Fim do Jornal do Brasil impresso provoca demissões de jornalistas

Depois de oito anos desde que circulou pela última vez sob gestão do empresário Nelson Tanure, o Jornal do Brasil voltou às bancas — sobretudo as do Rio de Janeiro — em 25 de fevereiro de 2018. Um ano depois, não há muito o que se comemorar com o projeto. Nesta semana, em meio a movimento grevista por parte da redação, o “novo” JB foi impresso de modo derradeiro. Ação que fez com que os responsáveis pela operação demitissem mais de 20 jornalistas. Houve baixas também em outros setores. Com o fim da edição em papel, a marca jornalística volta a se concentrar no online. As informações são de Anderson Scardoelli no Comunique-se.

Em meio às informações que já davam conta do encerramento da versão impressa, o empresário Omar Catito Peres, que acertou o arrendamento do título em fevereiro de 2017, usou o seu perfil no Facebook para confirmar. O executivo foi enfático ao garantir: o mercado da mídia em papel não tem futuro no país. “O ser humano não quer mais se informar por jornais impressos”, cravou. “O jornal impresso não tem mais a menor importância”, lamentou o dono da marca JB. O discurso, porém, foi bem diferente do de quando relançou o diário no ano passado. Na ocasião, ele almejava o futuro a longo prazo do meio. “Ainda tem mercado relevante”, apostou à época.

No longo texto (íntegra no fim da reportagem) em que publicou na rede social, Omar Catito Peres ignorou o fato de ter demitido dezenas de jornalistas. Preferiu evidenciar, de certo modo, que voltar a fazer o Jornal do Brasil rodar na gráfica careceu de estruturado plano de negócios. O executivo dá a entender, por exemplo, que na base do achismo acreditou que o “novo” JB venderia em média 8 mil exemplares por dia. Isso diante de um cenário em que marcas como O Globo, Estadão e Folha já protagonizavam passaralhos por causa da queda da comercialização em banca. Tirando o sucesso da reestreia, o número sempre ficou abaixo da expectativa, informou.

“Essa premissa, vender 8 mil jornais/dia , nunca se comprovou. No dia do lançamento, vendemos 25 mil exemplares”, começou a relatar. O presidente do JB indicou, ainda, que o fim da versão impressa do Jornal do Brasil só não ocorreu antes por causa da veiculação de propagandas vindas de órgãos públicos. “Nos primeiros seis meses, conseguimos quase equilibrar o orçamento por conta de algumas publicidades de governos”, pontuou. “Mas daí em diante, com o bloqueio judicial equivalente a três folhas de pagamento e com venda de 3 mil exemplares/dia, o prejuízo se tornava insustentável e o leitor, ‘apaixonado’ pelo JB e que pedia um jornal independente’, continuava a ler e se informar gratuitamente pela internet”, lamentou o responsável-mor pela volta da marca às bancas.

Demissões e calotes em jornalistas 
O fim do Jornal do Brasil impresso acontece em meio a problemas que os jornalistas vinham encarando desde o fim do ano passado. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, funcionários sofrem com o não pagamento de direitos trabalhistas, além de ficarem com atrasos salariais de até três meses. A situação vinha provocando paralisações. Na última semana de fevereiro, parte da redação aderiu ao movimento grevista. Episódio que se repetiu nesta terça-feira, 13, dois dias antes da confirmação do encerramento do título em papel. Por 24 horas, colaboradores interromperam suas atividades como forma de lutar a fim de receber o que lhes eram de direito.

A greve, contudo, não fez com que os gestores do Jornal do Brasil arcassem de bate e pronto com as reivindicações chanceladas pela entidade da classe de jornalistas. Pelo contrário. Sem a versão impressa, a equipe do JB foi reduzida sumariamente. Informações apuradas pela reportagem do Portal Comunique-se apontam que mais de 20 comunicadores foram demitidos. Número que não é comentado de forma oficial por Omar Catito Peres. Sem salários e benefícios empregatícios em dia, alguns dos demitidos podem levar o caso para o poder Judiciário. Essa é, inclusive, a orientação por parte do sindicato. “Os trabalhadores devem dar ‘baixa’ na carteira e entrar na Justiça para receber as rescisões e os atrasados a que cada um tem direito”, sugere a instituição.

Mesmo para quem permanece no Jornal do Brasil, a situação não é das melhores. Um jornalista que segue na empresa lamenta o clima. “Esta semana, vivemos na redação momentos muito difíceis”, comenta o comunicador, que por razões de segurança não terá o nome revelado. “[Na quinta], o clima foi péssimo e ver os colegas se despedindo e se retirando foi uma cena muito triste”, prossegue. “É lamentável ver bons jornalistas saindo da redação sem o brilho no olhar, esvaziando seus espaços, carregando seus pertences, quase que em fila. Sempre defendi a união entre os jornalistas, mas fico impressionado como isso parece cada vez mais distante”, complementa o colaborador, sugerindo uma autocrítica dos colegas de imprensa.

Futuro online para o Jornal do Brasil 
Com redação reduzida, o “novo” JB seguirá ativo na internet. Sob comando de Gilberto Menezes Côrtes, vice-presidente editorial, o veículo de comunicação foca de vez no online. Para isso, o portal pode passar por reformulações ao decorrer dos próximos meses. Deve-se investir principalmente em colunistas renomados. Omar Catito Peres salienta que buscará nomes gente conhecida. “Lá estará uma maravilhosa turma de jovens jornalistas, comandada por Gilberto Menezes Côrtes e nossos principais colunistas. Vamos, a partir de hoje, convidar mais cronistas de nome nacional para participar de nosso JB que continua vivo”, promete o executivo que, em suma, é o grande responsável pelo retorno e encerramento do “novo” Jornal do Brasil.

Presidente fala sobre o JB daqui para frente 
Abaixo, o Portal Comunique-se reproduz – com eventuais erros gramaticais, ortográficos e pontuação – a íntegra do texto publicado originalmente no perfil de Omar Catito Peres no Facebook.

O JORNAL DO BRASIL ACABOU ?

A RESPOSTA É NÃO !

Quando tomei a iniciativa de trazer de volta às bancas o JB impresso, vários amigos foram contundentes em dizer que eu estava na “contramão da história”, ao relançar um produto que estava “em coma” no mundo todo .

Sabia, claro , dessa realidade. Tanto que escrevi há 15 dias, artigo comemorando um ano do JB nas bancas, onde faço um pequena analise sobre o presente e o futuro da mídia brasileira e, afirmo que dentro de muito pouco tempo os impressos vão acabar, Aqui e em todo o mundo .

O projeto, obviamente, tinha o olho no futuro, ou seja, investir pesado no JB online, com base no impresso e, com o tempo, migrar definitivamente para o jornalismo eletrônico.

