
Ciro fechado com Bolsonaro, como esteve com Lula, Dilma e Temer
Por:Luiz Brandão
As últimas pesquisas de intenção de votos para o governo do Piauí mostram que o senador e ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP) fez certo em correr da disputa. Ele não vai perder nada nas eleições deste ano.
No íntimo, ele, como senador e ministro poderoso do atual e desastrado governo, está pouco se lixando para Jair Bolsonaro, Wellington Dias, Rafael Fonteles, Sílvio Mendes e outros.
Se Bolsonaro ganhar, Ciro fica mais rico e mais poderoso. Se o ex-capitão perder, ele volta para o Senado e fica mais quatro anos e vai barganhar o apoio dele ao Lula ou a quem vencer a corrida ao Palácio do Planalto. Ele não vive na oposição.
Não é demais lembrar que dia desses Ciro estava beijando a mão de Dilma Roussef e pouco tempo depois votou a favor do golpe parlamentar que depôs a ex-presidente, uma mulher séria e honesta.
Quem entende a politica atual e conhece como age a maioria dos políticos, sabe também que Ciro, como já disse, não sabe ficar muito tempo na oposição e muito menos sem cargos e sem contratos no setor público para as empresas dele, dos parceiros e dos amigos.
Todos sabem que a preocupação de Nogueira com as eleições no Piauí neste ano é mínima. Arranjou uma desculpa para fugir da disputa ao governo e não correr o risco de gastar muito, perder e ainda ser desmoralizado como liderança.
Ciro jogou bem. Não é candidato a nada, preservou a eleição da companheira dele e deputada federal Iracema Portella (PP) e pode eleger mais um deputado federal.
No mesmo arranjo político, enquadrou e colocou o ex-prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, como candidato e ficou muito confortável. Se o ex-tucano ganhar, a vitória terá sido do Ciro, que o indicou. Se perder, a culpa será só do Sílvio. Ou seja: se ganhar, foi mérito do senador. Se perder, foi culpa do ex-prefeito.