“A cidade portuária é da Prefeitura e está se acabando” – diz Roberto Silva

                                  Roberto Pilim:”É preciso ceder e ceder é unir esforços
Importantes depoimentos de empresários aconteceram ontem, por ocasião da audiência pública com o IPHAN, que, segundo denúncias, está sendo rigoroso demais quando se trata de aprovar projetos para reformas ou construção de imóveis de se acham no Centro Histórico tombado pelo IPHAN.
O empresário Roberto Silva(Pilim), por exemplo, relembrou que foi ainda na gestão do ex-prefeito Batista Silva, há 30 anos, aproximadamente, que surgiram os primeiros atos no sentido de preservar o patrimônio histórico da cidade, quando houve a intenção de fazer, no Porto das Barcas, um Centro Cultural.
Mas ele lamentou as perdas ocorridas ao longo desses anos:”Perdemos para a prefeitura a fábrica do Moraes; a cidade portuária é da Prefeitura e está se acabando; a estrada de ferro foi destruída… o que temos para oferecer hoje são apenas os prédios históricos. O que temos que aprender é conviver passado e presente, sem perder o foco histórico.É preciso fazer algo. E algo é ceder, unir esforços”, defender.
                               Empresários acompanham os debates da audiência pública
O historiador Diderot Mavignier, defendendo maior autonomia para o Iphan em Parnaíba foi enfático:”Uma cidade desenvolvida se antecipa às leis. Mas nossa cidade estrou no modelo do atraso. Por que o Piauí sempre foi modelo de atraso? Por que tudo dá certo no Ceará e aqui não?Nossa cidade está sem  sintonia, dependendo de Teresina para tudo.Parnaíba é puxada para baixo, cedendo para Teresina de todas as formas. Não temos autonomia para nada”, protestou Diderot, fazendo outros questionamentos:
“Cadê a Faculdade de Medicina?O Teresinense pegou carona (quando Parnaíba reivindicava sua faculdade) e e pediu mais 40 vagas para o curso de lá. E veio. Nossa faculdade não”.
Segundo o historiador, há necessidade de se dar celeridades aos processos de análises de projetos, para autorizar o que se pretende no centro histórico da cidade.”O escritório do Iphan tem que ter autonomia em Parnaíba”, destacou.

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