Lilia de Oliveira Lemos: Nota de Pesar

A Associação dos Comunicadores Sociais de Parnaíba – ASCOMPAR, vem de público manifestar o seu pesar à família enlutada, em nome de todos os seus associados, pelo falecimento da jornalista Lilia de Oliveira Lemos, falecida ontem, aos 66 anos de idade e sepultada no Cemitério Igualdade, na manhã deste domingo (5).

Lília Lemos, que integrou a Ascropi – Associação dos Colunistas Sociais do Piauí, foi uma jornalista atuante, com passagens pela TV Clube de Teresina, jornais O Dia e  Folha do Litoral; também na Rádio Igaraçu de Parnaíba, dentre outros veículos de imprensa no litoral. E foi funcionária da UFPI Campus Ministro Reis Veloso, em Parnaíba.

À família Oliveira Lemos e demais amigos da falecida Lilia Lemos,  a Ascompar apresenta sentidas condolências.

Parnaíba, 5 de agosto de 2018

Bernardo Silva  

-Presidente –

Morre a jornalista parnaibana Lilian Lemos: Velório na Pax União

Faleceu na tarde deste sábado a colunista social Lilian Lemos. Ela escreveu para vários veículos de comunicação do estado do Piauí, como o Jornal o Dia, de Teresina e Folha do Litoral, de Parnaíba, mostrando a sociedade parnaibana e do litoral para os demais municípios do Piauí. 

O corpo esta sendo velado na Pax União em Parnaíba. 

“Podem mandar pancada e me chamar do que quiser”, diz Frank Aguiar em convenção

Desde que um áudio onde fala mal da gestão de Wellington Dias (PT) vazou, o cantor Frank Aguiar demonstrou sua insatisfação em fazer parte da chapa majoritária do petista. O desejo do cantor era integrar uma chapa com o deputado estadual Dr. Pessoa. Fato que se concretizou neste sábado (04/08) com a homologação das candidaturas majoritárias. Frank Aguiar está preparado para o pleito de 2018 e diz que podem mandar pancadas que ele está preparado.

“Podem mandar pancada e me chamar do que quiser. Eu sou um trabalhador honesto. Eu sofri para chegar aqui. Eu vou dar o meu sangue pela minha terra. Eu podia ficar no conforto fazendo show e ganhando dinheiro muito bem. Mas eu estou com saudades dos meus filhos que estão estudando”, afirmou Frank ao expressar o desejo de volta a sua terra natal. Chegar aqui é a realização de mais um sonho. Não foi fácil”, completou.

Desde que se lançou pré-candidato ao Senado, Frank Aguiar, segundo ele, tem sido alvo de críticas. “Vocês não imaginam quantas porradas, pancadas […] Essas pancadas servem para nós evoluirmos e nos deixar com o coro grosso, mais forte. Agradeço muito a Silas e ao meu partido que sofreram comigo também levando pancadas e comprando dificuldades até chegar aqui para compor esse time”, ressaltou Frank. (OitoMeia)

Quem dá mais: Ciro oferece vaga de vice a Manuela

O jogo das alianças pode ter nova reviravolta neste sábado. Na noite de ontem, o candidato Ciro Gomes, do PDT, telefonou para Manuela D’Ávila, do PCdoB, e ofereceu a ela a vaga de vice, logo depois que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, anunciou que o partido pretende esticar ao máximo a definição de quem irá compor a chapa com o ex-presidente Lula.

Setores do PCdoB ficaram irritados com a proposta do PT, que sugeriu a desistência de Manuela, mas sem a confirmação dela como vice.

Nesta tarde, o PCdoB decide seu futuro com três cartas na mesa: candidatura própria, Ciro ou PT.

A demora do PT em fechar com Manuela se deve às incertezas sobre a candidatura Lula. O ex-presidente gostaria de ter como vice, neste momento, alguém que possa atuar como um porta-voz de sua campanha, como Fernando Haddad ou Gleisi Hoffmann.

Só depois, quando houver definição sobre a candidatura Lula, Manuela se tornaria vice, compondo com Lula ou outro nome   (B 247)

Petistas procuram Vanessa Tapety para tentar impedir que ela seja vice de Dr. Pessoa

A advogada Vanessa Tapety foi procurada nas últimas horas por dois nomes aliados ao governo Wellington Dias, para que ela desistisse da pré-candidatura a vice-governadora, na chapa ao lado do deputado Dr. Pessoa, que irá disputar o governo do Piauí pelo Solidariedade.

Uma fonte ouvida pelo blog afirmou que “ofereceram o céu e a terra” para que ela não disputasse, em um acordo que incluiria ainda a conjuntura a ser montada para as eleições de 2022.

A visita, segundo repassado ao blog, foi do deputado federal Assis Carvalho e do suplente de deputado federal, Merlong Solano, ambos do partido dos trabalhadores.

Filiada ao PTC, Vanessa é um dos dois nomes indicados pelo partido para compor chapa ao lado de Dr. Pessoa. O outro nome é do ex-prefeito de Novo Oriente, Dr. Marcos Viníciu, para o Senado Federal.

As candidaturas da chapa encabeçada por Pessoa serão homologadas na manhã deste sábado (04/08), em convenção no Atlantic City. A coligação será formada por Solidariedade, PTC, PMN, PRB e PPL.

Incoerência política deixa o eleitor desconfiado

Por: Cláudia Brandão

O senador Elmano  Férrer, do Podemos, surpreendeu a todos, ontem, com a desistência da sua desistência em concorrer ao governo do Estado. Elmano já havia até se licenciado do Senado para, segundo ele, dedicar-se integralmente à campanha eleitoral. Até que, alegando a influência de ‘forças ocultas’, abriu mão da disputa e saiu no cenário.

Ontem, voltou atrás e se lançou candidato por meio da chapa, denominada por ele próprio, de chapa da Resistência, ainda sem candidato a vice. Não se sabe o que aconteceu com as tais forças, se mudaram elas ou se mudou o senador.  As idas e vindas do agora novamente pré-candidato contribuem para criar ainda mais incerteza e desinteresse pela política. Não é a toa que as pesquisas divulgadas até agora registram altos índices de indecisos.

Não é a primeira vez, aliás, que o senador volta atrás em uma decisão anunciada publicamente. Na época da votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, Elmano divulgou uma carta dizendo que votaria pelo afastamento da presidente. Logo depois, desdisse o que havia dito e votou contra.

A incoerência política abre espaço para a desconfiança na cabeça do eleitor. Sem saber como o candidato vai se manifestar no dia seguinte, não há como avaliar o seu comportamento. Em um cenário de tanta turbulência, o eleitor procura por ideias claras e atitudes firmes, tomadas com convicção por parte de quem pretende comandar o destino do estado.

