Após Wellington dizer que passou fome, Petrus expõe passado da família Dias na política; pai do ministro foi de partido que apoiava a Ditadura

O vereador de Teresina Petrus Evelyn (PP) direcionou duras críticas ao ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias (PT), afirmando que o ex-governador é um “mentiroso compulsivo”. O parlamentar publicou um vídeo, na manhã desta sexta-feira (06/02), onde reagiu a um vídeo onde o petista afirma ser indígena e ter passado fome.

“Eu vivi a fome, sou de uma região do Brasil, do Piauí, minha fisionomia já demonstra, sou indígenas descendente. Experimentei amanhecer o dia e não ter o café da manhã”, disse Wellington em trecho do vídeo publicado por Petrus. Confira o vídeo original no perfil oficial.

Petrus Evelyn (Foto: Ricardo Morais/OitoMeia)

Sem economizar nas críticas, o jornalista expôs o passado da família Dias, afirmando que o pai do ministro, Joaquim Antônio Dias, foi prefeito de Paes Landim quando Wellington era criança, além da mãe que foi vice-prefeita de Oeiras. Informação importante: Joaquim Antônio Dias foi eleito enquanto era filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação da Ditadura Militar (1964-1975), no bipartidarismo.

“Toda essa história é falsa, não passou fome, não é indígena, nada disso é real. O sujeito inventou isso para mentir nacionalmente. O pai de Wellington Dias, Joaquim Antônio Neto, foi prefeito de Paes Landim, quando Wellington Dias era criança. Será que o filho de um prefeito passava fome? A sua mãe, Teresinha Dias foi vice-prefeita de Oeiras em 1988, será que essa é a história de quem passava fome? Wellington é tão preocupado com a fome que manteve o Piauí com 1 milhão de pessoas passando fome depois de quatro mandatos seus”, comentou.

Aparentemente não foi IA (Foto: Print/Redes Sociais)

O vídeo abordou até genética! O vereador também expôs o histórico de autodeclaração no Tribunal Superior Eleitoral do Piauí (TSE), para as eleições de 2014, 2018 e 2022, em que, em uma delas, o petista chegou a se declarar oriental. No mínimo, inusitado.

“Sobre a história do indígena, isso é uma piada de péssimo gosto. Um desrespeito tanto com os indígenas quanto com seus eleitores, uma necessidade de mentir. A única coisa que o Wellington Dias tem com indígena é sua aparência, que as pessoas chamavam porque ele parece. No site do TSE, em 2014, ele declarou que era amarelo, nem sabe o que é, são os asiáticos, em 2018 se declarou pardo e em 2022 ele colocou que era indígena. Wellington Dias nunca passou fome, nunca foi indígena e nunca foi honesto”, concluiu. (Guilherme Freire)

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