O senador Ciro Nogueira coordena reunião da bancada federal para definir as prioridades orçamentárias de 2015
A primeira reunião da bancada federal do Piauí com vistas ao Orçamento da União para 2015 definiu os projetos prioritários para o próximo ano. São eles: duplicação da rodovia Teresina-Piripiri, obras para melhorar a segurança hídrica (revitalização do rio Parnaíba) e a infraestrutura de aeroportos regionais, além da integração da ferrovia Transnordestina com o porto de Luís Correia.
O encontro foi conduzido pelo coordenador da bancada, senador Ciro Nogueira, e contou com a presença do governador eleito Wellington Dias, além dos deputados Hugo Napoleão (DEM), Jesus Rodrigues (PT), Assis Carvalho (PT), Átila Lira (PSB), Paes Landim (PTB), Marcelo Castro (PMDB), o deputado eleito capitão Fábio Abreu (PTB) e o senador eleito Elmano Férrer (PTB).
Os parlamentares incluíram também na lista de prioridades de ação para o próximo governo a conclusão do Porto de Luís Correia e a solução da crise energética do Estado. Ou seja, nada de novo. Apesar disso, eles agiram acertadamente. Se esses problemas ainda não foram resolvidos, se o Piauí não saiu do lugar nos últimos anos, que os problemas que travam o desenvolvimento do Estado sejam encarados como prioridade.
O lado positivo da agenda é, portanto, este: o governador e os parlamentares federais piauienses reconhecem publicamente que não fizeram o que já tiveram a oportunidade de fazer. Essas demandas não são de hoje. Elas vêm de longe, foram prometidas em diversas oportunidades e esquecidas logo em seguida.
De quando vem a obra do porto? Ela já se arrasta há mais de 40 anos. E a crise da energia elétrica? Ela tem no mínimo dez anos. E por que não lembraram também da crise de abastecimento de água em Teresina e em vários municípios do interior? O sistema está à beira de um colapso por falta de investimento.
É quase certo, no entanto, que daqui a um ano a bancada federal do Piauí estará fazendo esta mesma reunião para definir a mesma pauta, com as mesmas prioridades, e que isso se repetirá até o final da legislatura e do governo que se inicia em janeiro. Quem viver, verá. Recorte este texto, guarde-o e me cobre depois.(Por:Zózimo Tavares)