Temer libera R$ 54 milhões para obras nos Tabuleiros litorâneos

O Presidente Michel Temer junto com o Ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, e o prefeito Mão Santa, assinaram na tarde desta sexta-feira, 03, a ordem de serviço de retomada da segunda etapa das obras dos tabuleiros litorâneos, no valor de 54 milhões. O objetivo é estimular ainda mais a fruticultura irrigada e ampliar o potencial de comercialização para mercados internos e externos, gerando novos empregos e renda na região.

“Além do estímulo à fruticultura, isso significa também que o número de empregos diretos vai saltar de 900 para 6 mil e os indiretos de 1700 para 17 mil”, disse o Ministro Antônio de Pádua.

O deputado Heráclito Fortes (DEM), que teve papel importante na conquista desses recursos, não participou da solenidade de assinatura por restrições da justiça eleitoral, mas recepcionou o Presidente Temer no aeroporto. Mais cedo, ele esteve no gabinete do prefeito Mão Santa e o parabenizou pela conquista. Quem também passou para recepcionar o presidente foi o presidente da Assembleia Legislativa no Piauí, o deputado Themístocles Filho (MDB).

“Não poderia deixar de parabenizar Mão Santa e a população Parnaibana por mais essa conquista. Nós temos que comemorar. As obras dos tabuleiros Litorâneos estavam paradas desde 2010 e agora serão, finalmente, retomadas”, disse Heráclito Fortes.

Também estiveram presentes ao evento o presidente da Codevasf, Avelino Neiva, o vice-presidente do Banco do Brasil, Eduardo Pereira, o senador Amaury, o diretor do Dnocs Ângelo Guerra.

Virou bagunça! Lula comanda o PT dentro da prisão e veta escolha do vice

Gleisi e Haddad ‘visitaram’ Lula de surpresa na PF

Sérgio Roxo e Gustavo Schmitt
O Globo

Em reunião de duas horas na tarde desta sexta-feira dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal do Paraná com lideranças do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou completamente o plano traçado pelo partido para escolha da chapa para a disputa da eleição presidencial. Orientado por advogados, os dirigentes petistas estavam convencidos de que a legenda precisaria indicar, em seu encontro nacional que será realizado hoje em São Paulo, o nome de um vice.

A presidenciável do PCdoB, Manuela d´Ávila, era o nome com maior adesão entre os dirigentes petistas para ficar com o posto.

CONTRAORDEM – Após a conversa com o ex-presidente, porém, o comando do PT passou a adotar o discurso de que a indicação pode ser feita até o dia 15, data final para registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por volta das 14h, a presidente da legenda, Glesi Hoffmann, o ex-prefeito Fernando Haddad, o tesoureiro Emídio de Souza e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh deixaram apressadamente a reunião do diretório nacional da sigla que acontecia num hotel no centro de São Paulo e seguiram para o Aeroporto de Congonhas, onde embarcaram em um jato particular para Curitiba. Pouco antes, em conversa com jornalistas, Gleisi havia afirmado que o vice seria escolhido hoje.

Quando deixou a sede da PF no começo da noite, Gleisi informou que ainda não foi definido o nome do vice que irá compor a chapa presidencial do partido. Ela, no entanto, disse que a decisão pode ser “amadurecida” durante a convenção da legenda, que acontece neste sábado.

NO DIA 14 — “Vamos manter a estratégia e decidir vice e coligações no dia 14” — disse ela, negando que tenha sido acertado como vice a ex-deputada federal Manuela D´Ávilla, pré-candidata presidencial pelo PCdoB.

— Não tem nada fechado. Não temos essa definição. Nem o Lula tem. O presidente está aberto a todas as discussões de composição de chapa. Como a gente tem essa possibilidade de encaminhar mais pra frente essa discussão para poder trazer outros partidos para a coligação, eu acho que a gente tem que fazer essa discussão quando a gente tiver clareza disso. Mas obviamente que temos muita simpatia pela Manuela.

Gleisi disse, no entanto, que mantém as negociações com o partido de Manuela para formar uma aliança. “Queremos muito que o PCdoB esteja junto conosco”.

REGRAS ELEITORAIS – A presidente do PT defendeu que a escolha do vice até dia 14 respeita as regras eleitorais. “Nós vamos seguir a regra que sempre se seguiu na justiça eleitoral. Vamos fazer nossa convenção, se tivermos amadurecidos até amanhã (sábado) ou até domingo de definir uma candidatura a vice e tivermos condições de composição, vamos fazer. Se não tivermos, vamos usar o que já usamos em outras eleições e delegar a nossa comissão executiva para definir a candidatura a vice é coligações na véspera da inscrição do presidente Lula”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A esculhambação desmoraliza a Justiça e a política. Um réu inelegível, sem direitos políticos, não pode comandar partido político. 1) Quem autorizou a entrada dos quatro dirigentes do PT nesta sexta-feira, para “visitar” o detento, sem autorização prévia? 2) Por que Lula é um preso diferenciado, que recebe visitas diariamente na sua cela de reuniões, digamos assim? 3) Por que Lula é autorizado a receber visitas durante duas horas? 4) Existe, neste país, algum detento que tenha as mesmas regalias? 5) Quem autoriza o festival de visitas ao condenado é a Vara de Execuções Penais ou a Superintendência da Polícia Federal?(C.N.)

Dr. Hélio é lançado candidato a deputado estadual pelo PR

O Partido da República (PR) realizou nessa sexta-feira, 3, a convenção 2018, onde foi homologada a candidatura do Dr. Hélio Oliveira para deputado estadual. Já deputado, o parlamentar concorre à reeleição para continuar buscando avanços para o Piauí.

“Fomos muito felizes em acreditar no compromisso do PR. Um partido forte e comprometido com o que tem de mais correto. O partido tem crescimento, e acima de tudo, com a participação do povo do Piauí. Durante nosso mandato, buscamos atender a todos por onde passamos, atuando nas mais diversas áreas. A política é para servir. Vamos continuar lutando, como empregado do povo, por melhorias para nosso Estado”, afirmou o deputado.

Dr. Hélio foi prestigiado por amigos e lideranças de diversos municípios durante todo o evento realizado no Atlantic City.

Policia Federal, Rejane Dias e Regina Sousa

Ação da PF apura desvios milionários na Seduc (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

A Operação Topique da Polícia Federal que investiga contratos de transporte escolar na Secretaria de Educação caiu como uma bomba no Governo do Estado. Eleitas ou não, a virtual vice Regina Sousa e a deputada federal Rejane Dias já podem fazer as contas de um problema.

Os contratos investigados foram executados na gestão da primeira-dama Rejane Dias na Seduc. Na condição de secretaria, era ela a responsável direta pelo problema. Duas funcionárias da Seduc foram presas nesta quinta-feira (2) na operação.

