Governadora descarta reajuste para professores e diz que vai fazer convocação para retorno

A governadora Regina Sousa (PT) afirmou que não tem como o estado pagar o valor do reajuste exigido pelos professores da rede estadual que estão em greve há quase três meses.

Os professores exigem o reajuste salarial de 33,24%, conforme definido pelo Governo Federal, além de 17% relacionado aos anos de 2019 e 2020. O Executivo estadual concedeu o aumento de 14,7% no salário dos professores, assim o salário dos profissionais que trabalham 40 horas semanais ficou definido em R$ 3.845,66.  No entanto, a categoria contesta e e reivindica o reajuste linear de 33% para os servidores ativos e inativos. 

A gestora comentou que o estado não tem como arcar com esse valor. “A gente não tem como dar mais reajuste do que já demos. Esse seria o melhor momento para dar reajuste. Se tivesse dinheiro eu daria com todo prazer. Não tem melhor momento como esse, então não é uma coisa que eu faça por birra. Não tem  como dar mais reajuste”, disse.

Regina também ressaltou que vai editar um decreto convocando os professores da rede estadual para o retorno das aulas, pois isso prejudica os alunos. “Não quero perder o ano, tenho uma responsabilidade com os estudantes e a gente vai fazer um decreto para convidá-los e conclama-los a irem para a sala de aula na segunda-feira, se não vamos começar a contratar os professores substitutos e colocar na sala de aula para que as crianças não percam o ano”, pontou.

ILEGALIDADE DA GREVE

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) voltou a decretar ilegalidade na greve dos professores da rede estadual, que completou 86 dias nesta quinta-feira (19). Além disso, o TJ-PI determinou o retorno das aulas da rede estadual de ensino para o dia 23 de maio.

A decisão é do desembargador Oton Lustosa, que ainda ampliou a multa diária de R$ 10 mil para R$ 20 mil, caso o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Piauí (Sinte) não suspenda a paralisação.

O Sinte-PI anunciou uma assembleia nesta quinta-feira (19) para tratar sobre a nova determinação de ilegalidade e decidir sobre os rumos do movimento.

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