Cinco projetos
Os deputados estaduais aprovaram na terça-feira, com somente dois votos contrários, cinco projetos de lei enviados pelo Executivo para a reestruturação da dívida consolidada do Piauí, que beira os R$ 12 bilhões.
Os projetos foram analisados e votados a toque de caixa, sem chance de um debate que expusesse as reais dificuldades financeiras impostas por um endividamento galopante e irresponsável – posto que feitos sem planejamento.
Vozes solitárias
Na Alepi, somente os deputados Bessah e Gustavo Neiva, do Partido Progressistas, votam contra o processo irrefreável de endividamento do Estado.
Números mágicos
Segundo o deputado estadual Fábio Novo, o Estado do Piauí vai economizar R$ 894 milhões com a reestruturação da dívida. Não disse como, nem em quanto tempo essa prestidigitação financeira será feita.
Como assim
Os números sacados das cartolas desafiam muito qualquer pensamento lógico, porque o governo pediu e obteve dos deputados estaduais autorização legislativa para a reestruturação de cerca de R$ 7 bilhões em dívidas e mais a contratação de novos financiamentos no valor de R$ 3,55 bilhões. A economia de R$ 894 milhões entra mesmo onde?
Junto e misturado
O governo vai levar para o Banco Mundial (Bird) dívidas que tem com os bancos Itaú, do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Troca um financiamento interno por um externo, mas parece que ninguém lembrou de lembrar que, além dos juros, dívidas com o Bird se sujeitam à variação cambial.
Os empréstimos
Três projetos aprovados pelos deputados estaduais autorizam empréstimos novos com o Banco do Brasil (R$ 2,980 bilhões) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento: um para um programa chamado Piauí Mais Digital (R$ 280 milhões) e outro para um projeto de modernização fiscal (R$ 290 milhões), totalizando R$ 3,550 bilhões.
Reestruturação
Para alongar o prazo de pagamento da dívida, com juros que não se sabe se são maiores ou menores que os pagos atualmente, quando a Selic está mais alta do que nunca, o governo obteve autorização para um empréstimo de R$ 2,2 bilhões com o Banco Mundial e outro de R$ 5,8 bilhões com o Banco do Brasil. (Portalaz)