ADORAÇÃO A HERÓIS DE BARRO É MANIA DE PARNAIBANO

Por:Reginaldo Costa
Parnaibano no poder tem sido um desastre. Basta ver o nível do crescimento da cidade quando um conterrâneo ocupa o executivo estadual, com amplas possibilidades de mudar o curso da História da terra de Simplício Dias.

Sejamos honestos. Não custa nada! Basta fazermos um balanço das realizações do período em que estiveram à frente do governo do Estado do Piauí: Chagas Rodrigues, 4 anos; Alberto Silva, 8 anos; Francisco Moraes Souza, 8 anos. Somando-se os 10 anos em que João Paulo dos Reis Velloso ocupou o Ministério do Planejamento e Coordenação Geral e em seguida a Secretaria de Planejamento da Presidência da República, nos bons tempos do chamado “Milagre Brasileiro”, em que jogaram muita grana no lamaçal da Transamazônica e nas pilastras de sustentação da Ponte Rio-Niterói, são três décadas de atraso. Por coincidência, nas gestões dos governadores litorâneos, Teresina despontou como metrópole nordestina. 

Para o parnaibano consciente, não se justifica tanta gente com a oportunidade de transformar sonhos em realidade, e nada acontecer. É despropósito para uma cidade que vem se arrastando desde as mudanças de rumo da economia em que a navegação foi por água abaixo, as ferrovias sucateadas e o transporte rodoviário despontou como alternativa para o escoamento de mercadorias e produção agrícola. 

Sem engajamento nas lutas por direitos, a sociedade menosprezou o poder da organização, mofando no imobilismo. As principais reivindicações, não passaram de papeis arquivados de governo a governo, sem que nenhum ilustre conterrâneo se sensibilizasse. Dois cartões postais − Lagoa do Portinho e Lagoa do Bebedouro −, se autodestruindo, sem que o poder público cortasse o mal pela raiz através de medidas preventivas. Para uma cidade em que a atividade turística aflora como opção para o crescimento econômico… O Porto de Luis Correia, que beneficiaria toda a micro-região, a cada mandato se estabelece um cronograma a favorecer desvios e incertezas. O Distrito Industrial de Parnaíba deu de cara com a insensatez. O Distrito de Irrigação, em meio a uma série de incompreensões, não conseguiu, ainda, abrir os olhos da comunidade pelo poder do convencimento de que o futuro está nas mãos dos irrigantes que labutam dia a dia na busca de novos alvoreceres. O desenvolvimento da Pedra do Sal, amarrado a estruturas arcaicas de concentração da terra, parou no tempo, embora os ventos, utilizados para impulsionar aerogeradores de energia eólica, apesar de enriquecerem a paisagem, confundem os verdadeiros anseios dos moradores, historicamente abandonados. E por aí vai. 

O resultado da bajulação exagerada tem causado danos irreparáveis à coletividade, estimulando as pessoas a perderem o senso critico da realidade. A atitude de festejar figuras que tiveram a oportunidade de fazer, mas que não assumiram qualquer compromisso de mudança, fecha os olhos pra vida que precisa ser dinamizada no lugar onde o sol brilha para todos, principalmente para os verdadeiros heróis: o pescador da Pedra do Sal, o irrigante do DITALPI, a juventude sem perspectiva de vida, a dona de casa solitária nos afazeres diários, o professor mal remunerado, os milhares de conterrâneos sem moradia, terra, trabalho e canais específicos para o exercício da liberdade de expressão, enfim, o povo que consegue sobreviver à custa do próprio esforço e criatividade.

(Matéria extraída do facebook)

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