Do blog BR 247
Entrincheirada na oposição, a revista Veja vislumbrou, neste fim de semana, um flanco que poderia levar o Partido dos Trabalhadores à derrota, em outubro de 2014. Mas a ameaça ao PT não vem da oposição, hoje capitaneada pelo tucano Aécio Neves e pelo socialista Eduardo Campos. Vem de dentro. Em sua capa, a revista aposta no racha entre Lula e Dilma e afirma que essa é a maior ameaça à reeleição da presidente.
No editorial, a revista da família Civita deixa claro que, se fosse possível escolher, entre ele ou ela, fecharia claramente com Dilma. O editorial ‘As virtudes de Dilma’ funciona como um contraponto ao que seriam as supostas desvirtudes de Lula. ‘Pelo que se conhece de sua biografia, dos princípios e do temperamento da presidente Dilma Rousseff, ninguém é capaz de convencê-la a traçar os maus caminhos (…) Essa retidão deveria fortalecê-la nos embates atuais. Tristemente, ocorre o contrário. Dilma tem sido alvo de tramas dos companheiros de partido e dos aliados muito mais por suas virtudes do que por seus defeitos’.
Os elogios, no entanto, não significam que Veja tenha fechado uma posição favorável a Dilma. Na reportagem de Daniel Pereira e Adriano Ceolin, ela e Lula são apresentados como ‘as duas faces de um mesmo problema’, ou seja, o PT. Segundo o texto, Dilma estaria sob fogo amigo coordenado por deputados saudosos de Lula, num movimento que incluiria também o ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Este embate, segundo a revista, estaria sendo travado entre o que a revista chama de ‘banda podre’ do partido e sua ‘banda republicana’.
| Não sabia. Ludibrie-me, aprecio |
O ex-presidente Lula disse que está “por fora” do caso de Pasadena. É evidente que Lula não sabia de nada. O negócio foi feito quando ele era presidente da República. A Petrobras, maior estatal do país, era dirigida por Sérgio Gabrielli, seu homem de confiança. A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, era diretora de Gás e participante da reunião que decidiu a compra da Refinaria de Pasadena. A presidente do Conselho era a ministra Dilma Rousseff, tão próxima a Lula que ele a indicou para sucedê-lo na Presidência.
Não podia saber, mesmo! (Carlos Brickmann)
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