Comecemos pela boa para Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, terceira colocada na eleição presidencial do ano passado: ela é quem mais se beneficia politicamente com a situação do país ladeira a baixo.
A mais recente pesquisa nacional do Datafolha, aplicada na semana passada, mostra que Marina subiu três pontos (de 18% para 21%) e agora aparece tecnicamente empatada com Lula (22%) no segundo lugar.
Aécio lidera a pesquisa (31%). Mas caiu quatro pontos em relação à anterior. Quando Alckmin é o candidato do PSDB, Marina lidera com 28%, seis pontos a mais que Lula (que caiu quatro desde junho), e 10 a mais que Alckmin.
A primeira notícia ruim para Lula: quase metade dos eleitores ouvidos (47%) diz que não votaria nele de jeito nenhum. É uma taxa de rejeição inferior apenas a de Ulysses Guimarães (52%) quando foi candidato a presidente pelo PMDB em 1989.
Aécio é rejeitado por 24%; o vice Michel Temer (PMDB), por 22%; Alckmin e Marina, por 17%.
A segunda notícia ruim para Lula: a imagem dele como ex-presidente está despencando. Em 2010, ele era visto como o melhor presidente que o Brasil já teve por 71%; caiu para 56% no fim de 2014; 50% em abril; e 39% agora.
Lula corre o risco de virar suco.
Duas notícias ruins para Lula. Uma boa para Marina
Ricardo Noblat