Em meu plano de negócios, entendia que o impresso deveria ser nossa principal ferramenta para esse processo de transição. Pessoalmente acreditava que o impresso duraria uns 3 anos até a mudança definitiva para a web. Durou, exatamente, um ano .

Mesmo com amigos dizendo que era uma “loucura” minha iniciativa, diante desse quadro de mercado caótico para os impressos , fui em frente e apostei em uma única possibilidade , a qual , todos os que embarcaram comigo no projeto, também acreditavam : não era o lançamento de um jornal mas, sim, do JORNAL DO BRASIL, que nos traria um número suficiente de leitores para bancar, independente de publicidade (que “não existe mais” para jornais), o JB impresso.

Para atingirmos o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas , era necessário a venda de 8 mil exemplares/dia ! Eu pensei e, todos pensaram a mesma coisa: MOLEZA !

Na redação, a aposta mais pessimista era de que venderíamos 10 mil exemplares/dia. Esse era o clima de quem participava da equipe de relançamento.

Fui em frente e relancei o jornal que marcou o Rio e o Brasil. Tínhamos certeza, GIlberto Menezes Cortes, Tereza Cruvinel, Hildegard Angel , Renato Mauricio Prado, Octavio Costa, Rene Garcia Jr., Jan Theophilo e diversos outros “coleguinhas” que, com dedicação , muito suor e amor ao jornal, acreditaram que faríamos recursos suficientes com as vendas em bancas e assinaturas, cujo faturamento nos permitiria não só pagar os custos operacionais mas, também, crescer.

Mas essa premissa, vender 8 mil jornais/dia , NUNCA se comprovou. No dia do lançamento, vendemos 25 mil exemplares.

E, porque isso aconteceu ? POR QUE O SER HUMANO NÃO QUER MAIS SE INFORMAR POR JORNAIS IMPRESSOS ! É simples assim.

Prova disso, é que TODOS os jornais brasileiros somados, vendem , hoje, nos dias da semana, cerca de 500 mil exemplares/dia !!! Me refiro à Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Zero Hora (que já não imprime aos domingos), e outros de menor expressão.

Repito : todos eles, juntos, vendem, durante a semana, cerca de um pouco mais de 500 mil exemplares de jornais/dia, sendo que 90% para assinantes e 10% em bancas.

Pegue esses 500 mil exemplares e divida por 220 milhões de brasileiros. Resultado: o Brasil apresenta um índice PERTO DE ZERO LEITOR de jornal impresso . Um dos piores índices do mundo.

Em outras palavras, o jornal impresso no Brasil NÃO TEM MAIS A MENOR IMPORTANCIA e todos , sem exceção, continuam caindo a tiragem e perdendo leitores.

Mas em nosso caso, acreditávamos que seríamos um sucesso por sermos o JORNAL DO BRASIL, sinônimo da prática de um jornalismo independente , corajoso e combativo, marcas do JB.

E fizemos exatamente isso, dando liberdade absoluta aos editores para escrever e relatar o que era importante para a sociedade. E, neste contexto, publicamos importantes matérias, sendo a mais marcante , sobre o oligopólio dos bancos no Brasil , dentre muitos outras.

Mesmo assim, as vendas não se comprovavam. Nada fazia o leitor que era contra a “mídia hegemônica e que adora e pedia um jornal independente”, comprar e/ou assinar o JB.

Fora isso, ainda tivemos bloqueios judiciais no valor de R$ 600 mil (quase três folhas de pagamento !), por ações trabalhistas , algumas , acreditem, do século passado ! Evidentemente, nenhuma ação de nossa responsabilidade. Esses bloqueios contribuíram, ainda mais, para dificultar a existência do impresso.

Nos primeiros seis meses, conseguimos quase equilibrar o orçamento por conta de algumas publicidades de governos. Mas daí em diante, com o bloqueio judicial equivalente a três folhas de pagamento e com venda de 3 mil exemplares/dia, o prejuízo se tornava insustentável e o leitor “apaixonado pelo JB e que pedia um jornal independente”, continuava a ler e se informar gratuitamente pela internet.

Prova disso é que nosso site deu um salto explosivo de audiência, alcançando 3 milhões de visitantes por mês. Inacreditável !

Se de um lado o site crescia com milhões de visitantes, o impresso morria…, por falta de comprador. Foi e, é, simples assim.

Em resumo, só antecipei o que era previsto : acabar com o JB impresso e continuar investindo no JORNAL DO BRASIL online, cujo site passará por profundas modificações em seu desenho .

Mas lá estará uma maravilhosa turma de jovens jornalistas, comandado por Gilberto Menezes Cortes e nossos principais colunistas.

Vamos, a partir de hoje, convidar mais cronistas de nome nacional para participar de nosso JB que continua vivo.

Estou triste, claro, por ter sido obrigado a antecipar o fim do JB impresso.

Mas o motivo foi um só: O LEITOR QUE NÃO QUER MAIS LER JORNAL IMPRESSO.

Atendemos à essa demanda.

VIVA O JORNAL DO BRASIL, VIVO E PARA SEMPRE.

Atriz global repercute a situação em que se encontra a UESPI; ‘deplorável’

Conhecida como a protagonista do hit de verão ‘Jenifer’ do cantor Gabriel Diniz, a atriz global Mariana Xavier repercutiu nesta segunda-feira (18/03) a situação da greve dos professores da Universidade Estadual do Piauí(UESPI).

Ao citar o escritor piauiense Afonso Celson, a famosa lamentou o fato e fez desabafo na sua conta do Twitter.

“Meu amigo @afonsocelso acabou de me mostrar a situação deplorável em que se encontra a Universidade Estadual do Piauí. Tem que ver isso aí, minha gente! Um país que não se preocupa com a educação a gente ta vendo bem para onde vai…”, comentou no Tweets.

    Reprodução / Twitter

Após diversas tentativas de negociação com o Governo do Estado sobre o reajuste salarial para os docentes da Universidade do Estado do Piauí, a categoria decidiu por greve nesta segunda-feira (18/03) em todos os campi, por tempo indeterminado.

Eles reivindicam cumprimento do plano e perda de cargos, carreiras e salários, reposição de perda de salário no últimos anos não reparadas e realização de um novo concurso.(180graus)

Dilma lidera gastos de ex-presidentes com servidores

A Secretaria-Geral da Presidência informou à reportagem que o dinheiro é destinado ao custeio dos assessores, e não dos ex-presidentes diretamente

Cassada há quase três anos, a ex-presidente Dilma Rousseff apresentou uma fatura de mais de meio milhão de reais em 2018 ao Palácio do Planalto. O dinheiro pagou viagens de assessores mantidos à sua disposição pelo governo. A petista gastou mais do que a soma de despesas dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva – que também têm direito ao benefício.