Para quem se pergunta o motivo de Regina ser citada, a resposta é simples: Geraldo Sousa, sócio da BR Locadora também foi preso pela Polícia Federal. Ele é afilhado político da senadora, aluga carros para o gabinete dela e durante muitos anos teve carteira assinada no Partido dos Trabalhadores. Ninguém no PT nega a ligação forte entre os dois.

Rejane, Regina, Wellington Dias… A PF sabe ligar os pontos. (Marcos Melo – Política Dinâmica)

Francisco de Canindé Correia: cidadão parnaibano de visão terceiro-mundista

Canindé Correia (ao centro), Depaula (plano superior), e Reginaldo Costa (primeiro plano, à esquerda), em entrevista a Vilmar Klein Ferreira.

Reginaldo Costa

No inicio da década de 70, quando oportunizei a condição de morador da cidade do Rio de Janeiro, vivi a plenitude dos primeiros sonhos, embevecido pela imponência daquela arquitetura e os benefícios proporcionados pelo poder da natureza, em que a imensidão do Oceano Atlântico, aconchegando-se em sua orla, desenha, caprichosamente, os contornos da exuberante Baía de Guanabara.

Andar sem compromisso pelo centro e bairros banhados pelo mar, visualizando o conjunto de belezas planetárias inconfundíveis, enchia-me os olhos de encantamento. Tanto que, recortes de imagens inesquecíveis conduzem à recordações nostálgicas da cidade e das pessoas, na época em que a vida era harmonizada pelo caráter solidário dos relacionamentos, a consolidar a identidade de um povo alegre, trabalhador, solidário, amante da liberdade. Referência universal do samba e da bossa nova, a Cidade Maravilhosa foi o berço onde nasceram alguns expoentes da música brasileira, entre eles, Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha e Vinicius de Moraes.

Nesse cenário de beleza, vivia-se o inconformismo e as incertezas de um Brasil governado por militares, em que a ditadura mantinha a imprensa amordaçada. Dessa maneira, não se podia tomar conhecimento das prisões, torturas, e assassinatos de ativistas de esquerda. Diferente dos porões, nas rádios, os Novos Baianos dominavam as paradas com “Tinindo Trincando”, “Besta é Tu”, “Preta Pretinha” e “Brasil Pandeiro”, todas do vinil Acabou Chorare, considerado obra-prima da música brasileira, cujo exemplar ainda guardo, com imensa alegria.

Enquanto as estatísticas registravam o aumento da concentração de renda e da desigualdade social, como também, da promoção do sofrimento humano, em grande escala, o parnaibano João Paulo dos Reis Veloso, dos maiores entusiastas do regime de exceção e um dos sócios assíduos do clube dos generais, ocuparia a pasta do planejamento, nas gestões de João Baptista Figueiredo e Ernesto Geisel, contribuindo diretamente para a consolidação do tristemente afamado “milagre econômico”.

Embora sob a vigência de um regime que suprimia direitos constitucionais, entre outros malefícios à sociedade civil, nada abalaria a sensação de liberdade e descontração próprias do carioca, características incorporadas à rotina diária da casa-república, localizada à rua Barão de Pirassununga, nº 55/6, há poucos passos da Praça Saens Peña, no tradicional e simpaticíssimo bairro da Tijuca, onde eu me juntara aos conterrâneos Luís Costa, Umberto Tito Lima, José Alberto Ripardo e Carlos Petrônio de França Rego.

O local, favorecido pelo clima agradável, acolhia vasta quantidade de aves de diferentes espécies que se manifestavam todas as manhãs, pelas janelas da antiga construção, anunciando o novo alvorecer, em panorama semelhante aos longínquos rincões nordestinos, aflorando a saudade das nossas raízes.

Nessa estação de cores e harmonia, vivendo no auge dos primeiros sonhos, foi que conheci Canindé Correia. Na lembrança, o domingo de sol abrasador, daqueles de lotar as praias, coloridas de mulheres exuberantes, sensualizando por amplas passarelas de areia ao frescor das águas oceânicas, enquanto outras, mais ousadas, se expunham ao sol, sem qualquer modéstia, a refletir o brilho dos corpos bronzeados, desproporcionalmente amparados por diminutas tangas, acessório revolucionário de libertação feminina, lançado naquele verão tropical.

Na manhã de um dia recompensado pela sequência do que viria, a colônia parnaibana houvera iniciado as atividades domésticas, contando piadas, conversando qualquer coisa, interagindo de maneira agradável com os ponteiros do relógio, a completar o ciclo diário de transportar para o futuro sensações de momentos indescritíveis.

Seguindo a velocidade do pingue-pongue verbal, audível da sala a área de serviço, alguém sugere feijoada para o cardápio. Repentinamente, uma voz projetada de outro compartimento da casa, propõe uma rodada de caipirinha, certamente na intenção do grupo filtrar as emoções de mais uma semana de compromissos com a vida. Entretanto, da teoria à prática, caberia uma questão de ordem, sobretudo, onde não sobra cascalho. Nesse caso, nada mais eficaz que uma vaquinha, o que foi prontamente realizado.

Espontaneamente, o evento ganharia forma e estilo próprios, incluindo a acomodação em círculo, no aconchegante piso assoalhado da sala, onde todos deveriam compartilhar do cachimbo da paz, na verdade, uma cuia, joia rara, disponibilizada não me lembro por quem, abastecida com a bebida deliciosa. De boca em boca, todos saciariam a sede, instante em que, adentra ao recinto, os visitantes da hora, Canindé Correia e Milton Cherman, este, ex-morador daquele cafofo.

A partir de então, as conversas seriam favorecidas por conteúdo divertidíssimo. Em cena, o piadista nato, Umberto, escrito com “u”, sobressaindo-se na maneira de expor ao ridículo, figuras consideradas folclóricas da vida parnaibana. E não escapavam à lembrança, políticos, jornalistas, animadores culturais, gente do mundo de fantasias das socialites. Para temperar a mistura, não poderia faltar a essência especial do humor parnaibano, na figura do lendário Pacamão, com suas tiradas engraçadíssimas.

Aquele endereço, simples e acolhedor, adequado à visita de gente com energia favorável à harmonia entre as pessoas, tinha como uma de suas referências o cidadão que atendia pelo nome José do Egito da Costa (in memorian), parnaibano que se destacou pela inteligência, bom humor e desprendimento, nitidamente ligado a tudo que é sincero. Dessa maneira, rememorar aprendizagens marcantes nos remete a recordações construtivas do amigo cujas maiores riquezas, a humildade e o companheirismo, o tornam inesquecível. Esses detalhes, invisíveis aos olhos dos que consagram o glamour dos reconhecimentos, muitas vezes circunstanciais, dispensam estátua ou placa de bronze.

