A força, a coragem, a ousadia e a determinação de uma parnaibana raiz: Deputada Gracinha Mão Santa

Ela não tergiversa, não retroage, não titubeia…ela é sempre direta, “curta e grossa”, como se diz no popular. É assim a hoje deputada Gracinha Moraes Sousa, a filha do Mão Santa. Desde que resolveu sair da toca, e assumir que seria ela a herdeira, aquela que será um dia responsável por carregar nas costas todo o legado político que seu pai construiu, desde que também assumiu a vida pública.

Durante a solenidade de instalação simbólica da Assembleia Legislativa do  Piauí (Alepi) em Parnaíba, nesta sexta-feira (12), o ex-prefeito Francisco  de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa, foi homenageado com a

A HISTÓRIA

Primeiro, em 2017,  Gracinha sentiu de perto que seu velho pai, assumindo a prefeitura pela segunda vez, já não era o mesmo de quando assumiu a administração municipal pela primeira vez, nos idos de 1989; nem quando ganhou para governador, em 1994, contra os quase donos do Piauí. Depois, construiu e desafiou o Governo Lula, quando o presidente da república era quase uma unanimidade nacional. “Tem três coisas na vida que só se faz uma vez: nascer, morrer e votar no PT”. Ele cunhou essa frase que, na época,  mexeu com os poderosos em Brasília. E pagou caro: Lula deu o troco, quando investiu fortuna no então candidato a senador da situação piauiense, Ciro Nogueira, que derrotou Mão Santa em seu projeto de reeleição, em 2010.

SURGIU GRACINHA MÃO SANTA

Ela começou a botar as garras de fora e a assumir o papel de mulher política, em 2017, quando recebeu o cargo de secretária municipal de infraestrutura. Foi caminhando aos poucos. De início pouco dava entrevistas. Evitava-as, de certa forma. Depois, foi ganhando gosto pela função, diante dos acertos e aplausos que a gestão Mão Santa estava conseguindo, graças também ao seu trabalho de secretária.  E passou a falar, assumir que era ela quem tinha a força que já começava a faltar no seu pai, que tinha os votos. E foi crescendo ao ponto de se eleger deputada estadual em 2022. Claro que com um misto de carisma próprio e os votos que o velho Mão Santa conseguiu lhe transferir.

GRACINHA NO MDB

Agora Gracinha está no final do seu primeiro mandato. Já não é mais do PP, partido no qual afirma haver sido traída. Vai se filiar ao MDB, talvez ainda este mês, pois a janela partidária termina dia 3 de abril. O Partido é coligado com o PT, que sempre foi combatido por ela e o pai. Mas, e daí? Ela capitulou, diante do poder? Ela diz que não. Afinal, a quase totalidade dos eleitores não vota em partidos, mas em pessoas. E ela apenas precisava de uma sigla que viabilizasse sua candidatura, afinal, sem uma sigla partidária ninguém é candidato a um mandato eletivo. E o MDB é a sigla onde seu pai foi govenador e senador. E construiu boas e sólidas amizades, além de respeito. A luta pela reeleição será dura. Mas, o parnaibano que se desejar uma candidata forte, filha da terra, que não tergiversa, não retroage, não titubeia, ela está aí, convivendo conosco, no seu dia a dia…

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