Bolsa Família e a profecia de Luiz Gonzaga

Era 1953, uma seca terrível castiga o Nordeste brasileiro. Preocupado, o presidente Getúlio Vargas cria aquele que seria o embrião do Bolsa Família e manda o tesouro nacional, dá a cada nordestino pai de família residente no polígono da seca, uma ajuda de dez cruzeiros. Indignado, o cantor Luiz Gonzaga e seu parceiro Humberto Teixeira protestam na composição de uma música que hoje está atualíssima: “essa esmola meu senhor/que se dá ao homem são/ ou lhe mata de vergonha/ ou vicia o cidadão”. Pois bem, 60 anos se passaram e agora, em 2013, está na internet, um vídeo em que uma beneficiária do programa social ”Bolsa família” do governo federal, reclama que há oito anos o valor da parcela é o mesmo. Cita a importância de R$ 150 que chama de esmola e ironiza: “não dá nem para comprar uma calça para minha filha de 16 anos. A Calça custa R$ 300 e eu morro de vergonha”.
VICIADOS
O Bolsa Família foi concebido por dona Ruth Cardoso, mulher do então presidente Fernando Henrique para tirar as pessoas da pobreza e, aos poucos inseri-las no mercado de trabalho. Porém, o que se vê, são pessoas acomodadas, recebendo a ajuda e descartando qualquer tipo de trabalho. Ninguém quer mais pegar no cabo de uma enxada, ser vigia ou doméstica. Estão todos viciados e alguns envergonhados, como previu Gonzagão.Pedro Alcântara

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