As despesas com os servidores que acompanham Dilma consumiram, no ano passado, R$ 632,2 mil, sem contar os salários. Deste total, R$ 586,8 mil foram utilizados no pagamento de diárias e passagens. Houve desembolso de outros R$ 45,4 mil com manutenção seguro e combustível para veículos utilizados pela ex-presidente. Boa parte desses deslocamentos ocorreu em Minas Gerais, durante a campanha de Dilma a uma cadeira no Senado, nas eleições do ano passado. Apesar dos gastos, ela amargou o quarto lugar na disputa e não se elegeu para o cargo.

A média de desembolsos não tem mudado mesmo em períodos sem eleição. Em 2017, por exemplo, a presidente cassada gastou R$ 520 mil com servidores – de novo, mais do que seus antecessores.

Os dados foram obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação. A Secretaria-Geral da Presidência informou à reportagem que o dinheiro é destinado ao custeio dos assessores, e não dos ex-presidentes diretamente. Dilma foi procurada para comentar as despesas, mas não quis se pronunciar.

Estrutura

A União põe à disposição dos cinco ex-presidentes um total de 40 funcionários, oito para cada um, além de dez veículos oficiais. A estrutura, que tem um custo total de R$ 5,5 milhões, pode ser reduzida pelo Congresso – há projetos já protocolados com essa finalidade.

A proposta do senador Lasier Martins (Podemos-RS), por exemplo, cria um limitador temporal de 20 anos para concessão dos benefícios, que ainda seriam diminuídos para dois servidores de apoio pessoal, dois motoristas e apenas um veículo oficial. O texto ainda impede que ex-presidentes que praticaram ilícitos penais e crimes de responsabilidade tenham acesso aos serviços.

A ex-presidente tem direito a usar assessores em qualquer evento de que participa, mesmo em campanha eleitoral. Os gastos dela, porém, ficaram bem acima dos registrados por seus antecessores. 

O senador Fernando Collor (PROS-AL), que em 1992 sofreu impeachment como Dilma, apresentou uma despesa de R$ 306,9 milJosé Sarney gastou R$ 158,5 mil e Lula, R$ 119, 8 mil – valor computado até 7 de abril do ano passado, quando foi preso pela Polícia Federal depois de condenado no âmbito da Lava Jato. A partir daí, a equipe de assessores dele não registrou gastos. Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, consumiu R$ 41,3 mil em 2018.

Os gastos de Dilma irritaram o núcleo militar do Planalto, com cargos no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e na Secretaria-Geral da Presidência. Além de queixas ao tratamento que teria sido dispensado pela então presidente a seguranças e ajudantes de ordem das Forças Armadas no exercício do mandato, eles alegam que Dilma percorreu Minas em eventos nos quais fez ataques ao então candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em setembro, já mostrava que a campanha de Dilma era a mais cara entre os candidatos ao Senado, superando até mesmo a de presidenciáveis como Bolsonaro, Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede).

Histórico

Em maio de 1986, Sarney assinou a Lei 7.474, que estabeleceu o direito de um ex-presidente contar com uma equipe de cinco seguranças e dois carros oficiais para seus deslocamentos. Depois de sofrer impeachment em 1992, Collor só conseguiu o benefício em 2006. Isso ocorreu porque a Justiça Federal, em Brasília, aceitou em 1993, em caráter de liminar, uma ação popular para suspender o direito dele. O ex-presidente venceu a disputa judicial 13 anos depois.

Em 2008, o decreto 6.381 do então presidente Lula, mudou a regulamentação da lei assinada por Sarney e aumentou para oito o número de servidores à disposição de um ex-presidente. Pela norma, o grupo pode ser formado por quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal, dois motoristas e dois assessores com cargos de comissão. O governo ainda manteve os dois veículos oficiais para deslocamentos. 

Os servidores são escolhidos pelo ex-presidente e nomeados pela Casa Civil. A nomeação se dá para cargos do grupo Direção e Assessoramento Superiores, os conhecidos DAS. São quatro categorias, cujos salários são de R$ 2,7 mil, R$ 3,4 mil, R$ 10,3 mil e R$ 13,6 mil.

Com a bancada mais inexpressiva da sua história, MDB patina entre o novo e o velho

Delatores disseram em depoimentos que a J&F repassou mais de R$ 40 milhões ao MDB nas eleições de 2014 (Foto: Reprodução)

O MDB velho de guerra está cansado, sem norte. Na Câmara, com bancada reduzida para 34 deputados, a mais inexpressiva da sua história, o partido que já foi liderado por Ulysses Guimarães sofre crise de identidade. É que os novos deputados eleitos em 2018 não querem saber das velhas lideranças, representadas pelo seu atual presidente nacional, Romero Jucá. Nem mesmo as cumprimenta. O partido não tem nem mesmo interessados em assumir sua presidência. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Perdidos, os antigos do MDB não sabem nem mesmo a quem se dirigir. Não há líderes que se destaquem, entre os novos do MDB.

Para entender o que acontece, Jucá se reuniu antigas lideranças do velho MDB, como Moreira Franco, mas ninguém sabe o que fazer.

O governador Ibaneis Rocha (DF) aceitaria presidir o partido, mas o estatuto veda essa função aos que ocupam cargos no Poder Executivo.

A cúpula do MDB apelou ao ex-presidente Michel Temer para assumir o comando do partido. Ele recusou: afastou-se da política para sempre.

Pesquisa mostra que PSOL teve quase o dobro de candidatas ‘laranjas’ do PSL

Deputados do PSOL ironizando parlamentares governistas, na Câmara: de “laranjas” eles entendem. (Foto: reprodução Facebook)

Pesquisa das professoras Malu Gatto, da University College London, e Kristin Wyllie, da James Madison University, divulgada pela BBC News Brasil, revela a dimensão do uso de “laranjas” para burlar a lei de cotas femininas e a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de exigir que os partidos destinem 30% dos recursos do fundo de campanha para candidaturas femininas. Além de burlar a lei de cotas, as candidaturas “laranjas” servem para que recursos do fundo eleitoral financiem candidatos homens, segundo as pesquisadoras.

Malu Gatto, da University College London.

A pesquisa mostra que nas eleições de 2018 são possíveis “laranjas” 15,9% das 132 candidatas a deputada federal pelo PSL do presidente Jair Bolsonaro, percentual que representa quase metade do percentual de candidaturas “laranjas” do PSOL: 27,1% das 166 candidatas. A situação de “laranjas” no Podemos é ainda mais grave: 35,5% de suas 59 candidaturas.

O levantamento de Gatto e Wyllie aponta também que 35% de todas as candidaturas de mulheres para a Câmara dos Deputados na eleição de 2018 não chegaram a alcançar 320 votos. Ou seja, candidatas  usadas apenas para cumprir formalmente a lei de cotas que sequer fizeram campanha.

Kristin Wyllie, da James Madison University.

