Ciro Nogueira admite derrota de Jair Bolsonaro para Lula no Nordeste, mas diz que diferença cairá

MATHEUS TEIXEIRA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), admitiu que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter menos votos que o ex-presidente Lula (PT) no Nordeste nas eleições deste ano. O chefe da principal pasta do governo, porém, disse que a diferença entre os dois deve cair.

Ministro Ciro Nogueira
Ministro Ciro Nogueira    Divulgação

“O presidente Lula é muito forte no Nordeste, mas já foi mais. Eu não tenho dúvida: se eu disser para você que o Bolsonaro vai ganhar no Nordeste, [sei que] não, mas vai diminuir muito a diferença. Vocês vão tomar um susto do que vai acontecer. O Lula vai perder em todas as capitais do Nordeste”, afirmou em entrevista à revista Veja.

Bolsonaro costuma desmerecer todas as pesquisas de intenção de votos. A aposta de Nogueira de que o chefe do Executivo perderá no Nordeste vai na linha do que indicam esses levantamentos.

O ministro compôs a base aliada nos governos do PT. Ele disse, porém, que fez isso por necessidade porque o Piauí, seu estado, é uma região pobre e que ele precisava ter relação com o Executivo para levar verbas à população piauiense.
Também afirmou que tem “muito mais identificação” com Bolsonaro do que com Lula.

Nogueira voltou a dizer que confia nas urnas eletrônicas, na contramão das falas do presidente. Ele afirmou que Bolsonaro vai aceitar uma eventual derrota nas eleições deste ano.

Nogueira também disse que o “bom senso vai prevalecer” e que não tem dúvida de que “as pessoas do Judiciário, do Legislativo e do Executivo são capazes de chegar a um bom termo para que a eleição seja o mais livre possível”.

Ele não explicou, porém, qual seria esse termo, uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já avisou que não acolherá nenhuma outra sugestão das Forças Armadas de alterações no sistema de votação requerida pelo mandatário.

    Gabriela Biló/Folhapress

Eu não tenho dúvida de que vamos chegar a um bom termo e o 7 de Setembro, em vez de ser uma coisa de contestação às urnas será uma coisa de apoio muito forte ao presidente Bolsonaro.”(Tânia Eugênio)

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