A deputada Gracinha Mão Santa (PP) falou sobre a volta da taxação solar no Piauí, aprovada pelo Judiciário Federal a pedido do Governo do Piauí. A parlamentar apontou que não é a favor de taxas, porque o estado já paga muitos impostos, mas que a articulação foi feita de forma legal.

Gracinha Mão Santa (Foto: Ricardo Morais/OitoMeia)
A postura de Gracinha frente ao assunto foi consideravelmente menos conivente do que a de outros membros da base governista.
“Atinge, não tem como não atingir. Qualquer cobrança de taxa atinge. Se ela é justa ou injusta é outra pergunta. Não sou a favor de taxas, já se paga taxas demais, mas eles estão conseguindo de forma legal. Resta o que dos políticos? Entrar com audiências públicas, pedir o tipo de taxação que vai ser, quem pode ser isento, se tem um perfil de m² ou de renda. Resta pegar dos males o mínimo”, comentou.
A parnaibana afirmou que não é produtivo lutar contra a taxação, uma vez que ela já está sendo cobrada com o consentimento do Judiciário. Porém, Gracinha destacou que os deputados podem atuar na intenção de sensibilizar o Executivo para reduções com base em padrões sociais ou dimensionais.
“As taxas estão muito complicadas. Se é algo que se tentou e conseguiu no supremo, está na mão de todos nós tentarmos sensibilizar o Governo e secretários e ter o menor impacto: ver o estudo de cobrança, como vai ser a tabela e como vai impactar, para que a dosimetria disso não seja tão grave no bolso. Não adianta rebater contra fato consumado, a gente tem que rebater e sensibilizar que seja algo mais social”, concluiu.(Guilherme Freire)