A Revista Congresso em Foco divulgou nesta sexta-feira (31) a relação de 135 parlamentares que receberam doações de assessores parlamentares para suas campanhas eleitores. A lista possui sete candidatos piauienses que, juntos, receberam de seus funcionários R$ 125.340.

A maior doação foi para o deputado Hugo Napoleão (PSD), que recebeu R$ 34 mil, seguido pelo deputado Osmar Júnior (PCdoB) (foto ao lado), que teve R$ 29.738. O senador Wellington Dias, governador eleito no primeiro turno, ganhou R$ 26.287 em doações.
A lista ainda é composta pelos deputados Paes Landim (PTB), que ganhou R$ 11.300, Assis Carvalho (PT), que teve R$ 11.015, a deputada Iracema Portela, que ganhou R$ 10 mil e o deputado Marllos Sampaio, que teve R$ 3 mil.
Os valores serão ainda maiores porque o levantamento feito pela Congresso em Foco tem como base o segundo relatório parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo final para a entrega da prestação de contas dos candidatos encerra no dia 4 de novembro.
A caixinha eleitoral, como é chamada a prática de receber doações de assessores parlamentares, caracteriza uma clara vantagem em relação aos candidatos que não contam com mandato na Câmara ou no Senado.
Os dados disponíveis foram cruzados com a lotação dos servidores de cada gabinete. Por lei, pessoa física pode doar valor correspondente a até 10% dos rendimentos que declarou à Receita Federal no ano anterior.
Os casos no Piauí
A lista ainda é composta pelos deputados Paes Landim (PTB), que ganhou R$ 11.300, Assis Carvalho (PT), que teve R$ 11.015, a deputada Iracema Portela, que ganhou R$ 10 mil e o deputado Marllos Sampaio, que teve R$ 3 mil.
Os valores serão ainda maiores porque o levantamento feito pela Congresso em Foco tem como base o segundo relatório parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo final para a entrega da prestação de contas dos candidatos encerra no dia 4 de novembro.
A caixinha eleitoral, como é chamada a prática de receber doações de assessores parlamentares, caracteriza uma clara vantagem em relação aos candidatos que não contam com mandato na Câmara ou no Senado.
Os dados disponíveis foram cruzados com a lotação dos servidores de cada gabinete. Por lei, pessoa física pode doar valor correspondente a até 10% dos rendimentos que declarou à Receita Federal no ano anterior.
Os casos no Piauí

Entre os parlamentares piauienses, o deputado Hugo Napoleão (foto ao lado) foi o que recebeu maior doação dos seus assessores, R$ 34 mil. Procurada pelo PortalODIA.com, a advogada Ravena Napoleão, responsável pelas finanças da campanha, explicou que o valor não tinha sido dado em dinheiro, mas estimado em horas trabalhadas.
Ela acrescentou ainda que boa parte da equipe tirou férias para não ter problemas com o TSE e trabalhar na campanha sem correr risco de cometer irregularidades. “Nós dedicamos algumas horas que não estávamos em expediente. Com base nisso, é elaborado um termo de doação e o tempo é avaliado em dinheiro”, disse a advogada.
Segundo publicou a Revista Congresso em Foco, no gabinete de Assis Carvalho (PT-PI), o servidor Agnaldo Souza teve uma promoção fantástica neste ano. No dia 4 de fevereiro, o seu salário foi elevado de R$ 845 – pouco mais que um salário mínimo – para R$ 4,2 mil. Um reajuste de quase 400%. No dia 15 de julho, o funcionário transferiu R$ 3 mil para a conta de campanha do chefe.
À publicação, o deputado justificou que não houve nada de errado na promoção e na doação. “Não recebemos nada vedado em lei. Precisávamos de alguém para administrar o gabinete. Ele se formou e passou do nível médio para superior. Antes, Agnaldo trabalhava com assessoria parlamentar”, diz o deputado.
Foto: Assis Fernandes/ODIA

Ela acrescentou ainda que boa parte da equipe tirou férias para não ter problemas com o TSE e trabalhar na campanha sem correr risco de cometer irregularidades. “Nós dedicamos algumas horas que não estávamos em expediente. Com base nisso, é elaborado um termo de doação e o tempo é avaliado em dinheiro”, disse a advogada.
Segundo publicou a Revista Congresso em Foco, no gabinete de Assis Carvalho (PT-PI), o servidor Agnaldo Souza teve uma promoção fantástica neste ano. No dia 4 de fevereiro, o seu salário foi elevado de R$ 845 – pouco mais que um salário mínimo – para R$ 4,2 mil. Um reajuste de quase 400%. No dia 15 de julho, o funcionário transferiu R$ 3 mil para a conta de campanha do chefe.
À publicação, o deputado justificou que não houve nada de errado na promoção e na doação. “Não recebemos nada vedado em lei. Precisávamos de alguém para administrar o gabinete. Ele se formou e passou do nível médio para superior. Antes, Agnaldo trabalhava com assessoria parlamentar”, diz o deputado.
Foto: Assis Fernandes/ODIA

Já o senador Wellington Dias (PT) recebeu a maior contribuição em dinheiro de Regina Sousa, no valor de R$ 9 mil. Ela é assistente parlamentar e deve assumir a vaga do senador, pois é sua primeira suplente. O PortalODIA.com tentou falar Regina Sousa, mas não obteve sucesso.
Para Osmar Júnior, o seu secretário parlamentar Lamec Barbosa doou R$ 14,5 mil em valores estimados. George Rodrigues Silva contribuiu com mais R$ 8,6 mil nessas condições.
A deputada Iracema Portella (PP-PI) recebeu R$ 10 mil do servidor José Ribamar de Assunção, que ganha pouco mais de R$ 2 mil por mês. Segundo a Revista, a parlamentar não soube explicar o serviço prestado pelo assessor em um primeiro momento. Mais tarde, a sua assessoria jurídica informou que foi a cessão de um veículo durante a campanha eleitoral. O valor doado estava dentro do limite legal de R$ 50 mil. (Por: Nayara Felizardo, com informações da Revista Congresso em Foco)
Para Osmar Júnior, o seu secretário parlamentar Lamec Barbosa doou R$ 14,5 mil em valores estimados. George Rodrigues Silva contribuiu com mais R$ 8,6 mil nessas condições.
A deputada Iracema Portella (PP-PI) recebeu R$ 10 mil do servidor José Ribamar de Assunção, que ganha pouco mais de R$ 2 mil por mês. Segundo a Revista, a parlamentar não soube explicar o serviço prestado pelo assessor em um primeiro momento. Mais tarde, a sua assessoria jurídica informou que foi a cessão de um veículo durante a campanha eleitoral. O valor doado estava dentro do limite legal de R$ 50 mil. (Por: Nayara Felizardo, com informações da Revista Congresso em Foco)