Após o encontro agradável, no Rio, voltaria a conversar com Canindé Correia, somente em Parnaíba, no momento em que procurava parcerias para o Jornal Inovação, quando fui visitá-lo no SESI, onde exercia cargo relevante. Entre cordialidades, apresentei-lhe a 3ª edição do nanico, acolhendo em suas mãos com surpreendente entusiasmo. Identificando-se com o conteúdo, assumiu, inicialmente, a condição de assinante. Não demorou, o movimento social ganharia um novo aliado nas lutas por conquista de cidadania, protagonizando uma história diferente das elites conservadoras cultural, social, política e economicamente excludentes; e eu, um amigo inseparável, a compartilhar de inúmeras experiências, dinamizadas por convivência testemunha do respeito e da decência, pautada por interesses exclusivos ao campo das ideias.                     

Convencido de que o sangue a percorrer em nossas veias carregava o DNA da indignação contra o moralismo castrador e no recôndito dos nossos corações, sentíamos o mesmo desejo por mudanças, em março de 1978, se integra, definitivamente, ao Grupo INOVAÇÃO, quando me entrega um manuscrito protegido por capa improvisada em papel almaço, para ser publicado na 5ª edição do jornal. Meticuloso, solicita minha atenção para a leitura do texto.

Pertinaz, sobretudo, na defesa da implantação do Distrito Industrial de Parnaíba, um dos cavalos de batalhas de sua militância no jornalismo, direciona sua produção intelectual para convocar a população e entidades de classe a se envolverem nas discussões pertinentes àquele empreendimento que, aliado à interligação rodoviária do norte do Piauí-Maranhão-Ceará e a definitiva construção do Porto de Luís Correia, consolidaria o desenvolvimento econômico da região norte do Estado do Piauí, assuntos incorporados por INOVAÇÃO, considerando o presente de incertezas e a necessidade de conter o atraso, portanto, reivindicações consideradas de cunho popular, e não de grupos historicamente vinculados à concepção individualista de sociedade, que através de iniciativas burocratizadas se arvoram da autoria de iniciativas mais sem o poder de articulação, para transformar sonhos em realidade.

Contribuindo com o processo de conscientização, Canindé Correia mexia com os brios do leitor, alertando para a necessidade de reflexão sobre a inadiável necessidade de recuperação do poder de influência da cidade como núcleo empreendedor, considerando inoportuno, alimentar a discussão, sustentada pela nostalgia dos tempos em que o apito do trem despertava as comunidades que usufruíam da ferrovia como meio de transporte de cargas e de passageiros ou dos navios que zarpavam do Porto Salgado rumo a Europa, sob o rótulo “Parnahyba Norte do Brasil”.

O que outrora alimentava egos, na atualidade, em razão da mudança radical do perfil da economia brasileira, enriquecia bibliografias específicas de pesquisa, por meio das quais, acadêmicos e pesquisadores poderiam detectar a falta de visão das elites parnaibanas, no que diz respeito aos novos rumos da economia, a partir do momento em que o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), consolidou as estradas como elemento prioritário para o desenvolvimento nacional, em detrimento do transporte fluvial e ferroviário, incorporados à história como “símbolos do passado”.

Nitidamente contrastando com os que consolidam o conhecimento no egoísmo, Canindé Correia acompanhava a dinâmica dos fatos no âmbito do Jornal INOVAÇÃO, com ousadia. Entusiasta do desenvolvimento econômico e social mantinha o tom elevado do discurso para denunciar as estatísticas preocupantes da miséria, comentando entre amigos que houvera chegado a hora de mudar o perfil da sociedade, cabendo ao movimento popular encaminhar as alternativas de discussão coletiva com a participação popular, as classes dirigentes, e por que não, da Associação Comercial de Parnaíba e da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, com sede em Parnaíba, desde a sua criação em 1954, embora a FIEPI, à época, dominada por grupos retrógrados e de onde prosperaria o projeto de desmembramento dos Morros da Mariana do município de Parnaíba, iniciativa que o jornal se insurgiu.

Entretanto, o apelo jornalístico jamais seria digerido no âmbito dessas e de outras entidades, muito provavelmente porque, naquelas circunstâncias, não alcançaram a dimensão das novas fronteiras que poderiam ser alcançadas a partir de campanhas de valorização da autoestima, tendo em vista a superação da incômoda imagem de “cidade do já teve”, lamentável condição em que Parnaíba, nas trevas da ignorância feudal dos líderes políticos, estava inserida.

Com a convivência passei a chamá-lo de “chefe”, em referência ao cargo que ocupava no Serviço Social da Indústria. Por princípios comuns, discordávamos do amor livre e do uso de drogas. Também não morríamos de amores pelo rock’n’roll. Entretanto, a Bossa Nova, através das batidas de Badem Powel, Carlos Lyra e João Gilberto, combinou com nossa personalidade e temperamento. Com o amigo com quem tive relação muito pessoal, convivendo como sujeitos ativos da história, caminhamos e cantamos, seguindo a canção de Vandré, buscando compreender as dores do mundo na expectativa de uma sociedade solidária, alimentando utopias compatíveis à esperança de quem visualizava um Planeta onde seria possível a todos viver em condições de igualdade.   

Espírito eminentemente anticapitalista, Canindé Correia discordava da tendência humana ao consumismo exacerbado, considerando a fragilidade das conquistas relacionadas ao prazer e à felicidade, um reflexo do sistema politico e econômico que se apodera das vontades, utilizando-se da mídia para estimular a cultura do descartável, inclusive, os relacionamentos.

Atendo às necessidades de evolução do movimento social, colocou o único transporte de sua propriedade – uma moto Honda 125 – para servir de suporte às varias atividades do Grupo. No auge da amizade, quando já circulava de automóvel, me visitava em casa todas as manhãs. No silêncio do alvorecer das quatro estações, sua chegada era anunciada ao acionar o freio de mão do seu Corcel II.  Coautores de notinhas, títulos e textos, fidelizávamos agilidade em formular ideias com a habilidade de coordenar e encaixar as palavras nos períodos. Chegar ao consenso, na busca de manchete atraente, compatível ao que gostaríamos, era motivo de alegria.

Politicamente integrado à dinâmica do tempo, Canindé Correia sabia analisar com conteúdo convincente questões eleitorais em nível local, nacional e internacional, nutrindo paixão especial pelos números estatísticos, aos quais se apegava como referência para avaliações que superavam a visão contraditória dos pseudocientistas sociais. Sem reivindicar o título de profeta, construía situações favoráveis para fomentar a avaliação da realidade parnaibana, traçando parâmetros de comparação determinantes das circunstâncias do atraso entre esta e outras cidades com as mesmas características, e que, entretanto, apresentavam desenvolvimento econômico e social satisfatórios.

