Crise na educação do Piauí: cortes de gastos federais e greves estaduais e municipais

Greve dos professores na rede municipal, greve dos professores na rede estadual, cortes de investimentos para a rede federal: o Piauí vive uma crise na educação pública. Com todos os impasses, o ensino é comprometido e os prejuízos aos alunos se tornam irreparáveis.

Em meio a greves e redução de verbas, Piauí chega à crise generalizada na educação (Foto: Reprodução)

O Instituto Federal do Piauí (IFPI) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI), tiverem reduções de verbas por parte do Ministério da Educação (MEC) que chegam a R$ 15 milhões. Antes disso, os professores da rede estadual de ensino já acumulavam reivindicações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, assim como no âmbito municipal, onde a greve dos professores vem se arrastando desde fevereiro.

UNIVERSIDADES E INSTITUTOS FEDERAIS

Em maio, o Governo Federal anunciou um bloqueio orçamentário de 14,5% para as Universidades Federais. O percentual indica que R$ 15.523.717,00 não entrarão no orçamento da Universidade Federal do Piauí.

De acordo com nota divulgada pela UFPI, o valor reduzido seria destinado a “despesas de custeio, com uso discricionário, para pagamento de gastos com água, energia elétrica, bolsas de assistência estudantil, funcionamento dos restaurantes, manutenção predial e de equipamentos, passagens e diárias, entre outros itens.”

Universidade Federal do Piauí (UFPI) ) (Foto: Reprodução)

A Universidade ainda afirma que a administração superior está adotando estratégias para garantir as atividades essenciais até que a situação seja revertida e espera que o bloqueio seja temporário. Caso contrário, após o mês de setembro, a instituição enfrentará dificuldades para honrar compromissos contratuais.

Já os Institutos Federais, sofrerão uma perda de R$ 10 milhões com o bloqueio orçamentário, o que significa 14,5% do orçamento das entidades. Em sua rede social, o IFPI pontuou que tanto serviços prestados aos estudantes como à sociedade piauiense serão afetados.

“O bloqueio no orçamento do IFPI é da ordem de R$ 10 milhões em recursos destinados ao funcionamento da instituição, afetando diretamente contratos de água, energia, limpeza, vigilância, cozinha entre outros”, destaca nota oficial da instituição de ensino.

Instituto Federal do Piauí – Campus Teresina Central (Foto: Reprodução)

CRISE NA EDUCAÇÃO ESTADUAL

No Piauí, professores da rede estadual de ensino seguem em greve que já ultrapassa 100 dias. Em meio a paralisação das aulas, manifestações e pedidos sem resposta, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública no Piauí (SINTE-PI) explicou ao OitoMeia como tudo começou e qual o objetivo das categorias com as greves.

De acordo com a presidente do SINTE-PI Paulina Almeida, os professores da rede estadual estão desde 2019 sem receber reajuste salarial. O esperado pela categoria, em 2022, seria de 33,24%, conforme definido pelo Governo Federal. Entretanto, em março deste ano, a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) aprovou apenas 14,58% de reajuste.

Em meio a greves e redução de verbas, Piauí chega à crise generalizada na educação (Foto: Reprodução)

“No mês de de abril o governador (Wellington Dias), antes de sair, aprovou uma lei, junto com os deputados na Assembleia Legislativa, e botou ‘de goela abaixo’ 14,58% (de reajuste). O que não representa os prejuízos e nem os percentuais de reajustes da nossa categoria. Por isso nós estamos insatisfeitos. Nós continuamos em greve, são 101 dias. Nós estamos preocupados com os prejuízos para os trabalhadores, para os estudantes, mas realmente a responsabilidade é da governadora do estado (Regina Sousa). É ela que não respeita a lei. É uma lei federal e eles não tem respeitado ao longo dos anos e agora não respeitam mais uma vez”, desabafa a presidente do sindicato ao OitoMeia.

Ela também afirmou que na última quarta-feira (01/06), aconteceu uma reunião com a Governadora Regina Sousa onde a pauta foi discutida entre as partes. Segundo a servidora, haverá nova rodada de conversas com os interessados para que haja uma solução.

“Nós estamos aguardando. Ela (Governadora Regina Sousa), disse que na próxima semana iria ter outra rodada de conversa. Estamos aguardando porque estamos afim e com toda disponibilidade para negociar”, finaliza Paulina Almeida.(OitoMeia)

 

 

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