo ódio. Contra a ladroagem e a violência, os remédios são a investigação radical e a punição exemplar. Às vezes bate um desânimo. Mas é preciso lembrar que as alternativas à política são a ditadura e a guerra civil. Numa, os conflitos são resolvidos na câmara de tortura. Noutra, as diferenças são solucionadas na bala. Melhor amar a política, mesmo nos momentos em que esse amor não é correspondido.