Pela forma de ver os acontecimentos à sua volta, intuído pela conduta humana irretocável, adotava, como critério de avaliação, valores diferentes do comportamento habitual em que bens materiais são colocados na balança como objeto de valorização do indivíduo. Cauteloso ao escolher amigos, orgulhava-se dos poucos que desfrutavam do seu círculo, preferindo qualidade à quantidade, afirmando gostar de se relacionar com gente inteligente e de caráter. Por herança da genética paterna, preferia a postura de mergulhar na boa leitura, a compartilhar de relações sociais sustentadas pelas aparências.                        

Por suas convicções, a ligação quase umbilical com o movimento popular não comprometeu o vínculo consanguíneo de família tradicional. Em oposição aos laços familiares culturalmente conservadores, revelou-se um parnaibano de visão terceiro-mundista, identificando-se com as nações empobrecidas do Planeta, defendendo, categoricamente, esses redutos de exploração do capital sobre o trabalho, com comentários cortantes, principalmente, contra a grande mídia, em que alguns articulistas direcionavam a notícia, desvirtuando a realidade sobre o enfrentamento dos povos contra a burguesia, nas lutas por alternativas de poder e, difundindo informações distorcidas sobre o acirramento das lutas por liberdade.

Alvo de sua inquietude, as nações que apresentavam os mais baixos índices de expectativa de vida, o fazia vasculhar os catálogos das editoras. Sentindo a necessidade de estar informado sobre o desenrolar dos movimentos de libertação nacional, especialmente na Nicarágua, dos Sandinistas; em Cuba, de Fidel; em Moçambique, de Samora Machel; em Zâmbia, de Kenneth Kaunda; e na África do Sul, de Nelson Mandela, solicitava livros, revistas, assinava jornais, enfim, sabia alcançar o mundo à sua frente.

Imbuído do propósito de plantar as sementes que germinariam a essência do seu discurso humanitário, certa ocasião, foi a meu encontro com uma edição dos “Cadernos do Terceiro Mundo”, uma das melhores publicações editadas no Brasil, fundada em setembro de 1974, por Neiva Moreira, Beatriz Bissio e Pablo Biacentini.

Na opinião de Canindé Correia, o INOVAÇÃO deveria assumir a publicação de textos em solidariedade aos povos do Terceiro Mundo, numa “época em que se vivia uma História em movimento e uma confrontação permanente de pensamentos antagônicos”, assim, o fizemos, embora os conteúdos “comprometedores”, alimentassem a fúria dos opositores do jornal.              

De formação humanitária absolutamente afinada com a evolução do homem, a partir da concepção de novas mentalidades, Canindé Correia absorvia a leitura das obras de Alceu de Amoroso Lima, Carlos Drummond de Andrade, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Frei Beto, Joel Silveira, Nelson Werneck Sodré, Fidel Castro, Dom Pedro Casaldáliga, dos quais compartilhava as ideias, queimando pestanas em horas incessantes de leitura e reflexão. Navegando pelas fronteiras do conhecimento, repassava com entusiasmo, o conteúdo do que lia, analisando de modo breve.

Não há como fugir da lembrança o entardecer do dia em que, embalados por espiritualidade saudável, fomos espairecer na beira-Rio, onde nos acomodamos no “Veleiro”. Chamariz de boêmios, o bar estimulava prolongar a jornada, atravessando tardes e noites vadias. Prazerosamente sentados, aquela brisa agradável na pele, o pôr do sol refletindo seu encanto sobre as água do Igaraçú, e o violão, bem ali, colado ao peito de Edson Rocha, que nos alegrava com a leveza de sua agradável companhia, a deslizar os dedos sobre as cordas do instrumento, emitindo sons que preencheram o ambiente de musicalidade envolvente.

Como num toque de magia, nos entreolhamos, erguemos as taças, brindamos e consumimos de um gole só, a primeira rodada de cerveja. Simultaneamente, o amigo violonista sinalizou com a batida no violão para que eu o acompanhasse, fazendo vibrar o tom da música “O amor em paz”, de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. E eu cantei, com alma, coração e muita vibração. Ao ouvir a sentença “o amor é a coisa mais triste quando se desfaz” Canindé Correia, fascinado com a melodia a penetrar-lhe n’alma, tremeu nas bases. Arrebatado emocionalmente para outras dimensões, levanta-se da cadeira, estufa o peito, abre os braços, gesticula para enfatizar o estado de euforia e pronuncia: – Isso é muito lindo! Isso é muito lindo! O pensamento circular desconectou o amigo consciencioso, sobretudo pela apurada sensibilidade de ver as coisas, o mundo e as pessoas. Como diria o poetinha, em “Tomara”, das músicas que compôs sozinho, a coisa mais divina desse mundo é viver cada segundo como nunca mais. É bom lembrar que em nenhuma daquelas ocasiões desperdiçávamos o tempo com conversa miúda ou particularidades inerentes à vida alheia. Os assuntos convergiam, predominantemente, para troca de palavras no âmbito da conjuntura social, politica e econômica. Enfim, a pujança de confraternizações daquela natureza era uma maravilha: o entardecer, a cerveja gelada, o violão, a conversa aflorando descontraída e envolvente.

No momento de colocar em pauta algum tema para ser discutido democraticamente, Canindé Correia, formulava propostas recorrendo à comunicação argumentativa, fundamentando o assunto dialeticamente, articulando com habilidade, sem manipulações, concordando ou mesmo discordando de outras opiniões. Dono de jeito muito pessoal de ser, se habituou a conversar mutilando a substância fina e flexível das folhas de papel, pelos cantos, cujos apêndices, dobrando e desdobrando, como se fora diminutas sanfonas, eram manuseadas em câmera lenta, ao tempo em que raciocinava progressivamente. Sem qualquer constrangimento, o documento acessível sofria o crivo dos dedos habilidosos. A prática repetitiva, em que não havia a intervenção da vontade de danificar documentos, faz parte da coletânea de casos engraçados de José Ciríaco Lima, mestre na arte da imitação, que detalhava, com naturalidade, os mecanismos da atitude de natureza instintiva. Um simples olhar para a demonstração teatral acontecer, e a sensação de riso emergia.

Motorista e fiel escudeiro de outro José, o Hamílton Castelo Branco, Zéciríaco, familiarizado conosco, nos transportou para paradas inolvidáveis, quando batia à minha porta, acompanhado apenas do patrão ou de Canindé Correia, na certeza de que, independente da hora, se com o sol a pino, emergindo no horizonte; ou em plena madrugada, de lua cheia ou na escuridão das noites, o acolhimento teria a mesma afetividade.  Seguramente, no vigor de manifestações de amizade sincera, movidas a muitos brindes, sem trincar cristais, foi que se tornou possível, a saga de INOVAÇÃO. Portanto, sentimentos de natureza humana, revestidos de adjetivos que qualificam atos e ações, constituem a memória invisível, de altíssimo valor.

