Os políticos do Piauí, especialmente os que pretendem disputar uma cadeira de deputado no pleito de 2014, ainda aguardam a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a ação de inconstitucionalidade contra artigos da Lei Complementar nº 78, que dá ao Tribunal Superior Eleitoral poderes para redefinir o número de cadeiras no Parlamento, com base no censo do IBGE. Enquanto a decisão não vem, entre os deputados já se calcula quanto vai custar a eleição de um candidato para a Câmara e a Assembléia.
Pelas contas a disputa para 10 vagas tem um custo e para apenas 8 na câmara o custo será bem maior. Pelas projeções, os gastos para a câmara para quem já é deputado estão estimados em R$ 7 milhões se as cadeiras forem 10 e em torno de R$ 10 a R$ 11 milhões se forem 8 vagas apenas. Já para quem não é deputado, projeta-se um custo de R$ 10 a 12 milhões se forem 10 as cadeiras a disputar, porém, de R$ 15 milhões ou mais se a disputa for para 8 cadeiras.
Já para a Assembléia Legislativa os valores chegam de R$ 3 milhões para quem está no exercício do mandato e se a disputa for para 30 cadeiras e de R$ 5 milhões no caso de a disputa for para 24 vagas. Contudo, para quem não é deputado e deseja pleitear um mandato estadual terá de desembolsar cerca de R$ 5 milhões se a Assembléia mantiver as 30 vagas e de R$ 7 milhões ou mais se o número de cadeiras for reduzido para 24.
É bom deixar claro que essas cifras gravitam torno dos maiores partidos políticos do estado, já que nestes o número de deputados e candidatos com votações acima dos 30 mil votos obriga os postulantes a ampliarem a extensão das áreas onde são votados e com isso engordar os orçamentos. Paulo Fontenele
