Por:Zózimo Tavares
Parece o mesmo, mas não é. O governo petista tem marcas diferentes com Lula e Dilma, a partir do estilo pessoal dos dois. Com Lula, apesar dos momentos de angústia e amargura, o exercício da presidência parecia uma festa que não tinha fim. Nas horas vagas, o presidente jogava futebol, tomava sua cervejinha, fumava charuto cubano, tinha até churrasqueiro. Enfim, entre um e outro compromisso oficial, o presidente tinha prazer.
Como não podia evitar os atos protocolares inerentes ao exercício do cargo, Lula procurava torná-los menos burocráticos e menos tensos. Assim, sempre que podia, estava com um microfone na mão, rodeado de povo com cara de feliz, assinando nos fundões do Brasil uma ordem de serviço que bem poderia ser rubricada no próprio Palácio do Planalto.
Lula encarnava o tipo bem-humorado, distribuindo tapinhas nas costas e apertos de mão. Ora disparava torpedos contra os adversários e a mídia. Mas sempre se fazia presente. A agenda era dele. Não ficava a reboque. No seu pior momento, que foi o do mensalão, ele, acuado, disse que não sabia de nada. Para resumir: o presidente, durante seus dois mandatos, fazia um tipo tão à vontade, que dava a impressão que estava feliz até ao lado de Sarney e Collor.
E Dilma? A impressão que ela passa é que a presidência não tem adorno, que não lhe dá o menor prazer o exercício do cargo. Sua expressão é sempre a de quem carrega um fardo, a de quem tem uma decisão grave a tomar nas próximas horas. Até bem pouco tempo, deixava transparecer que só se sentia minimamente confortável ao lado do marqueteiro João Santana, do ministro Mercadante e de Lula.
Está claro que Dilma não é dada ao oba-oba que tão bem caracterizou Lula. É mais litúrgica e pragmática. Sargentona. Para ela, governar é coisa séria. Quando um ministro seu, metido a engraçadinho, declarou que lhe amava, ela ficou contando as horas para colocá-lo no olho da rua da amargura, desempregado. Teve pulso também para exonerar outros nove ministros ainda no primeiro ano de governo.
Com seu estilo pessoal mais reservado, a presidente aproveita suas poucas horas de lazer para leituras, segundo se informa. Poucos têm acesso à residência oficial. Só os mais íntimos. E é assim, sem afagos e sem muitas expansões, que ela vem construindo o isolamento político que ameaça a base de sustentação de seu governo.
Parece o mesmo, mas não é. O governo petista tem marcas diferentes com Lula e Dilma, a partir do estilo pessoal dos dois. Com Lula, apesar dos momentos de angústia e amargura, o exercício da presidência parecia uma festa que não tinha fim. Nas horas vagas, o presidente jogava futebol, tomava sua cervejinha, fumava charuto cubano, tinha até churrasqueiro. Enfim, entre um e outro compromisso oficial, o presidente tinha prazer.
Como não podia evitar os atos protocolares inerentes ao exercício do cargo, Lula procurava torná-los menos burocráticos e menos tensos. Assim, sempre que podia, estava com um microfone na mão, rodeado de povo com cara de feliz, assinando nos fundões do Brasil uma ordem de serviço que bem poderia ser rubricada no próprio Palácio do Planalto.
Lula encarnava o tipo bem-humorado, distribuindo tapinhas nas costas e apertos de mão. Ora disparava torpedos contra os adversários e a mídia. Mas sempre se fazia presente. A agenda era dele. Não ficava a reboque. No seu pior momento, que foi o do mensalão, ele, acuado, disse que não sabia de nada. Para resumir: o presidente, durante seus dois mandatos, fazia um tipo tão à vontade, que dava a impressão que estava feliz até ao lado de Sarney e Collor.
E Dilma? A impressão que ela passa é que a presidência não tem adorno, que não lhe dá o menor prazer o exercício do cargo. Sua expressão é sempre a de quem carrega um fardo, a de quem tem uma decisão grave a tomar nas próximas horas. Até bem pouco tempo, deixava transparecer que só se sentia minimamente confortável ao lado do marqueteiro João Santana, do ministro Mercadante e de Lula.
Está claro que Dilma não é dada ao oba-oba que tão bem caracterizou Lula. É mais litúrgica e pragmática. Sargentona. Para ela, governar é coisa séria. Quando um ministro seu, metido a engraçadinho, declarou que lhe amava, ela ficou contando as horas para colocá-lo no olho da rua da amargura, desempregado. Teve pulso também para exonerar outros nove ministros ainda no primeiro ano de governo.
Com seu estilo pessoal mais reservado, a presidente aproveita suas poucas horas de lazer para leituras, segundo se informa. Poucos têm acesso à residência oficial. Só os mais íntimos. E é assim, sem afagos e sem muitas expansões, que ela vem construindo o isolamento político que ameaça a base de sustentação de seu governo.