Vinte anos após a adoção da lei de cotas, em 1998, o percentual de deputadas passou de 5,6% para 15%. Malu Gatto acha o percentual muito baixo. “É o menor da América Latina, empatado com o Paraguai”, disse.

“O que os números mostram é que não é uma questão de competitividade, porque, de 1998 a 2018, as candidaturas laranjas de mulheres aumentam muito como resposta às mudanças na lei de cotas. E a quantidade de candidaturas não competitivas de mulheres é muito desproporcional na comparação com as dos homens”, explicou Gatto, que é professora da University College London.

Com exceção do partido Novo, que teve 2% de candidatas com menos de 317 votos na eleição de 2018, todas as 30 legendas com representação no Congresso Nacional tiveram mais de 10% de possíveis laranjas dentre suas candidatas mulheres para a Câmara.

Candidatas laranjas por partido político, na eleição de 2018 para a Câmara dos Deputados
Partido Candidatas mulheres % de possíveis candidatas laranjas Quantidade de mulher laranja para cada homem laranja do partido
PSL 132 15,9% 24,1
PT 118 11% 2,48
PP 38 10,5% 5,54
MDB 109 14,6% 1,6
PSD 60 20% 13,7
PR 49 28,5% 4,25
PSB 72 12,5% 2,77
PRB 79 22,7% 2,78
PSDB 83 15,6% 4,85
DEM 49 22,4% 2,7
PDT 83 16,8% 2,67
SD 42 16,6% 1,72
PODE 59 35,5% 4,63
PTB 43 34,8% 3,79
PSOL 166 27,1% 1,18
PC do B 45 31,1% 3,8
PSC 56 37,5% 5,58
PROS 75 40% 1,99
PPS 38 15,7% 2,34
NOVO 77 2% 2,6

Das 132 mulheres lançadas como candidatas à Câmara dos Deputados pelo PSL, 21 receberam menos de 317 votos. Isso representa quase 16% do total.

Já entre os candidatos homens do PSL apenas 0,66% receberam menos de 317 votos. Ou seja, praticamente só há possíveis laranjas entre candidatas mulheres do partido.

Exclusivo:Secretário de Educação Eliaquim Nunes nega estar demissionário e diz que fica até o fim

O Secretário Municipal de Educação, Eliaquim Nunes, após audiência com o prefeito Mão Santa, disse na manhã desta segunda-feira (18), que não procedem as notícias que circularam no final de semana na redes sociais dando conta de sua demissão. Disse que não pediu demissão e continua no cargo, inclusive, trabalhando até aos finais de semana.

Ele afirmou que, como em qualquer governo, existem desentendimentos sobre determinados assuntos, com pessoas com pontos de vista diferentes, mas nada que possa ocasionar atritos mais sérios ou mesmo levar um gestor a pedir demissão das funções.

Até porque – disse ele – “um trabalho está sendo iniciado e o meu desejo é permanecer à frente da Secretaria de Educação até os últimos dois anos do governo Mão Santa”. E pesar das especulações  quanto a sua saída ele afirmou:  “continuo o meu trabalho e recebendo o apoio do Prefeito Francisco de Assis Moraes Sousa”.

Ele falou também dos gráficos que o Prefeito Mão santa recebeu e mostrou a ele, comparando o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de Parnaíba com o de Sobral, no Ceará, mostrando que os números daqui estão muito aquém, fato que gerou preocupação do prefeito Mão Santa, que pediu ao Secretário que tome algumas iniciativas para reverter esse quadro.

Diante disso, Eliaquim Nunes disse que  uma comissão será formada para trabalhar junto às escolas verificando o grau de desempenho, inclusive, submetendo os alunos a testes de avaliação, para saber se existiram avanços nas questões relacionadas à leitura e escrita; e também realizar um trabalho de identificação de alunos que estão acima da idade para a série que cursam e, a partir daí, fazer dentro do possível um trabalho de aceleração para colocá-los dentro da faixa correspondente.

O Secretário também informou que vai haver uma bonificação para os professores das escolas municipais que comprovadamente conseguirem melhorar o aproveitamento dos alunos. Cada professor que conseguir colocar em prática projetos nesse sentido e conseguir os resultados desejados, será premiado e o projeto será colocado em prática nas demais escolas do município – disse o Secretário.

Com relação à merenda escolar, Eliaquim disse que existem muitas notícias falsas sobre o assunto. “Há que se separar fato de fake”, disse. Falou que existe hoje na SEDUC uma comissão que acompanha diariamente o fornecimento de merenda para as escolas. Agora – disse ele – existem problemas pontuais mas as escolas não chegam a ficar sem nenhum item da merenda escolar e em alguns estabelecimentos faltam por atraso na entrega por parte do fornecedor.

O Secretário finalizou dizendo que estão sendo combatidos os desperdícios, os excessos e que está implantando uma política de valorização de fornecedores locais, até como forma de baratear os custos dos produtos. Além disso vai haver uma rigorosa fiscalização na entrega dos produtos em cada escola e um acompanhamento do cardápio a ser servido em cada unidade escolar do município.

Por: Bernardo Silva/João Câncio


Deflagrada greve de professores da UESPI: Os alunos também reclamam

O governador Wellington Dias (PT) pediu ‘bom senso’ aos professores e estudantes da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) devido a atual situação caótica em que a instituição se encontra a instituição, especialmente após o início da greve dos professores.

Por um lado, o professores deflagraram greve em todos os campi do estado no início desta segunda-feira (18/03). Por outro, estudantes reclamam dos problemas na universidade que os afetam diretamente. Além disso, há atrasos salariais de funcionários, entre outros transtornos.

Os professores reivindicam o cumprimento do plano e perda de cargos, carreiras e salários, reposição de perda de salário no últimos anos não reparadas e realização de um novo concurso. 

Durante a inauguração das obras de ampliação do Centro Integrado de Reabilitação (CEIR, em entrevista, o governador Wellington Dias pediu ‘bom senso’ aos servidores e professores da UESPI, devido a atual situação do estado.

Eu tive a oportunidade de dizer aos líderes que tem problemas que não tem solução e esse é um exemplo… Eu precisaria descumprir uma lei para atender a UESPI, nessa hora o apelo que eu faço aos servidores, aos professores e estudantes é o do bom senso, o Estado, todo mundo sabe, está fazendo esforço muito grande para poder adequar a nossa situação pela queda de receitas à lei de responsabilidade fiscal”. 

Segundo o governador, ao cumprir a lei, todos os processos de reajustes e concursos iram ser retomados. 

“Já deixei claro que, ao cumprir isso, nós vamos voltar a política de reajuste, relacionado a pessoal. Isso vale para reajuste, isso vale para chamamento de concursado, isso vale para promoção. Ou seja, se trata tão somente de obediência a lei, e eu acho que não é razoável uma greve que quer a ilegalidade”, completou. 

