Em entrevista na tarde da última quinta-feira (10) na TV Cidade Verde, o senador João Vicente Claudino declarou que abomina o ‘político carreirista’. Ao fazer essa afirmação, o senador esquece que na sua coligação para o Governo do Estado e demais cargos existem dois aliados que se enquadram nesse perfil: Ciro Nogueira e Wellington Dias. Sem falar nos demais candidatos da coligação que concorrem para deputado federal e estadual.
João Vicente estava explicando os motivos de não ser candidato à reeleição ao Senado Federal. Ele afirmou que sua desistência “foi uma decisão pensada. Fiz da política uma missão e não uma profissão. Foi uma decisão amadurecida. Essa experiência tem sido muito valiosa. O senado tem um perfil um pouco mais de executivo. Boa parte dos senadores já ocuparam cargos executivos”.
O senador deve se “policiar” ao fazer tais comentários. Pois, de forma indireta, acaba atingindo, de maneira indelicada, correligionários e partidários com sua afirmação nada elegante.
Ciro e Wellington além de se enquadrarem na afirmação do senador JVC, ainda arrastam as suas esposas para a política: Iracema Portella e Rejane Dias.
Esse termo é utilizado para identificar aquele político que a cada eleição ele se elege várias vezes e quando chega num dado momento da vida, velhice por exemplo, resolve lançar um filho para continuar seu legado e seu poder nas esferas de governo: federal, estadual e municipal. Essa prática é antiga. Remonta à antiguidade e é praticada até hoje.
O político faz da política uma profissão que na maioria das vezes é passada de pai pra filho. Sem falar nos casos em que as esposas se aventuram na mesma carreira.(Genevaldo Silva)

