AS (VELHAS) PROPOSTAS DELES

Por:Arimatéia Azevedo

Na primeira reunião da bancada federal, anteontem, – incluindo os eleitos – , já dá para sentir que o piauiense não verá nada de novo em se tratando dos compromissos dos congressistas. Até o novo senador, o Veim Trabalhador Elmano Ferrer, colocou como uma de suas prioridades a navegação do rio Parnaíba, uma coisa tão velha que se ele se der ao trabalho de pesquisar, vai encontrar engavetados mais de uma dezena de projetos. O velho Jurandir Pires Ferreira, nos anos 40 e Milton Brandão, nos anos 60, uma das vozes que defenderam a construção da barragem de Boa Esperança, já falavam na questão da viabilidade de navegação do rio. Os parlamentares que seguem nos mandatos e os novos insistiram nos mesmos pontos mortos: ferrovia para Luís Correia (para que serve, sem o porto?), a conclusão do próprio porto, a megalomania de Assis Carvalho da transposição das águas do São Francisco para rios secos do interior do Piauí, sem se ater ao fato de que o velho Chico também agoniza e a duplicação das BRs. O ex-governador Wilson Martins desafiou a natureza e o bom senso e resolveu inventar de construir as entradas das BRs – apenas oito quilômetros de lado a lado – com recursos tomados emprestados para o contribuinte pagar a conta. Isso mesmo, o Estado mais pobre da federação gastando o escasso dinheiro em obras federais, tirando essa responsabilidade do governo federal. Agora, com Wellington Dias à frente, o governo do Piauí quer duplicar a BR-343 até Piripiri, portanto, 166 quilômetros. Ou seja, o político do Piauí quando não é oito, pobre demais nas ideias, é oitenta, megalômano, exagerado à exaustão. Bom, mas não se vai aqui destilar pensamento negativo. Se o governador e os políticos da bancada federal do Piauí tiveram mais prestígio do que não demonstraram nas duas gestões de Lula e na de Dilma, pode até ser que consigam realizar o que estão projetando.

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.