Fio da navalha
As aulas da rede estadual de ensino do Piauí começaram na quinta-feira, 19, bem mais tarde do que em 2025, quando o ano letivo teve início em 3 de fevereiro.
A explicação para esse esticamento de prazo é uma só: faltou dinheiro para deixar tudo pronto. O Piauí vive no fio da navalha do equilíbrio fiscal.
Mais despesas
A exemplo de outros governadores, Rafael Fonteles (PT) pisou mais fundo no acelerador dos gastos. E isso está evidente nos relatórios da execução orçamentária do ano passado – que já evidenciavam um aumento de despesas acima da inflação, ou seja, no real está se gastando mais do que se tem em caixa.
Gastando demais
Na edição impressa desta sexta-feira, o jornal Folha de S. Paulo informa que, nos últimos quatro anos, a situação fiscal dos estados vem piorando, e 2025 foi o pior deles.
Diz o jornal, citando dados do Banco Central, que os governos estaduais encerraram 2025 com superávit de 0,04% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo este o pior resultado desde 2014, quando houve déficit.
Gastança
Os relatórios resumidos da execução orçamentária dos estados e do Distrito Federal, publicados bimestralmente, apontam que as despesas cresceram 5,7% acima da inflação.
As receitas ficaram em 3,4% acima da inflação, ou seja, o aumento real dos gastos foi de 2,3% – isso em um cenário no qual o ICMS, principal fonte própria de arrecadação dos estados, teve aumento de 2,4%.
Sem reajuste
Neste cenário, governadores vão para a reeleição sem o troféu do reajuste salarial para os servidores. No ano passado, as despesas com pessoal tiveram aumento real de 3,2%. (Portalaz)