Gonzaga & Carlinhos Melodia: as atrações do Restaurante “O Nêgo”

A cara de um é a do outro. São irmãos, gêmeos univitelinos. E músicos de primeira qualidade e na estrada desde o início dos anos 80. Eles são o Gonzaga e o Carlinhos Melodia, a atração dos sábados e domingos do Restaurante “O Nêgo”, na Rua Ceará, próximo à Praça do Chico Berto.

O local é hiper agradável, sob a sombra das árvores, quase sempre com um brisa amena. E o som é de primeira qualidade. “Nós mantemos o nosso repertório de música boa, tocando todos os estilos, procurando agradar todas as pessoas. Eu toco para o público em geral, mas também não vou apelar, tocando música que não condiz com o ambiente”, declara o Gonzaga, que foi nosso entrevistado recente.

Gonzaga (acima) & Carlinhos Melodia (abaixo)

Ele destacou sua gratidão ao proprietário do Restaurante “O Nêgo”, “que está dando uma oportunidade, mesmo com a pandemia, para o músico voltar a trabalhar. Isso é muito importante, porque a situação atual está muito complicada. E os músicos foram muito atingidos.  Esse espaço aqui na hora do almoço é importante e a gente aproveita para convidar as pessoas a nos prestigiarem”.

O RETORNO

Gonzaga destaca que, antes do recrudescimento dos casos de Covid e de gripe, os artistas estavam voltando com força total. “Os restaurantes voltaram a fazer música ao vivo e os novos espaços que estão surgindo estão dando oportunidade para os músicos. Infelizmente ainda existem as casas que mantêm sempre os mesmos (músicos), uma espécie de “panelinha”, onde poucos têm oportunidade”- reclama

Gonzaga também reclama da desunião da classe, o que ficou bem claro no auge da pandemia. Segundo ele, constatou-se que era cada um preocupado apenas com seu próprio umbigo. “Sem pensarem em ajudar uns aos outros. Antigamente, talvez por existirem poucos músicos, a gente passava contratos de um para o outro. Havia essa união. Havia amizade, irmandade. Hoje é cada um por si”- diz.

CONCORRÊNCIA

Gonzaga também reclama da invasão da “pirataria” praticando uma concorrência desleal. Segundo ele, tem muita gente no mercado, ocupando o espaço dos músicos,  “com um teclado, fingindo que toca e não está tocando nada. É playback. O cara fica lá, fingindo. São poucos os tecladistas que tocam mesmo, de fato, como o Carlinhos, meu irmão. e outros. Temos bons profissionais que estão tocando mesmo, mas a maioria hoje é só fingindo que toca. O consumidor do produto está comprando gato por lebre. Isso é preocupante. O contratante tem culpa no cartório, porque muitos ainda cobram o couvert artístico.

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