O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), deputado Severo Eulálio confirmou o fim da fusão cruzada entre MDB e PSD. Os dois partidos tinham uma organização pré-estabelecida que ditava os rumos dos dois partidos para as eleições proporcionais. De acordo com o parlamentar, a “separação” foi o saldo da última reunião dos emedebistas, com base em contas e projeções dos próprios pré-candidatos.
É de conhecimento geral que a estratégia governista seria 50% focada na fusão cruzada das duas legendas, no outro lado da estratégia está o próprio PT e sua federação (PV e PCdoB). Após o carnaval, no entanto, o que se observou foi uma guinada do Republicanos, e agora o rompimento entre PSD e MDB. Resultado: Mudança de planos, PSD tendo que eleger seus deputados sem a ajuda emedebista e uma base fragmentada.

“Os parlamentares do MDB estavam reunidos ontem fazendo contas. O momento é de fazer contas, projeções da quantidade de parlamentares que é possível fazer. Todos estão pensando no melhor para o partido, para cada parlamentar e as condições de os parlamentares terem condições de disputar uma vaga na Assembleia. Portanto, contas do MDB, do PSD que são partidos que na eleição passada fizeram essa fusão cruzada e o entendimento majoritário de ontem foi que no momento seria melhor essa separação”, comentou.
Eulálio explicou que a decisão cabe para a bancada estadual. Os entendimentos relativos à bancada federal ainda serão tomados pelos parlamentares.
“As projeções de quantidade de votos, parlamentares que sonham em ter a chance de disputar uma vaga na Assembleia com uma quantidade menor de votos. Isso tudo pesa na discussão que estamos tendo, mas que ontem caminhou fortemente nesse sentido. Ainda tem a questão da bancada estadual e da bancada federal. Esses diálogos ainda vão acontecer. O importante é que todos os partidos tivessem a sua existência, mas ficou acertado de tratarmos da bancada estadual e a bancada federal ficaria para um outro momento, para que os parlamentares pudessem dialogar sobre a possibilidade ou não da manutenção da fusão cruzada a nível federal”, concluiu. (Guilherme Freire)