Por:José Olímpio Leite de Castro(*)
Que o descontrole das contas públicas no Piauí vem de longas datas ninguém de bom senso duvida disso, assim como não padece dúvidas de que a crise se agravou na segunda e desastrosa gestão petista, marcada pelo empreguismo desenfreado, pela gastança perdulária dos recursos públicos, pelo endividamento do estado devido a inúmeros empréstimos externos e por ai vai.
Todos lembram que o governo Wellington Dias gastava R$ 36 milhões/mês com a locação de veículos, valor que no governo seguinte foi reduzido a R$ 18 milhões e, no atual, caiu para R$ 3 milhões. Quando Wilson Martins (PSB) assumiu, em gratidão a Wellington Dias, que o indicou como sucessor, escondeu tudo isso e disse que as finanças estaduais estavam uma beleza. Tudo mentira.
Não se pode contudo dizer que Wellington Dias é o único responsável pela situação falimentar do estado. O seu sucessor contribuiu para agravar a crise e o atual governo também. Afinal, nada mudou na maneira de se administrar o estado. Velhas e condenáveis práticas que o PT tanto combateu quando era oposição foram acolhidas na gestão petista e continuam em vigor até hoje.
Agora, pousando como uma vestal da moralidade, o futuro governador tenta impedir a antecipação de ICMS que o governo Zé Filho quer para pagar o salário de dezembro do funcionalismo público estadual. Para o senhor Wellington Dias pouco importa que o servidor do estado passe um Natal magro, sem dinheiro no bolso, mesmo sabendo que o grosso do funcionalismo votou nele.
Assim como negou uma mísera pensão para as famílias vítimas da Barragem de Algodões I, Wellington Dias quer agora privar os servidores estaduais das festas de fim de ano. Ele sabe que a única forma do governo atual pagar o salário de dezembro e o 13º Salário é com essa antecipação de receita que ele quer impedir na Justiça. Haja sensibilidade!
(*)José Olímpio é Presidente do Sindicato dos
Jornalistas Profissionais do Piauí
