Por:Dom Severino
Os parlamentares petistas que num passado recente, antes de chegarem ao poder, é claro, qualquer suspeita de mau gerenciamento de empresas públicas era motivo para eles saírem pregando e defendo a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), para investigar os chefes do Poder Executivo estadual ou federal, ao serem guindados ao poder, passaram a agir de maneira contrária ou simplesmente se omitindo dos seus deveres constitucionais.
Se inicio este texto citando os integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), como omissos, é porque, esse partido quando estava fora do poder, qualquer governante era ladrão e representava o atraso. Com esse argumento, os petistas eram conhecidos nacionalmente como denuncistas de plantão, pessoas que viviam sistematicamente de fazer denuncias.
Comecei este meu artigo, falando de um PT que não existe mais e que num passado não muito distante encarnava O Santo Guerreiro Contra o Dragão da Maldade, ou seja, Deus contra o Belzebu. Mas o que me levou a escrever este artigo – o total alheamento do PT piauiense no que tange a criação de uma CPI para investigar vários governadores e os gestores responsáveis pela situação falimentar em que se encontra uma empresa que presta um serviço essencial ao povo piauiense.
Os parlamentares petistas hoje em dia estão muito mais preocupados e manterem empregos e sinecuras dos seus companheiros, do que em defender os interesses da população que os elegeu para representá-los na Assembléia Legislativa.
Em TemPo:
No caso da AGESPISA, cujo presidente responsabilizou os governos anteriores pela situação de insolvência dessa empresa, a omissão é de todos os parlamentares com assento na Assembléia Legislativa do estado do Piauí. É que nesse parlamento, todos governistas, por conveniência, claro. O suplente de deputado estadual Tererê, na legislatura passada, era um adversário do governador Wilson Martins (PSB), por necessidade e generosidade do governador, é atualmente deputado. O governador lhe concedeu um “mimo”, mas em compensação lhe colocou um mordaça. Tererê calado é um poeta. Eu particularmente prefiro vê-lo amordaçado.