O tempo passou. Estávamos em 1992, quando o jornal já não existia. Entretanto, de tão importante, fazia parte das nossas histórias. Por isso, juntamente com Canindé Correia, Elmar Carvalho e Vicente de Paula Araújo, o Depaula, elaboramos uma edição extemporânea, estimulados por dois motivos: homenagear o amigo e colaborador Mário dos Santos Carvalho, desencarnado a 25 de novembro de 1991, e mostrar a importância do Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos do Piauí, na pessoa do gerente executivo, Vilmar Klein Ferreira, um dos entusiastas do projeto, em entrevista exclusiva, que, ao ser convidado, demostrou indignação com a classe política e a comunidade, por não haverem incorporado, nas suas plataformas de lutas, a permanência do Centro Nacional de Pesquisa Irrigada (CNPAI), único centro do gênero da América do Sul, instalado em Parnaíba, já que a transferência do órgão estava sendo articulada para Teresina.

Enquanto o Jornal INOVAÇÃO retorna às bancas, conservando o entusiasmo e consistência que marcaram a existência do alternativo mais duro na queda do Estado do Piauí, no comando da cidade, a mesma constelação de estrelas ilustres, sem perder a pose, mantinha-se atrelada às glórias do passado, certamente para não comprometer o sistema nervoso dos interesses que se resumiam na necessidade de manutenção do poder pela aparência fútil da vaidade.

Representante da corrente de pensamento em que as ideias avançadas devem ser discutidas construtivamente, Canindé Correia se sobressaiu pelo compromisso de conscientizar pelo poder da palavra e o comportamento ético em tudo que fazia: no trabalho, nas relações sociais e nos compromissos com a sociedade. Parceiro de tudo aquilo que não pode ser objeto de contestação, sem se arvorar de dono da verdade, nos momentos em que as discussões efervesciam, sobretudo quando o assunto fazia referência à Parnaíba, ativada a centelha da paixão pela terra natal, surpreendia pela abundância de argumentos infalivelmente construtivos, despontando, da ave dócil, de timidez proporcional à estatura, o galo de briga indomável.

Identificado com as lutas por democracia, sua contribuição para a sustentação da linha editorial do Jornal INOVAÇÃO e a consolidação do Movimento Popular, pautada pela plenitude do conhecimento, foi de construção do ser humano integrado à vida pela grandeza de seus valores e potencialidades.

Presidente Temer assina ordem de serviço nesta sexta das obras dos Tabuleiros Litorâneos

Presidente Temer e Ministro Pádua Andrade

O Presidente da República, Michel Temer; e o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, estarão nesta sexta-feira, 03, na cidade de Parnaíba para a assinatura da ordem de serviço da segunda etapa do perímetro irrigado Tabuleiros Litorâneos.  O presidente atende a um convite do prefeito Mão Santa, que esteve em Brasília nesta semana, tratando sobre a liberação dos recursos para a conclusão das obras, paralisadas desde 2010.

A garantia de investimento federal para a segunda fase é de R$ 27 milhões. O objetivo é estimular ainda mais a fruticultura irrigada e ampliar o potencial de comercialização para mercados internos e externos, gerando novos empregos e renda na região. Ao todo, serão, aproximadamente, seis mil hectares irrigados, o equivalente a 430 lotes agrícolas destinados a pequenos produtores e cooperativas da região. A expectativa é de gerar cerca de dois mil novos postos de trabalho na segunda fase do projeto.

Deputado federal Heráclito Fortes

A retomada das obras teve o empenho do deputado Heráclito Fortes (DEM) que, no mês de junho, trouxe ao Piauí os ministros Moreira Franco, de Minas e Energia; e Antônio de Pádua, da Integração Nacional, para uma visita às obras dos Tabuleiros. Em Brasília, Heráclito também foi ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedir esclarecimentos sobre os motivos que impediam a sua continuação.  “Chegou-se a pensar que existiam irregularidades gravíssimas na sua execução. Somente depois de uma análise junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), verificou-se que se tratava mais de briga entre empreiteiras do que desmando”, disse Heráclito, que agora comemora a liberação dos recursos.

O parlamentar recepcionará o presidente Temer no aeroporto, mas não participará da cerimônia de assinatura em razão da proibição constante da legislação eleitoral, mas elogiou a sua presença em Parnaíba para assinar a ordem de serviços. “Temos que comemorar esse ato do presidente Temer e dos ministros piauienses Moreira Franco e Antônio de Pádua, porque o objetivo principal foi atendido: a retomada dessa obra tão importante para o Estado. O potencial produtivo dos Tabuleiros Litorâneos é algo já comprovado e agora, finalmente, ele será melhor explorado e Parnaíba se tornará um grande centro de produção de frutas do Nordeste”, pontuou.

SOBRE OS TABULEIROS LITORÂNEOS

O Projeto Tabuleiros Litorâneos foi iniciado em 1989, ainda no Governo Sarney, com o objetivo de tornar a região Norte do Piauí um centro produtor por meio de sistema de irrigação moderno, semelhante ao que transformou Petrolina, no Pernambuco, num dos maiores produtores de frutas do Nordeste.

O projeto inclui uma área total de 9 mil hectares de área irrigada para produção de banana, acerola, coco, melancia, abacaxi, manga, goiaba e outras frutas. Atualmente, apenas 1.600 hectares dos 2.450 hectares da primeira etapa estão funcionando, com produção principalmente de acerola, banana, abacaxi, coco e melancia, que gera uma receita anual de R$ 34 milhões e 1.400 empregos diretos e 2 mil indiretos.

Teatro de partidos ‘puxadinhos’ do PT custa R$52 milhões ao contribuinte

O PCdoB lançou a ex-deputada a presidente, nesta quarta-feira (1º). Foto: PCdoB

O dinheiro fácil do fundão eleitoral bancou o “teatrinho” do PCdoB e do Psol, nesta quarta (1º), em convenções só para fingir que seus candidatos a presidente são para valer. Mas não são. Linhas auxiliares, ou “puxadinhos” do PT, os candidatos apenas vão “esquentar lugar” até que os petistas definam quem eles vão apoiar. Enquanto isso, ambos os partidos terão R$52 milhões do fundo eleitoral para torrar. A informação da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os candidatos do PCdoB e Psol já receberam R$2,4 milhões do Fundo Partidário e têm o Fundo Eleitoral. Tudo pago pelo contribuinte otário.

