Durante quase três anos, Rafael Fonteles construiu uma marca de governo distante da classe política do interior e até mesmo da própria base que o elegeu. Prefeitos, vereadores e lideranças do interior relatam o mesmo padrão: dificuldade de acesso, agendas fechadas e um Palácio de Karnak cada vez mais inacessível.

Entretanto, com o crescimento visível da oposição e a queda nas pesquisas, o que antes era silêncio virou telefone tocando. Quem antes não era atendido agora recebe ligação. Quem era ignorado agora é chamado de “amigo”. A pergunta que fica é: mudou a postura ou mudou o cenário político?
O movimento é claro e não passa despercebido. Lideranças que foram deixadas de lado, muitas vezes humilhadas pela distância institucional, agora são tratadas como peça-chave. Mas política tem memória. E confiança, quando quebrada, não se recompõe com uma ligação de última hora. (Fonte: O Piauiense)