FLÁVIO DINO PEDIU E OBTEVE R$400 MIL DA ODEBRECHT, DIZ EX-EXECUTIVO

ELE TERIA PEDIDO DINHEIRO APÓS APOIAR PROJETO DA ODEBRECHT
GOVERNADOR FLÁVIO DINO
A delação dos executivos da Odebrecht, cujos detalhes foram divulgados nesta terça-feira (11), atingiu um desses políticos que sempre fizeram a maior pose de paladino dos bons costumes, na gestão pública. Um deles é o ex-juiz federal Flávio Dino, eleito governador do Maranhão pelo PCdoB.
Dino é citado na delação de José de Carvalho Filho, ex-executivo da Odebrecht que revelou haver tratado com o político, na época deputado federal, de projeto de lei que atendia interesses da empreiteira. Segundo a delação do ex-executivo, em um dos encontros Flávio Dino pediu “ajuda” para sua campanha ao governo do Maranhã e recebeu em mãos R$400 mil. 

DECISÃO DE FACHIN SOBRE FLÁVIO DINO.
Segundo o inquérito em que é citado, Flávio Dino pratica traquinagens desse o período em que era vigoroso integrantes da bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados, sempre obediente aos governos chefiados pelo PT.
Flávio Dino faz parte da lista de governadores que o ministro Luiz Fachin, relator da Lava Jato  no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), para análise. Além do governador do Maranhão fazem parte da “lista de Fachn” Luiz Fernando Pezão (PMDB, Rio de Janeiro), Geraldo Alckmin (PSDB, São Paulo), Paulo Hartung (Espírito Santo), Fernando Pimentel (PT, Minas Gerais), Beto Richa (PSDB, Paraná), Marconi Perillo (PSDB, Goiás), Raimundo Colombo (PSD, Santa Catarina), Marcelo Miranda (PMDB, Tocantins).
Há um outro governador na lista de inquéritos abertos no STF por Fachin: Renan Calheiros Filho, de Alagoas. Os fatos apontados contra ele estão ligados à acusação contra seu pai, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), recordista em inquéritos na Lava Jato, que tem direito ao foro especial no Supremo.(Diário do Poder)

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