Entrevista do Diário do Povo:”Não admito ataques do PT à minha candidatura” – diz Marcelo Castro

 Diário
do Povo – O sr. é, efetivamente, candidato a governador ou essa
definição ainda depende de pesquisa eleitoral ou outros entendimentos?
MC – Não existe isso. Se dependesse de pesquisa eu não seria candidato. Eu nunca fui colocado em nenhuma pesquisa.
DP – Então o sr. é candidato, de fato…
MC
– Claro. Sou candidato. De todos os partidos que participaram do
diálogo para escolha do candidato, todos foram unânimes em achar que meu
nome era o que melhor congregaria e contemplaria todos eles. Em uma
linguagem aritmética, o meu nome foi o denominador comum a todos os
partidos. Os candidatos mais prováveis eram o (vice-governador) Zé
Filho, se assumisse o governo, o (secretário de Governo) Wilson Brandão,
se Wilson Martins ficasse no governo, ou o Sílvio Mendes, que sempre
apareceu melhor nas pesquisas. E não há dúvida de que a popularidade do
Sílvio sempre foi maior do que a minha. Ele foi prefeito da capital; eu
nunca fui. Ele foi candidato a governador (em 2010), eu nunca fui. Por
que o meu nome prevalesceu? Porque foi o que teve maior penetração entre
todos os partidos. Quando se fez uma média, era o que mais aparecia. E
na reunião na casa do governador, o meu nome foi incensado por todas as
lideranças partidárias. Não tinha rejeição, não tinha problema que
gerasse dificuldade de apoio.
DP – O sr. considera a possibilidade de o vice-governador Zé Filho, assumindo o governo em abril, decidir ser candidato?
MC
– Não. O PMDB estava 100% fechado com o Zé Filho, sem nenhuma
dissidência. O Zé Filho desistiu da candidatura e me apo-iou por livre e
espontânea vontade. Eu estava segunda-feira (6 de janeiro), sentado
aqui, nesta poltrona, com o deputado Themísto-cles Filho e o deputado
Roncalli Paulo, 10 horas da noite, quando recebi um telefonema do Zé
Filho. Estava vindo de reunião com o governador. “Marcelo, o Kléber
Eulálio está aqui (em Teresina)?”. “Não, o Kléber está em Picos. Eu
estou aqui com o deputado Themís-tocles e o deputado Roncalli”. “Pois
pegue o deputado Themístocles e venha para a minha casa, que quero
conversar com vocês”. Quando chegamos lá, já estavam os outros deputados
peemedebistas. E ele, de livre e espontânea vontade, disse que, àquelas
alturas, reconhecia que o meu nome tinha maiores chances de vitória do
que o dele. 
DP – Ele colocou alguma condição para abrir mão e apoiar seu nome?
MC
– Não. Não me foi imposta nenhuma condição. Todos são testemunha. Ele
fez isso de uma maneira magnânima, desprendida, é uma pessoa que tem uma
elevação de espírito muito grande, que tem nobreza de caráter. Não
pediu nada. Fez porque julgou ser este o caminho mais fácil de a gente
ganhar o governo do Estado.
DP – O sr. ficou
satisfeito com o resultado das reuniões em Brasília, no início da
semana, para tratar da candidatura e aliança com o PSDB?
MC –
Fiquei sim. Tivemos um encontro com o vice-presidente da República,
Michel Temer, que foi o motivo principal da minha ida a Brasília. Eu
estava acompanhado do líder do PMDB na Câmara Federal, Eduardo Cunha, e
do presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp. A cúpula
nacional do partido ficou muito feliz com a minha pré-candidatura ao
governo do Piauí. Na terça-feira, nós tivemos um encontro com a
Executiva Nacional do PSDB – o senador Aécio Neves, que é pré-candidato a
presidente, o senador Cássio Cunha Lima, da Paraíba, e o secretário
geral do partido, ex-deputado federal João Almeida. Aqui do Piauí
estavam o prefeito Firmino Filho, o presidente regional do PSDB, Marden
Menezes, e o ex-prefeito Sílvio Mendes, além do deputado Átila Lira e do
governador Wilson Martins. Foi uma conversa longa, muito amigável. A
Executiva do PSDB estimulou esse arranjo que fizemos aqui, com minha
candidatura, do Sílvio como vice e do Wilson Martins como senador. O
Aécio Neves disse que se sentia muito seguro em estimular esse arranjo
porque sabe que será em favor não dos partidos e das pessoas, mas em
favor do Piauí. Ficamos muito empolgados com este diálogo.(DP)

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