A polêmica em torno da atualização de um antigo decreto estadual, que trata do controle e cobrança sobre o uso de recursos do subsolo, ainda não foi totalmente superada. O governo do Piauí tentou avançar na cobrança pelo uso da água de poços artesianos, especialmente no interior do estado, mas recuou após forte repercussão negativa.
Apesar do recuo, ficou claro que a intenção inicial era, sim, implementar a cobrança. O Executivo estadual se apressou em classificar as críticas como “fake news” o que soou, no mínimo, como um exagero, já que os fatos falam por si. A principal fonte de desconfiança agora gira em torno da instalação de hidrômetros nos poços artesianos do interior. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente afirma que a instalação dos equipamentos é apenas para fins de controle, e não para cobrança.

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Porém, muitos piauienses seguem com o pé atrás: se não vai haver cobrança, por que medir? Na visão popular, é como instalar uma catraca em um local onde a entrada é livre. Pode até não estar cobrando agora, mas quem garante que isso não mudará no futuro? O que é certo é que não foi fake news , houve sim um movimento do governo em direção à cobrança, seguido de um recuo. E só após a repercussão, o governo veio a público, por meio de nota da Secretaria de Meio Ambiente, para tentar corrigir o rumo da comunicação. A dúvida que fica: será apenas controle, ou um passo a passo rumo à taxação? O tempo dirá, mas a confiança, por enquanto, está longe de ser restaurada. (Encarando)