Por: Eudes Barros
Quando alguns dias publicamos nesse blog o artigo “
Entre o Porto e o Aeroporto ” um leitor
dando a sua opinião no face, disse que aqui
não tem voos porque o povo de Parnaíba é
muito tradicionalista, não tem a cultura de andar de avião. Nesse artigo, vamos
apresentar sugestões para solução do problema.
Entre o Porto e o Aeroporto ” um leitor
dando a sua opinião no face, disse que aqui
não tem voos porque o povo de Parnaíba é
muito tradicionalista, não tem a cultura de andar de avião. Nesse artigo, vamos
apresentar sugestões para solução do problema.
Em Parnaíba já passaram diversas companhias áreas,
algumas demoraram até um bom tempo. A cidade era menor, a população era menor e
tínhamos voos regulares, inclusive aqui operavam duas companhias, ao mesmo
tempo, VARIG e VASP. No entanto, os aviões se tornaram boeings 737 e outras
categorias, por necessidade de exercer a concorrência. A pista de pouso de
Parnaíba se tornou pequena para esses tipos de aeronaves.
algumas demoraram até um bom tempo. A cidade era menor, a população era menor e
tínhamos voos regulares, inclusive aqui operavam duas companhias, ao mesmo
tempo, VARIG e VASP. No entanto, os aviões se tornaram boeings 737 e outras
categorias, por necessidade de exercer a concorrência. A pista de pouso de
Parnaíba se tornou pequena para esses tipos de aeronaves.
Quando a pista de pouso da cidade foi aumentada, nós
já havíamos perdido a cultura de viajar de avião. É preciso entender que uma cultura
não se readquire de uma hora para outra. Além disso, o asfalto encurtou distâncias
por via da velocidade. No nosso olhar, o problema do aeroporto tem duas
alternativas. A primeira delas seria continuarmos com a visão restrita de
pensar somente nos “passageiros”. Nesse caso, as aeronaves para atender a
demanda seriam jatos de curtas-distâncias e baixa capacidade de passageiros,
com capacidade de operar em pista também curtas, abrindo um leque de utilização
em voos regionais.
já havíamos perdido a cultura de viajar de avião. É preciso entender que uma cultura
não se readquire de uma hora para outra. Além disso, o asfalto encurtou distâncias
por via da velocidade. No nosso olhar, o problema do aeroporto tem duas
alternativas. A primeira delas seria continuarmos com a visão restrita de
pensar somente nos “passageiros”. Nesse caso, as aeronaves para atender a
demanda seriam jatos de curtas-distâncias e baixa capacidade de passageiros,
com capacidade de operar em pista também curtas, abrindo um leque de utilização
em voos regionais.
A segunda alternativa passa da demanda de
passageiros para uma visão mais ampla. Seria atender a demanda de cargas. Ou
seja, as empresas passariam a utilizar a aeronave para exportar e importar os
seus produtos. Tendo carga, tem voo regular. Tendo voo regular, o passageiro, com
o tempo, retomaria o hábito de viajar de avião. Mas iremos sempre insistir num
ponto: Mas tudo que for feito de forma isolada não surtirá o efeito desejado.
Ou chegamos à maturidade de nos unir: empresários, políticos estaduais e
municipais e a população crítica, para que de forma sinergética, possamos
trabalhar todos no mesmo sentido; ou ficaremos como até agora, sempre
discutindo, reclamando, lamentando…
passageiros para uma visão mais ampla. Seria atender a demanda de cargas. Ou
seja, as empresas passariam a utilizar a aeronave para exportar e importar os
seus produtos. Tendo carga, tem voo regular. Tendo voo regular, o passageiro, com
o tempo, retomaria o hábito de viajar de avião. Mas iremos sempre insistir num
ponto: Mas tudo que for feito de forma isolada não surtirá o efeito desejado.
Ou chegamos à maturidade de nos unir: empresários, políticos estaduais e
municipais e a população crítica, para que de forma sinergética, possamos
trabalhar todos no mesmo sentido; ou ficaremos como até agora, sempre
discutindo, reclamando, lamentando…
Professor Me Eudes Barros (UFPI)
eudesbar@yahoo.com.br
