Incertezas do Ano Novo


Por:Zózimo Tavares
Eis
algumas incertezas para o ano que se inicia na política do Piauí: o
governador Wilson Martins terá pulso mesmo para passar a caneta nos
aliados que ocupam posições em seu governo, estão fazendo jogo duplo,
mas que bateram o pé e se recusam a devolver os cargos? Ele ficará mesmo
no cargo até o final do mandato ou renunciará em abril para concorrer
ao Senado? Em saindo para disputar as eleições, quais são as suas
chances de sucesso nas urnas?
Mais: o senador
Wellington Dias seguirá firme na aliança com o senador João Vicente
Claudino, presidente regional do PTB, ou, como São Pedro, que negou
Cristo três vezes, passará a terceira rasteira política nele antes da
Sexta-Feira da Paixão?
E João Vicente Claudino, que até aqui
ainda está sem concorrente, ele conseguirá retornar para Brasília na
disputa da única cadeira de senador a ser preenchida pelos eleitores
piauienses nas eleições deste ano?
E, em relação aos deputados
federais, quantos conseguirão renovar seus mandatos, naquela que será
uma das eleições mais acirradas da história política do Estado?  A mesma
indagação vale também para os deputados estaduais.
Outra:
como o PT se sairá nas urnas, em todo o Estado, naquela que promete ser
sua primeira eleição estadual sem a máquina pública na mão, desde 2006?
O
ex-prefeito Sílvio Mendes voltará à cena política ou continuará
mergulhado em suas pescarias? Se ele retornar, será como aliado de
Wilson Martins, com quem se engalfinhou na última eleição para o Governo
do Estado?
Se assumir o governo, o vice-governador Zé Filho
conseguirá emplacar a sua candidatura à sucessão de Wilson Martins, para
concorrer em pé de igualdade, ou apenas servirá de trampolim para a
eleição de parlamentares do PMDB que estão ávidos pela sua ascensão ao
cargo?
Por fim, o senador Wellington Dias quebrará o tabu
segundo o qual candidato a governador do Piauí que larga na frente não
cruza em primeiro lugar a linha de chegada?
São indagações que levarão quase um ano inteiro para serem respondidas.

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