PCdoB e Psol apoiarão o PT para o Planalto, com ou sem Lula. Ambos são candidatos a lanterninhas, com dinheiro público bancando.

O Fundo Partidário distribuirá mais de R$ 780 milhões públicos para os partidos. E o Fundo Eleitoral vai sacar R$1,72 bilhão do nosso bolso.

A esta altura da disputa, apenas cinco candidaturas presidenciais são para valer: PDT, PSL, PSDB, Rede e PT.

Operação Topique: como o desvio de R$ 119 milhões afetou os estudantes do Piauí?

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (02/08) a operação ‘Topique’ com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes em licitações e desvio de recursos públicos destinados ao transporte escolar no Piauí.

Os desvios eram notórios. Não faltava dinheiro e o serviço de transporte escolar no Piauí era de péssima qualidade, até desumano, prejudicando a vida de milhares de estudantes do estado.

O serviço era prestado ao Governo do Estado do Piauí e Prefeituras  Municipais  nos  Estados  do  Piauí  e  Maranhão e as empresas investigadas receberam pelo menos R$ 297 milhões, pagos por 40 prefeituras e o Governo do Estado, entre os anos de 2013 e 2017. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 119 milhões.

Transporte escolar de péssima qualidade, quando há, veículos inadequados para transportar crianças, ausência do serviço, falta de pegamento, acidentes graves  e incontáveis dias de aulas perdidos são os problemas que os estudantes do Piauí enfrentam diariamente por causa da corrupção.

A seguir vocês confere alguns recortes divulgados na imprensa do Piauí  sobre o drama que os alunos enfrentaram nos últimos anos. São apenas alguns exemplos que foram noticiados, pode ser que alguns desses municípios não estejam envolvidos na operação, mas a situação de descaso é generalizada. 

Colônia do Gurgueia
Colônia do Gurgueia  
Curimatá
Curimatá 
Domingos Mourão
Domingos Mourão  
Morro do Chapéu do Piauí
Morro do Chapéu do Piauí  
Jaicós
Jaicós 
Itainópolis
Itainópolis 
Pio IX
Pio IX  
São Francisco de Assis do Piauí
São Francisco de Assis do Piauí  
Buriti dos Lopes
Buriti dos Lopes  

Fonte:Johone Sousa

Wellington Dias não manda mais no governo, garante deputado

O deputado estadual Evaldo Gomes (PTC), entregou a vice-liderança do governo em solenidade na Assembleia Legislativa do Piauí, na manhã de hoje (01), e criticou o governador Wellington Dias por não mandar mais no partido e deixar o seu governo sob as ordens de dois ou três “medalhões” que realmente são quem mandam, inclusive no próprio Wellington Dias.

“O governador está submisso aos caprichos desses “medalhões”, e fica propenso a perder a sua reeleição, visto que está servindo de deboche no seu governo”, revelou indignado o parlamentar. Sem querer declinar o nome desses que classificou de “medalhões”, o deputado lamentou a forma como foi sacado da base do governo.

Entre outras, Evaldo Gomes citou casos de profundo descaso do governador em relação ao apoio que vinha recebendo dos aliados, e disse que a debandada até este final de semana poderá ser maior diante da inoperância de Wellington Dias. As lideranças aliadas estão muito descontentes com o governador e até a s convenções muita coisa ainda poderá mudar, completou o deputado.

O que fazer com os casarões da antiga fábrica Moraes S/A?

Casarões adquiridos pela prefeitura na gestão Paulo Eudes

O superintendente municipal de Cultura, Albert Piauí, não concorda que a prefeitura transforme o prédio da antiga fábrica do Moraes S/A num almoxarifado, como deseja o prefeito. Ele luta para convencer o chefe do executivo de que ali deva funcionar a superintendência de cultura, o IPHAN, e uma escola de música. O local seria também a sede da banda municipal.

O prédio já teve diversas utilidades

A Casa Grande de Simplício Dias, por sua vez, onde hoje estão a superintendência de Cultura e o Iphan, passaria a ser apenas um museu de esculturas e quadros. Ele disse que tudo está dependendo apenas da palavra final do prefeito Mão Santa.

A propósito, em audiência pública realizada este ano na Câmara Municipal, o historiador Diderot Mavignier disse que “ali está um museu pronto”, que poderia funcionar lembrando o ciclo da cera de carnaúba, que foi matéria prima também da indústria Moraes S/A. “O ex-prefeito Paulo Eudes comprou mas está tudo acabado”, disse Diderot.

Sítio Arqueológico

Albert Piauí e Diderot Mavignier na audiência Pública na Câmara

Presente à mesma audiência pública, o cartunista Albert Piauí, que tinha sido recém nomeado para a superintendência de cultura, comentou que os prédios históricos de Parnaíba estão caindo, sendo destruídos, sob o olhar omisso da sociedade. O povo não reclama “e os parnaibanos também devem ser responsabilizados, pelo abandono do Patrimônio Histórico”, pontuou.

O professor Naudiney de Castro, coordenador do curso de pós-graduação em história e arqueologia, da Uespi e da Faculdade do Delta, foi mais além. Ele disse que essa tal reforma do Porto das Barcas em que o governo do Estado diz que está gastando mais de 8 milhões de reais, é também um exemplo de desrespeito às leis de preservação do patrimônio histórico.

A grande “obra” do governo que vale 8 milhões de reais

“É um lugar tombado pela União. O Porto das Barcas é um sítio arqueológico. Se a obra está sendo feita à revelia do departamento arqueológico do Iphan/Piauí, o governo tem que ser punido. O nosso patrimônio arqueológico foi depredado e não é renovável”, destacou, informando que todo o patrimônio histórico de Parnaíba está em Teresina, porque aqui não existe um local para guardar esses bens.

Fotos: Camila Neto

Texto:B.Silva

A contribuição do blogdobsilva pelos 10 anos de tombamento do Centro Histórico de Parnaíba, que transcorre dia 12 de setembro.

Deputado pede até “pelo amor de Deus” por providências pelo fim da greve na Educação

O deputado estadual Marden Menezes (PSDB) pediu até “pelo amor de Deus” que o governo do Estado tome providências para dar fim à greve dos professores, deflagrada ainda no dia 9 de junho.

Os estudantes da rede pública estadual correm o risco até mesmo de perder o ano, que prevê o cumprimento de 200 dias letivos. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE) argumenta que o retorno das aulas “depende única e exclusivamente” da vontade do governo em cumprir decisão do Tribunal de Justiça, para o pagamento de reajuste à categoria.

