Mais promessas

Por:Zózimo Tavares
A
presidente Dilma Rousseff vem aí outra vez, na próxima terça-feira,
agora com a promessa de liberar R$ 700 milhões para obras de mobilidade
urbana em Teresina, incluindo a ampliação da linha do metrô. É possível
que isso se concretize? É. Porém, é muito difícil. O governo federal não
tem sido atencioso com as prioridades do Piauí. Senão, vejamos!
A
obra da ferrovia Transnordestina, que deveria ter sido concluída em
2010, está paralisada desde setembro do ano passado. A empresa que
tocava a obra, a Odebrecht, já abandonou o canteiro. Segundo o
Ministério dos Transportes, foram executados apenas 42% dos trabalhos de
infraestrutura e 35% das obras de arte especiais – pontes e viadutos –
nos 420 quilômetros da linha entre as cidades de Eliseu Martins (PI) e
Trindade (PE).
Também está abandonada a obra do porto de Luís
Correia, retomada em 2009, depois de mais de 20 anos de paralisação. O
governo liberou recursos no valor R$ 10 milhões para recuperar as
antigas estruturas que foram prejudicadas pela ação do tempo. Mais R$ 64
milhões foram prometidos, todavia os recursos não saíram até agora.
Para
fazer a duplicação de apenas 10 quilômetros das BRs 316 e 343, nos
trechos que dão acesso a Teresina, o Governo do Estado teve que assumir a
obra e recorrer a empréstimos para tocá-la. O serviço ainda está no
início. Em outras cidades, esse tipo de obra é bancado pelo governo
federal. Todas as capitais nordestinas já foram contempladas.
Outro
dado: mesmo com os três senadores e os dez deputados federais do Piauí
apoiando incondicionalmente o governo Dilma, de 2011 para cá, apenas
três emendas de bancada foram empenhadas para o Estado: uma, de autoria
do deputado Jesus Rodrigues (PT), para a instalação de uma unidade da
Fundação Oswaldo Cruz no Piauí (liberada em parte), outra da deputada
Iracema Portella (PP) para o Centro Materno Infantil (liberada no
total), e a terceira do deputado Assis Carvalho (PT) para a construção
de unidade de saúde em Picos (liberada em parte).
Além disso,
há ainda o componente político. Se o governo federal não se interessou
por essas obras do Piauí quando o governador Wilson Martins jogava no
time de Dilma e de Lula, não é agora, que ele está jogando no time
adversário, o do governador pernambucano Eduardo Campos, que a
presidente vai abrir o cofre.

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