Briga de foice

Por:ZózimoTavares
A
disputa pelas dez vagas da Câmara Federal no próximo ano será das mais
acirradas no Piauí. Os atuais ocupantes das vagas são candidatos
naturais e largam com vantagem, pois já são mais conhecidos. O único que
não disputará a reeleição será o deputado Nazareno Fonteles (PT). Ou
ele será candidato a deputado estadual ou não concorrerá mais a nenhum
mandato eletivo. O parlamentar já comunicou sua decisão ao partido.
É
possível que outro deputado federal desista de concorrer à reeleição.
Trata-se de Júlio César de Carvalho Lima, presidente regional do PSD.
Ele procura viabilizar sua candidatura a vice-governador na chapa
encabeçada pelo senador Wellington Dias (PT). Se o seu plano der certo,
ele pretende apontar um filho como seu substituto na disputa pela
Câmara.
Entre os novos candidatos a deputado federal já estão
em campanha o ex-senador Heráclito Fortes (PSB), a deputada estadual
Rejane Dias (PT) e o presidente da Câmara Municipal de Teresina,
vereador Rodrigo Martins (PSB), além do diplomata Marcus Paranaguá, que
disputará a vaga pelo PTB.
Do último ainda não há sinais
evidentes de sua presença na campanha, mas dos três primeiros as
notícias sobre contatos e acordos políticos são muitas, o que significa
que eles já estão em campanha para valer. Esses contatos deverão se
intensificar a partir do início do próximo ano, pois são políticos que
conhecem o caminho das pedras.  
A lista de novos candidatos a
deputado federal pode ser engrossada ainda com o nome do ex-senador Mão
Santa. Ele deve tomar a decisão depois de abril, quando for definido o
quadro sucessório. Se o seu sobrinho Zé Filho (PMDB), vice-governador,
for o candidato do esquema governista à sucessão de Wilson Martins, ele
poderá concorrer à Câmara.
Se, no entanto, o governador Wilson
Martins decidir ficar no mandato até o fim, o mais provável é que Mão
Santa se lance novamente ao Senado. Ele aparece bem em todas as
sondagens feitas até agora sobre a disputa para senador, com quaisquer
que sejam os concorrentes. Ele tem dito que o Senado é o seu Plano A e a
Câmara, o Plano B.
É aguardar os fatos e as definições mais à frente.

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