Já não é mais segredo: o governador Rafael Fonteles e o ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias (ambos PT) não possuem uma relação, digamos, afetuosa.
Desde que Wellington Dias preparou a sua sucessão, após quatro mandatos como governador do estado, esperava-se, pelo lado do hoje ministro e senador licenciado, um “agrado” bem melhor dentro da gestão.
Não foi o que aconteceu. Rafael Fonteles não apenas afastou o modo “Wellingtondiazista” a frente do Palácio de Karnak. Ele demonstrou que iria agir com mãos de ferro. Desagradou gregos e troianos -mas pode trocar a expressão por petistas e emedebistas ou peesedistas ou qualquer outro membro de partido governista, que cabe.

O modo Rafael Fonteles agrada apenas uma ala (e somente ela): a dos Rafaboys. As pastas mais cobiçadas, como Educação, Saúde, Comunicação e Segurança, por exemplo, é tocada por seus amigos dos tempos de Dom Barreto, sendo respectivamente Washington Bandeira (o ex-juiz), Antonio Luís (esse é mais amigo pessoal do que Rafaboy), Marcelo Noleto e Chico Lucas.
Nomes do “Velho Testamento” do PT, até mesmo a respeitada Regina Sousa, perceberam o movimento “anti-Wellington” dentro da gestão Rafael. O capítulo mais recente envolve a precoce escolha do nome de Bandeira como candidato a vice-governador. Foi empurrado goela a baixo, queira ou não queira, o PT, o MDB e o restante. Wellington Dias teria tentando conversar pessoalmente com Rafael Fonteles para que cedesse um pouco mais. Mas o governador deu de ombros. Vai ser da sua maneira e ponto final.
Aos 40 anos, Rafael Fonteles não age desta forma à toa. Seu primeiro mandato, eleito pelo povo, é o de governador. Não é raro encontrar um Rafaboy (ou até mesmo os discípulos de Rafaboys) que acreditam numa carreira nacional. “Rafael é a esperança do PT, não só no Piauí, no Nordeste, mas no Brasil. Após Lula, ele tem tudo para chegar ao topo”, disse uma fonte, aliada de primeira hora da base governista. E não se engane: Rafael Fonteles tem mesmo uma espécie de sonho: disputar a presidência. Um dia. Quem sabe?!
O fato é que a relação nada mais amistosa entre Wellington e Rafael já começa a ser pauta em alguns veículos da imprensa nacional. Nesta quinta-feira (06/11) a coluna Esplanada expôs o caso, inclusive relatando o episódio envolvendo a tentativa do ministro de colocar seu filho, o jovem médico Vinícius Dias, como possível candidato a vice-governador com Rafael Fonteles em 2026. Lembrando: em 2030 Rafael se afastaria para ser candidato a senador e abriria mão do segundo mandato, podendo assim o vice disputar a eleição com a caneta na mão.
Confira a nota divulgada, com charge e tudo, na Coluna Esplanada:

(Por:Guilherme Freire)