Sobre a greve 
Após diversas tentativas de negociação com o Governo do Estado sobre o reajuste salarial para os docentes da Universidade do Estado do Piauí, a categoria decidiu por greve nesta segunda-feira (18/03) em todos os campi, por tempo indeterminado.

Segundo reportagem da TV Cidade Verde, eles reivindicam cumprimento do plano e perda de cargos, carreiras e salários, reposição de perda de salário no últimos anos não reparadas e realização de um novo concurso.

Em nota, a reitoria da Uespi informou que acha legítima a greve dos professores, assim como entende a situação financeira do estado e se empenha em mediar as negociações.

O comando de greve fará sensibilizações para alunos e professores à adesão.

As instituições de Floriano, Picos, São Raimundo Nonato, Oeiras, Parnaíba, Piripiri e Campo Maior já aderiram à paralisação total.

Greve na Uespi
Greve na Uespi    Divulgação

Ato ganha força nas redes sociais
No final de semana, a hashtag #SOSUESPI voltou a ser de grande repercussão nas redes sociais. Várias postagens, especialmente de estudantes, tratavam da situação da universidade e do descaso do poder público com seu funcionamento.

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ferreira@mfgd_

A UESPI SE NEGA A MORRER

270 pessoas estão falando sobre isso

Autodeclarado Governador do Piauí 🇻🇪🇨🇺🇧🇷@daniellpessoa

A construção da nossa biblioteca que desabou nunca veio, já passou do prazo de 360 dias e ela ainda está no chão, a nossa “UNIVERCIDADE” pede socorro

99 pessoas estão falando sobre isso

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Autodeclarado Governador do Piauí 🇻🇪🇨🇺🇧🇷@daniellpessoa

Essa é a biblioteca da UESPI no Campus Torquato Neto. A empresa abandonou o canteiro de obras e em uma parte que sobrou da biblioteca estão alocados as monografias cobertas por essa lona por conta das goteiras. Esse é o descaso do @wdiaspi com a UESPI

23 pessoas estão falando sobre isso

Thamirys@thamirys_cassia

Temos ao todo:
– 291 disciplinas DESCOBERTAS
– tercerizados a cinco meses sem receber
– laboratórios fechados
– não temos nenhuma bolsa prevista
– nenhuma segurança

e aí @wdiaspi? cadê o devido cuidado e respeito pela educação?

168 pessoas estão falando sobre isso

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Italo Ribeiro ✝️⚖️@euitalor

R.I.P. UESPI… O governador quer acabar com a nossa universidade.

Superintendente Municipal da Pesca garante abastecimento de peixes e crustáceos para a Semana Santa

O Superintendente Municipal da Pesca, Alan Pereira, disse hoje que o Mercado do Peixe, no Bairro de Fátima, estará totalmente abastecido para o período da semana santa, inclusive está organizando uma programação especial para o período, de modo a atrair mais clientes para os  responsáveis pela venda do produto.

Alan Pereira recebe amigos na Superintendência da Pesca

A partir do dia 12 de abril vamos iniciar a Semana do Peixe, com a venda de camarão e também de mariscos e outros crustáceos, sempre a preços mais baixos, como estamos fazendo há 3 meses, desde que assumimos a Superintendência”, disse Alan.

Ele adiantou ainda que a partir da próxima sexta-feira o Mercado do peixe já estará funcionando no mesmo regime dos sábados. “Agora a oferta do peixe mais barato será em dois dias, na sexta e no sábado, iniciando logo esta semana”, frisou

Ele finalizou dizendo que, do dia 12 de abril até a sexta-feira Santa (19), será realizada no local – último bloco do Mercado de Fátima – uma Ação Social, com a presença de médicos e oferta de outros serviços à população. “Estamos também mantendo contato para trazer apresentações artísticas, com músicas religiosas em geral.

Aeroporto Dr. João Silva:Parnaíba fora de rota

Aeroporto

Administrado pela Infraero, o aeroporto de Parnaíba atualmente não opera com instrumentos. Pousos e decolagens são feitas em modo visual. O que isso significa? Que as companhias não querem operar por lá.

Barreiras

Há problemas como uma torre existente na área do sítio aeroportuário que precisa ser removida. Ninguém se mexe para isso e Parnaíba, que precisa ampliar as opções de voo, segue fora de rota.
Fica vermelha, cara sem-vergonha. 

Voo cego

No mesmo rumo, segue o aeroporto de Teresina. Há edificações no entorno do sítio aeroportuário cuja remoção é necessária dentro de novos regramentos do setor. Se isso não for feito, há risco de o aeroporto da cidade sofrer restrições de pousos e decolagens ��� o que encareceria o custo das companhias em voos para cá.

Custo

Uma fonte ligada ao setor aeroportuário informa ainda que investimentos que venham a ser feitos pela Infraero no aeroporto de Teresina devem ampliar o déficit financeiro do equipamento. E que essa condição deficitária em razão do investimento seguirá mesmo que o aeroporto seja privatizado.

Valor

Há muita gente que menciona a construção de um novo aeroporto na cidade com a mesma facilidade de se traçar um risco no chão molhado. 
Porém, a fonte ouvida pela coluna diz que são necessários R$ 2 bilhões para uma nova infraestrutura aeroportuária.
Se a obra concluir em 20 anos, é providência Divina. (Portalaz)

Mão Santa: “Vou continuar lutando pelo ensino de qualidade que Parnaíba teve no passado”

O Prefeito de Parnaíba, Francisco de Assis Moraes Sousa, entregou no último final de semana aos moradores do bairro Tabuleiro a Escola de Educação Infantil denominada “Tia Mafisa”. A escola foi totalmente recuperada e ampliada, para melhor atender as crianças daquele bairro.

Falando na ocasião, Mão Santa disse que a recuperação da estrutura física da escola faz parte de uma meta a ser atingida que é melhorar cada vez mais a educação, devolvendo ao município o ensino de qualidade que ele tinha no passado.

Ele disse que a educação em Parnaíba melhorou muito nesses últimos dois anos, mas ele quer muito mais, por isso sempre recomenda ao secretário que dê uma atenção especial às escolas, acompanhando o trabalho dos professores e funcionários, como também verificando questões relacionadas ao fornecimento de material de expediente, além da merenda escolar, que deve ser constante em todas as unidades.

O Secretário Municipal de Educação, Eliaquim Nunes, disse na oportunidade que essa escola do bairro Tabuleiro é uma das 40 escolas que já foram reformadas, de acordo com recomendação do Prefeito Francisco de Assis Moraes Sousa.

Disse ainda o Secretário que outras 40 escolas serão reformadas, cuja ordem de serviço já foi assinada pelo prefeito e enviada à Secretaria de Infraestrutura, que tem à frente Maria das Graças Moraes Sousa Nunes, que já está se agilizando, juntamente com sua equipe, para dar início a esse trabalho.

