Regabofe para juízes em resort da Bahia
Robert Rios tem dito a quem lhe dá ouvidos que teme por Wellington Dias caso os peemedebistas façam parte do governo.
Ontem, na praça de alimentação da Assembleia Legislativa ele dizia que o mesmo PMDB que deu o golpe na Dilma pode estar se preparando para atirar na asa de Wellington Dias.
Depois de comer, evidentemente.
Algo de bom
Wellington Dias faz sua primeira viagem, como governador, em 2003, acompanhado do então aliado senador Mão Santa, que o tempo todo narra como é ruim ser governador.
Wellington: “Você que foi governador por sete anos, não tem nada de bom no cargo?”
Mão Santa: “Tem sim, governador onde chega come e bebe de graça”. (Do Portalaz)
Não é a primeira vez, tampouco a última: o Piauí vive o cenário de ter governo sem oposição. Isso já ocorreu em vários outros momentos. O último foi exatamente no governo de Wilson Martins, quando o “socialista” tinha dos 30 deputados eleitos pelo povo 27 aliados incondicionais. No início, os três tucanos com assento na Assembleia ainda esbravejaram, mas a voz foi afinando até desaparecer pela metade do governo. E afinou de vez às vésperas da eleição de 2014, quando PSB e PSDB estavam no mesmo palanque. Agora Wellington Dias vê o fenômeno se repetir com mais força. Se formos olhar o embate das eleições de 2014, partidos como PMDB, PSB, PSD e PDT seriam oposição. Foi lá onde o povo os colocou. Mas o que se vê é bem diferente. O PMDB é todo governista, o PSD se enfronha com gosto no emaranhado da burocracia estatal e o PSB pede – “pelo amor de Deus!” – uma boquinha oficial. No caso do PDT, um pedaço – ligado ao deputado Flávio Nogueira – é todo governo. Sobra uma única voz contrária: a do deputado Robert Rios. A situação chega a ser constrangedora, porque não se trata de um movimento de Wellington buscando governabilidade; são os “oposicionistas pela vontade do povo” buscando ser governo por obra e graça do fisiologismo. Ora, a Democracia se faz precisamente nas diferenças e nos embates de ideias. Não, entretanto, no caso do Piauí, onde os parlamentares fazem qualquer negócio para não ser oposição. Isso ficou claro na votação da matéria que criou a Fundação Previdenciária: dos 27 presentes, 26 votaram a favor sem qualquer discussão. O único que votou contra foi exatamente Robert Rios. Depois não reclamem quando, no futuro, o tonitruante parlamentar for chamado a disputar coisa mais cobiçada que uma vaga na Assembleia.
Dia de finados
O casarão de dona Auta Cesária Castelo Branco Ferreira, localizada na Rua Duque de Caxias com a São Vicente de Paula, no Centro de Parnaíba, que abrigava diversas entidades culturais e artísticas, entre elas o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba por conta do iminente risco de desabamento foi preciso retirar tudo de dentro.
Recentemente foi feito uma obra “meia boca” no teto para evitar infiltração, mas o prédio continua correndo risco de desabamento. Em setembro de 2008 por força de Lei Federal, o Sobrado de Dona Auta foi tombado pelo Iphan, tornando-se Patrimônio Cultural do Brasil. O Ministério Públco precisa fazer uma visita aquele prédio antes que uma tragédia aconteça. (Com informações de José Wilson | Jornal da Parnaíba)