Por:Arimateia Azevedo(*)
O Piauí poderá fechar 2015 com uma das menores taxas de investimento público dos últimos 12 anos. O valor estimado pelo secretário Rafael Fonteles (Fazenda) é de R$ 20 milhões mensais – em um ano, R$ 240 milhões, ou cerca de 20% do valor estabelecido no orçamento estadual deste ano. Concorre para esse fato danoso à economia estadual o desequilíbrio das contas públicas, que vem desde 2014, a queda nas receitas estaduais, principalmente em sua mais importante fonte, o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a impossibilidade de receber recursos de R$ 988 milhões em financiamentos, que não puderam ser colocados à disposição do Tesouro estadual exatamente porque as contas públicas não estavam cumprindo determinados limites fiscais. Essas dificuldades obviamente que devem se prolongar neste último quadrimestre de 2015, portanto até o final do exercício fiscal e não há indicação de que 2016 venha ser um ano novo financeiramente feliz, ao menos no primeiro trimestre (janeiro a março), indicando que o aperto de cinto vai prosseguir pelo menos até abril, para que se consiga manter o Estado funcionamento minimamente.