Eliaquim Nunes finalizou dizendo que já foram entregues também à população duas creches novas com capacidade cada uma para atender 180 crianças. Segundo ele, o desejo de Mão Santa é oferecer escola de qualidade, merenda de qualidade, colocar móveis novos em todas as escolas reformadas e  pagar salários em dia.

Ainda no último final de semana, Mão Santa entregou aos moradores do bairro Planalto as ruas Arimatéia Carvalho, Menino Jesus de Praga e também a Rua Nova, todas totalmente pavimentadas. A inauguração foi com uma caminhada nas três ruas ao som da “Banda Simplício Dias da Silva”, com a presença de Secretários Municipais, vereadores, servidores do município e moradores do bairro.

Texto:João Câncio
Fotos:Bruno Santana

Atos públicos em defesa da Lava Jato e contra o STF ocorreram em 40 cidades

Em Belo Horizonte, o ato público ocorreu na Praça da Liberdade

Deu em O Tempo

Manifestantes foram às ruas hoje em cerca de 40 cidades do país em defesa da Lava Jato, para protestar contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Judiciário brasileiro. Os atos foram organizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e outros grupos para promover atos com menos participantes se comparados aos outros organizados pelo grupo. A data escolhida foi o dia em que se completaram cinco anos do início da operação.

Em Belo Horizonte, os manifestantes se reuniram no final da manhã na Praça da Liberdade. A maioria dos presentes usava roupas em verde e amarelo – outros escolheram preto – e alguns portavam faixas contra o Supremo. Em uma delas se lia “STF – Tribunal das exceções”.

“LAVA TOGA” – Durante o ato, eles gritaram pedindo a CPI da “Lava Toga”, iniciativa de parlamentares que querem investigar a atuação de juízes que, na avaliação deles, prejudicam o combate à corrupção no país.

Alguns manifestantes usavam camisas em referência a Jair Bolsonaro e outros carregavam pixulecos, boneco inflável que representa em trajes de presidiário o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hoje detido e condenado por corrupção. Em Minas, os atos foram convocados também para Uberlândia, Juiz de Fora e Contagem.

No Rio de Janeiro, os manifestantes se reuniram na orla da praia de Copacabana. Uma faixa no local assinada pelo MBL dizia: “O STF é uma vergonha”. Entre os manifestantes havia até defensores da volta da monarquia ao país.

AVENIDA PAULISTA – Já em São Paulo o ato ocorreu na avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Por lá, um cartaz dizia: “Sergio Moro, estamos com você”, em referência ao ministro da Justiça, ex-juiz que cuidava da operação.

Em Brasília, o protesto foi na praça dos Três Poderes, diante do Supremo. Os manifestantes carregavam faixas pedindo o fim da impunidade e gritavam principalmente contra o ministro Gilmar Mendes, considerado por eles um inimigo da Lava Jato. Duas mulheres carregavam uma faixa com uma pergunta: “Quem mandou matar a Lava Jato?”

Como se sabe, o Supremo decidiu que todas as investigações sobre caixa 2 em campanha sejam feitas pela Justiça Eleitoral e não pela Justiça comum, o que, para os procuradores que comandam a Lava Jato, coloca em risco o futuro da operação. Além disso, o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli determinou a abertura de inquérito para investigar os ataques feitos à Corte, o que gerou críticas dos apoiadores da Lava Jato.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Os protestos são válidos. A reação do Supremo contra a Lava Jato já era esperada, mas não vai adiantar nada. Mas a força-tarefa, formada por Polícia Federal, Ministério Público e Receita, vai contra-atacar e logo serão revelados mais podres de integrantes Supremo e de políticos protegidos pelos ministros, como Michel Temer, Aécio Cunha & Cia. Podem aguardar. (C.N.)

Barragem Granjeiro ameaça 513 famílias em Ubajara no Ceará

Das 513 famílias que vivem no entorno da barragem Granjeiro, no município de Ubajara, pelo menos 250 já foram retiradas do local ainda na noite deste sábado (16), como medida preventiva. A decisão foi tomada, após avaliações da Defesa Civil, para evitar uma tragédia caso ocorra um rompimento, o que, de acordo com o prefeito, possui risco mínimo de acontecer.

Segundo informações divulgadas pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Corpo de Bombeiros (Cedec/CBMCE), responsável pela evacuação, parte das famílias foram realocadas em casas de parentes e outras foram encaminhadas para o Santuário da Mãe Rainha, localizado no Bairro São Sebastião. Entidades estão recolhendo doações para os evacuados.

medida é justificada pela realização das obras de abertura de um novo sangradouro para o açude Granjeiro, um reservatório particular localizado entre os municípios de Ubajara e Ibiapina. “Está chovendo nas cabeceiras do rio, e temos a necessidade de fazer a remoção das pessoas que estão à jusante do rio. O risco de rompimento é minimo, mas existe, e não podemos trabalhar com nenhuma possibilidade de risco, por isso estamos fazendo esse trabalho que é altamente preventivo”, explicou Renê Vasconcelos, prefeito de Ubajara, em tranmissão ao vivo pelo Facebook.

Ainda segundo ele, réguas foram instaladas no açude para realizar o monitoramento do nível da água. A previsão, até o momento, é de que as obras sejam concluídas entre segunda (18) e terça (19).

Equipes da Secretaria de Recursos Hídricos do Governo do Ceará (SRH) e da Agência Nacional de Águas (ANA)  estão no local realizando trabalhos de reforço da barragem.

Precariedade dos reservatórios particulares desperta preocupação

Sistema Verdes Mares mostrou nesta semana os riscos quebarragens particulares construídas de forma precária causam e a dificuldade de fiscalização dos órgãos competentes. 

Chegam a milhares os barreiros e açudes construídos de forma aleatória em propriedades particulares do sertão cearense,represando riachos e córregos em benefício de um limitado número de pessoas.

A maioria delas é feita sem acompanhamento técnico ou por engenheiro e empresa especializada em obra hidráulica e geologia. Além do risco de rompimento da estrutura, represar afluentes sem estudo prévio pode gerar impactos negativos em açudes de grande importância para o Estado.

De acordo com a SRH, “todas as barragens, independentemente das especificações técnicas, devem ser obrigatoriamente outorgadas e incorporadas ao Cadastro Estadual de Barragens.

Por reajuste salarial, enfermagem pode iniciar greve nos hospitais estaduais

Os profissionais de enfermagem que atuam nos hospitais da rede estadual de saúde do Piauí podem iniciar uma greve nas próximas semanas, com o objetivo de pressionar o governo a conceder um reajuste salarial suficiente para, segundo a categoria, compensar as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos.

O Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado do Piauí (Senatepi) convocou para a próxima segunda-feira (18) uma assembleia geral destinada a decidir se a categoria entrará ou não em greve. 

