Por:Arimateia Azevedo
Historicamente, se tem visto no Brasil a deflagração de operações policiais sempre visando punir o corruptos do dinheiro público. Para não adentrar na história mais longínqua, vale lembrar o impeachment do presidente Fernando Collor, a CPI dos Anões do Orçamento, dezenas de operações com nomes sugestivos, como a Satiagraha, que envolveu muita gente do Governo e o à época poderoso Daniel Dantas, o Mensalão que enfiou na cadeia notórios petistas e, agora, a operação Lava Jatos, que, pelo andar das investigações, deve criar um rebuliço na República.
Na primeira fase dos depoimentos desta operação diversos parlamentares foram citados como beneficiários e participantes do Clube da Propina. Uma novidade na operação Lava Jato é a polícia investigar não só os corruptos, mas também os corruptores. Representantes das grandes construtoras do país estão vendo o sol nascer quadrado, em fase de depoimentos, e diversas pessoas ligadas a essas empresas já solicitaram a delação premiada, colocando em polvorosa a classe política. O país, como se vê, vive de solavancos de moralização. A cada operação policial, se imagina que vão colocar os corruptos na cadeia e a corrupção deixa de existir. Mas, estão devendo para a opinião pública uma situação de fato, onde, verdadeiramente, os corruptos e corruptores não passem apenas uma temporada na prisão, devolvam os bilhões solapados nas últimas décadas e sejam efetivamente condenados a viver reclusos.
EDIÇÃO:BERNARDO SILVA