“O governo não tomou uma só medida concreta para por um fim à greve dos professores. Fico imaginando o prejuízo ao povo do Piauí, que pode ter o ano letivo anulado. Faço um apelo à base do governo, até pelo amor de Deus, para que haja sensibilidade”, disse o parlamentar na sessão desta quarta-feira (1º/08), quando a Assembleia Legislativa retomou os trabalhos. (Apoliana Oliveira)

Deputado Heráclito Fortes dá 10 dias para a implosão da chapa governista

O deputado federal Heráclito Fortes  (DEM) deu prazo de 10 dias pra a implosão da chapa governista. Segundo ele dentro desse meio tempo muita coisa ainda vai mudar na composição da chapa encabeçada por Wellington Dias (PT).

“O prazo é de dez dias. Tem muita insatisfação e tem muita conversa aí. Sujeito toma duas doses e já sai falando”, afirmou Heráclito durante entrevista. O deputado falou dos problemas que o Piauí tem e que algumas das demandas do Estado já foram apresentadas ao pré-candidato a presidência Geraldo Alckmin. Uma delas é a retomada da ferrovia transnordestina. (Elizabeth Sá)

Com Najla Fernandes Telejornal ‘O DIA News 1ª edição’ estreia nesta segunda-feira (06)

Tendo como sua primeira escola o rádio, a jornalista parnaibana Najla Fernandes já passou por veículos de grande relevância no Piauí e trabalhou em rádios FM e AM. Ela também atuou nas TVs Delta, Costa Norte, Assembleia e Antares, onde ficou por sete anos. “Foi uma grande escola, porque eu saí do interior e vim para a Capital, e pude aprender muito mais. Fiz matérias, produção, edição, documentários, de tudo um pouco”, conta.

Najla também trabalhou em uma produtora, onde teve a oportunidade de viajar todo o Estado. Agora, a jornalista integra o Sistema O DIA de Comunicação e será a âncora do O DIA News 1ª Edição, que irá ao ar de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 13h15. O estúdio está sendo finalizado e será uma surpresa para os telespectadores; mas a apresentadora adianta: será um cenário dinâmico.

“Minhas expectativas são as melhoras, porque eu estou fazendo o que gosto e faço por amor. Trabalhar em algo que está começando agora é como se estivéssemos gestando uma criança, na expectativa de vê-la crescer e pegarmos no colo. E estaremos apresentando essa ‘criança’ para todo o Estado e isso é muito bom. Mesmo trabalhando com isso há anos, não tem como não sentir uma ansiedade, alegria e expectativa”, frisa.

A jornalista enfatiza que o O DIA News 1ª edição está sendo pensado para a população, onde será mostrado o cotidiano piauiense, abordando diversos temas, com matérias factuais, culturais, de entretenimento, além de esporte e política. O telejornal também contará com a participação de entrevistados e comentaristas, como a jornalista Pâmella Maranhão, que apresentará o quadro esportivo ‘Tá na área’. 

“Esse é um momento que os piauienses precisam estar bem antenados com essa questão da política e nós estaremos mostrando esse cenário. E a população vai poder acompanhar o telejornal, não só pelo canal 23.1, mas também pela internet, através das nossas redes sociais e por telefone, que, em breve, iremos divulgar. As pessoas poderão enviar suas demandas e estarão mais perto da gente. Então, a partir do dia 6, contamos com o carinho e a audiência dos teresinenses”, comenta. 

Paes Landim é deputado recordista em número de mandatos na Câmara Federal

O Piauí figura no topo do ranking de tempo de permanência de parlamentares em mandatos na Câmara Federal. É o que aponta um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) feito em março desde ano e divulgado nesta quarta (01). Segundo o relatório, o deputado piauiense Paes Landim (PTB) é o recordista no número de mandatos como deputado federal.

O parlamentar, que tem 81 anos, disputou sua primeira eleição para a Câmara Federal em 1986, sendo eleito e assumindo o primeiro mandato no ano seguinte, em 1987. Desde então, Paes Landim foi reeleito mais sete vezes, ou seja, está em seu oitavo mandato e vai disputar pela nona vez uma eleição no pleito de outubro próximo. São 31 anos ocupando uma vaga no Congresso.

Entre os deputados piauienses, o segundo que mais acumula mandatos ao longo da carreira política é Átila Lira (PSB), que deve disputar este ano sua oitava eleição. Lira foi eleito pela primeira vez em 1986, no mesmo ano que Paes Landim, exercendo, desde então, sete mandatos no Congresso.

“É uma dificuldade imensa fazer campanha no Nordeste com as limitações de financiamento. Quem tem muito dinheiro certamente terá vantagem nessas eleições, até porque não há uma fiscalização adequada. A luta é difícil, mas não posso largar a política”, disse Paes Landim ao confirmar que disputará mais uma vez a vaga para Câmara dos Deputados.

Em seguida, no ranking piauiense, aparecem os deputados Heráclito Fortes (DEM), com seis mandatos, ou seja, 24 anos no Congresso; os deputados Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), que contabilizam 5 mandatos cada, ou seja, 20 anos exercendo o mesmo cargo; os deputados Iracema Portella (Progressistas) e Assis Carvalho (PT), que estão concluindo seus segundos mandatos e devem disputar o terceiro; e por fim os deputados Fábio Abreu (PR), Rejane Dias (PT) e Rodrigo Martins (PSB), que ainda estão em deu primeiro mandato.

90% devem tentar a reeleição

O levantamento do Diap revela ainda que de todos os 513 deputados que compõem a Câmara Federal atualmente, 90% tentarão a recondução ao cargo. A expectativa, segundo o relatório, é que o número de candidatos à reeleição seja de 410, no mínimo, e de 480, no máximo.

Somente 33 deputados já decidiram não se candidatar – sendo 21 (4,09%) por desistência e 13 (2,53%) porque resolveram disputar outros cargos. Outros 70 parlamentares (13,65%) admitem concorrer ao Senado, a presidente da República, a governador e vice-governador, ou a deputado estadual. No Piauí, um dos deputados que não concorrerá à reeleição é  Marcelo Castro, que disputará a segunda vaga de senador na chapa do governador Wellington Dias.

Para o coordenador do Diap, Antônio Augusto Queiroz, as mudanças na legislação eleitoral com a criação do fundo eleitoral e a janela partidária (período no qual se permite a troca de partido entre os parlamentares) deram aos parlamentares que hoje estão no mandato a possibilidade de negociar dentro dos partidos. Dessa forma, deputados federais puderam negociar melhores condições de recursos nas campanhas e prioridade no horário eleitoral.

“Então, como é que quem vai disputar [pela primeira vez] vai ter mais voto? Com pouco tempo [de campanha], esse candidato não vai ter o nome conhecido. Por mais que haja um apelo por renovação, as condições estão dadas para que isso não aconteça”, disse o coordenador do Diap.

Por: Maria Clara Estrêla, com informações da Agência Brasil