Caso seja confirmada, a paralisação dos profissionais deve inciar ainda em março, atingindo todas as unidades de saúde do estado.

Um levantamento feito pelo Senatepi indica que as perdas salariais chegam a 37% nos últimos 6 anos. “Este é o tempo em que a categoria está sem reajuste. Estamos buscando um entendimento sobre o assunto, mas precisamos da atenção do governo a este respeito senão teremos que exercer nosso direito de greve”, ressalta a diretora de comunicação, Martina Silva.

A presidente do sindicato, Cleane Guimarães, informa que a assembleia está marcada para acontecer às 13h30 no auditório do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PI), situada na Avenida Magalhães Filho, nº 655. “Na pauta de deliberações estão o reajuste linear, promoções e progressões, assédio moral e deliberação de greve”, revela.

De acordo com o diretor jurídico do Senatepi, Francisco Alex, o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) já foram notificados sobre o assunto. 

Por: Cícero Portela

Globo gasta R$ 8,3 bilhões para fazer TV, mas ganha dinheiro mesmo é com os juros

Daniel Castro
UOL Notícias

Pelo segundo ano consecutivo, a Globo teve em 2018 resultado operacional negativo. Isso quer dizer que os custos de suas novelas, telejornais e demais operações foram superiores ao dinheiro ganho com a venda de publicidade, sua principal fonte de receita. O que salvou a emissora do prejuízo foram os juros de suas aplicações.

Segundo balanço oficial divulgado a investidores ontem (12), a TV Globo fechou 2018 com um resultado operacional líquido de R$ 530 milhões negativos, seis vezes mais do que os R$ 83,4 milhões negativos de 2017. Ou seja, a diferença entre o faturado e o gasto foi de quase meio bilhão de reais no ano passado.

COLCHÃO FINANCEIRO – A Globo só teve lucro graças ao seu “colchão financeiro” e ao seu patrimônio. O dinheiro investido em aplicações financeiras lhe rendeu uma receita de R$ 930 milhões. Assim, graças aos ganhos financeiros e à equivalência patrimonial, a emissora fechou o ano com um lucro líquido de R$ 1,204 bilhão, uma queda de 35% em relação ao R$ 1,851 bilhão de 2017.

As receitas de quase R$ 1 bilhão com aplicações bancárias em 2018 são consequência de uma decisão tomada em 2017, quando o Grupo Globo decidiu reduzir a distribuição de dividendos (lucros) aos sócios. Naquele ano, foram distribuídos apenas R$ 116 milhões, contra R$ 2,5 bilhões em 2016. No ano passado, os sócios da Globo não receberam nada. Esse dinheiro está fazendo a diferença no balanço.

PUBLICIDADE – Apesar da política de redução de gastos, a Globo gastou R$ 695 milhões a mais no ano passado com a produção de teledramaturgia, shows, noticiários e venda de publicidade. Foram R$ 8,353 bilhões, mais R$ 2,252 bilhões de despesas operacionais (administração, comercialização). Contribuíram para esse aumento a maior produção de séries, agora também para o streaming, e os gastos com a Copa da Rússia.

Por outro lado, as vendas de publicidade nos intervalos comerciais voltaram a crescer. Totalizaram R$ 10,060 bilhões no ano passado, a primeira alta desde 2015. Em 2014, melhor ano da década para a Globo, o faturamento foi de R$ 11,890 bilhões. De lá para cá, caiu até atingir R$ 9,779 bilhões em 2017. No ano passado, portanto, cresceu 2,9%.

Os dados acima também incluem as operações de internet do grupo, mas são predominantemente da TV. O balanço inclui informações das operações no mercado musical e com TV por assinatura.

EM QUEDA – Quando considerados todos esses negócios (mas sem veículos impressos), o faturamento do grupo (consolidado) foi de R$ R$ 14,679 bilhões em 2018, R$ 123 milhões a menos do que em 2017. A pequena queda é resultado da retração que o mercado de TV por assinatura vem sofrendo desde 2014, com a perda de mais de 2 milhões de assinantes, 550 mil deles só no ano passado, o que impactou nos resultados da Globosat.

Depois da TV Globo, a Globosat é a maior empresa do grupo. Seu conjunto de canais responde por uma receita de aproximadamente R$ 4,5 bilhões e por mais da metade do lucro do grupo.

E de repente, voltam à lembrança os prefeitos Celso Daniel e Toninho do PT

Celso Serra

O assassinato de prefeito petista Celso Daniel, de Santo André faz 17 anos no próximo dia 18, segunda-feira, mas parece ter ocorrido em 1º de abril, que é o Dia da Mentira, porque o caso não foi esclarecido até hoje. Depois do Celso Daniel, foram assassinadas mais sete pessoas, entre testemunhas e envolvidos no caso. Como o número 7 é considerado conta de mentiroso, esses casos também não foram esclarecidos.

E como 13 representa o azar (ou falta de sorte, como diz Roberto Carlos, que jamais fala essa palavra) nenhum dos defuntos deveria ter se metido com qualquer coisa vinculada ao número 13, principalmente um partido político integrado por grandes e ilibadas personalidades, como o PT. Assim, com essa numerologia de botequim, fica mais fácil entendermos o caso, sem qualquer esclarecimento das autoridades apelidadas de “competentes”.

TONINHO DO PT – E tem também o caso do Toninho do PT. Era arquiteto e professor universitário, tudo corria bem para  Antônio da Costa Santos, até se filiar ao partido e se tornar conhecido como Toninho do PT. Foi eleito prefeito de Campinas e também foi assassinado a tiros no exercício do mandato, no dia 10 de setembro de 2001, que também parece ter sido 1º de abril, pois até hoje também ninguém pagou pelo crime.

O inquérito policial concluiu que o prefeito, durante uma viagem que fazia de automóvel, foi morto sem nenhum motivo além do fato de cruzar, por acaso, com um bando de criminosos que na ocasião passava pelo local. O carro do prefeito teria inadvertidamente fechado o veículo dos bandidos e por causa disso eles atiraram. A última das três balas atingiu Toninho na artéria aorta, matando-o instantaneamente, vejam só que coincidência.

Governo do DF já admite seguranças armados protegendo escolas públicas

O projeto piloto, que une Polícia Militar e Secretaria de Educação, começou em quatro escolas do DF. (Foto: Agência Brasília).

O secretario de Educação do governo do Distrito Federal, Rafael Parente, ficou tão chocado quanto qualquer cidadão com o ato terrorista na escola de Suzano, por isso iniciou estudos para avaliar a lotação de seguranças armados em escolas públicas. Hoje, as escolas da rede oficial têm vigilantes desarmados e porteiros. Parente também reflete sobre a ampliação de parceria com a Polícia Militar para treinar professores, alunos e funcionários a lidar com situações de risco. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em Brasília, a Escola Americana segue o modelo de congêneres nos EUA: realizam treinamentos para enfrentar situações de perigo.

