“ESTADO NÃO FAZ O DEVER DE CASA”, DIZ DEPUTADO

Deputados questionam Rafael Fonteles 
O secretário de Fazenda Rafael Fonteles foi à Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (5) prestar esclarecimentos aos deputados estaduais sobre a situação financeira do estado. Ele minimizou a possibilidade de haver atraso de salários, mas admitiu que a realidade não é nada boa e que o Piauí precisa de empréstimos até mesmo para pagar precatórios.
A fala do secretário abriu margem para diversos questionamentos para a oposição. De acordo com o deputado Gustavo Neiva (PSB), o governador Wellington Dias (PT) precisa demonstrar à sociedade que está se esforçando para reduzir gastos, algo que na visão dele não está acontecendo. O deputado criticou a falta de medidas de contenção de despesas.
“O que a gente vê aqui é o estado querendo se endividar ainda mais, pegar mais dinheiro emprestado, mas não faz o seu dever de casa. Não contém as despesas. Eu fiz um levantamento e o estado possui quase 150 unidades gestoras [secretarias, coordenadorias, batalhões, gerências regionais, etc]. É uma máquina monstruosa para o tamanho do orçamento do Piauí”, disse.
Gustavo Neiva quer que governo dê exemplo (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)Gustavo Neiva quer que governo dê exemplo 
O deputado reconhece que o estado passa por dificuldades, mas diz que a administração estadual não faz o menor esforço para amenizar a situação. O parlamentar contesta a tomada de empréstimos para pagar dívidas, pois considera que a medida é apenas uma solução paliativa e que ainda compromete gerações futuras.
“O estado tem que convencer a sociedade piauiense de que mesmo não fazendo o dever de casa pode fazer mais empréstimos e endividar mais. Essas dívidas que vai pagar somos nós. O que preocupa a gente é que o estado não contém suas despesas e só quer pegar empréstimo. Quando você está em dificuldades e busca empréstimo, você só ganha uma sobrevida, apena sum fôlego, mas não quer dizer que vai sair da crise”, falou.
Nas palavras de Gustavo Neiva, o governo alega dificuldades, pede muito dinheiro emprestado, mas não faz absolutamente nada para diminuir as despesas. (Política Dinâmica)

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