Atualmente, o DF desenvolve um projeto de gestão compartilhada com a PM, com resultados positivos, em quatro grandes escolas públicas.

A gestão compartilhada com a PM tem aprovação de 85% dos pais e alunos. Outras dez escolas já pediram para entrar no programa.

Mentir sobre o Brasil lá fora é velha estratégia de oposição, como confessou Lula

Mentir sobre o Brasil no exterior, com fez Wyllys, é prática antiga da ‘esquerda caviar’. Foto: Twitter

É tão oportunista quanto manjada a opção de políticos como Jean Wilis que, na oposição ou por falta de votos, viajam o mundo falando mal do País e dos governantes. O presidiário Lula, por exemplo, divertiu-se em 2014 relatando a blogueiros ligados ao PT como mentia a crédulas plateias europeias, com a cumplicidade de jornalistas brasileiros. Lula não contava que o vídeo da confissão vazasse nas redes sociais. Às gargalhadas, debochou dos franceses por acreditarem em suas lorotas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Jean Wilis segue a trilha de Lula. Sem contar quem o financia, ele tem percorrido cidades europeias distribuindo mentiras a granel.

Em Genebra, Wilis encontrou alguém que, sem preconceito ou mimimi, desfez suas lorotas: a embaixadora na ONU Maria Nazareth Azevêdo.

Com Lula, as mentiras não foram contestadas: “Eu disse em Paris que aqui tinha 25 milhões de crianças na rua! Todos aplaudiam! Kkkkkk”.

A estratégia não é nova, mas pode ser eficaz. Opositores “minavam” a ditadura inflacionando números de presos, desaparecidos etc.

Mesmo com Lava Jato, velha política predomina

Por:Fenelon Rocha

Na semana que passou, a Lava Jato sofreu uma dura derrota – a mais expressiva em seus cinco anos de atividade, completados hoje: viu o Supremo Tribunal Federal decidir, em votação apertada, que os crimes de caixa 2 mesmo associados a outros delitos, podem ser julgados pela Justiça Eleitoral. O entendimento da Java Jato é que o caixa 2 é só a ponto de um enorme iceberg chamado corrupção, e que se alimenta da troca do apoio na campanha com as “ajudas” no mandato do eleito.

Ao relegar à condição de simples delito eleitoral, o STF dá a possibilidade de punições mais brandas, onde se esfuma a perspectiva de prisão do envolvido. Os políticos (e não só os “das antigas”) comemoraram.

Esse severo golpe contra a operação ganha contornos mais nítidos com os dados revelados neste final de semana por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas: a realidade de que as traquinagens nas licitações – caminho para a corrupção – não mudou em quase nada após a Lava Jato. “Posso garantir que, para a imensa maioria das licitações, nada mudou”, declarou a O Globo o pesquisador Carlos Ari Sundfeld, da FGV.

Dito de outra forma: a nova política, que era esperada depois de tanta falcatrua revelada, segue firme e forte. E dando as cartas, sobretudo nos estados e municípios.

Os estudiosos mostram que a Lava Jato conseguiu produzir resultados importantes com a Lei das Estatais, apontada como avanço significativo no combate à corrupção. É um reflexo direto do “Petrolão”, o esquema que sugou dezenas de bilhões de Reais da Petrobrás, que é o centro das revelações da Lava Jato. Mas, fora das estatais, a realidade é quase a mesma de sempre.

Na linguagem popular: segue a prática das licitações com cartas marcadas e troca de favores entre políticos e empresas prestadoras de serviços ao Estado. Ou seja: a velha política é a dona do pedaço. Exatamente como denuncia a Lava Jato há cinco anos.
 

Renovação é de faz-de-conta

Em reportagem especial do final e Semana, o jornal O Globo mostra a presença dos chamados políticos profissionais nas Assembleias Legislativas, Brasil afora. Os piauienses não estranham essa realidade. Aqui a renovação é pequena, e quando acontece é por herdeiros ou políticos de larga trajetória. Entre os “novatos”, temos ex-prefeitos de dois mandatos (Francisco Costa), filho de prefeito (Oliveira Neto) ou primeira-dama de quarto mandato (Lucy Silveira). Confira:

• 9 mandatos: Fernando Monteiro e Themístocles Filho.
• 8 mandatos: Wilson Brandão.
• 5 mandatos: Hélio Isaias, João Madison e Nerinho.
• 4 mandatos: Fábio Novo, Flora Izabel, Gustavo Neiva e Marden Menezes.
• 3 mandatos: Evaldo Gomes e Flávio Nogueira Junior.
• 2 mandatos: Dr. Hélio, Fábio Xavier, Firmino Paulo, Georgiano Neto, Janaína Marques, Júlio Arcoverde, Limma, Pablo Santos,
   Pastor Gessivaldo, Severo Eulálio e Zé Santana.
• 1 mandato: Cel. Carlos Augusto, Dr. Francisco Costa, Franzé Silva, Henrique Pires, Lucy Silveira, Oliveira Neto e Teresa Brito

Marcelo Castro diz que relação do MDB com W.Dias dificulta volta de Mão Santa à sigla

Em entrevista coletiva neste sábado (16/03) o senador Marcelo Castro, que foi reconduzido à presidência estadual do MDB, disse que o partido possui uma aliança muito forte com o PT e com o governador Wellington Dias(PT), e que essa relação dificulta, por exemplo, a volta do ex-governador Mão Santa ao partido.

O ex-governador Mão Santa, que atualmente é prefeito de Parnaíba, teria recebido o convite do deputado estadual Henrique Pires, para voltar à legenda.

“Eu acho muito difícil o Mão Santa retornar ao MDB, porque nós temos uma aliança muito forte aqui no Piauí, e de muito tempo, que casa o MDB com o PT. O Mão Santa tem uma ‘antipatia’ histórica pelo PT, então eu acho que isso dificulta a vinda dele, e ficaria muito difícil a convivência dele com o Wellington Dias, que nós estamos aliados de maneira muito forte e muito eficaz” afirmou o senador.

    Foto: André Santos/180graus

Secretaria de Educação do Piauí “inventa”

Secretário de Educação Helder Jacobina

Sem papel

Os diários escolares em que professores da rede estadual pública de ensino registravam notas, conteúdos de aula, falta de alunos, agora são coisa do passado. Os lançamentos dessas informações terão que ser feitos em aplicativo de celular, tablet ou computador pessoal.

On-line

O desejo da Seduc é que os lançamentos dos dados seja feito em tempo real pelo professor. Mas isso vai ficar só no desejo, porque a banda larga que o governo do Piauí canta em prosa e verso na propaganda oficial é somente uma lenda urbana. 
Não funciona que preste em nenhuma escola. (Portalaz)