Margarete Coelho trabalhou em comissão que esvaziou projeto de Sergio Moro

A deputada federal Margarete Coelho, do Centrão (grupo fisiológico que atua na Câmara), foi presidente da comissão que esvaziou o projeto anticrime do ministro Sergio Moro, trabalhando com todas as forças para tirar do projeto, principalmente, a prisão em 2ª instância que mantinha os bandidos na cadeia. 

Grupo de trabalho da Câmara que analisou o projeto com medidas anticrime do governo Bolsonaro era formado por 16 deputados — Foto: Will Shutter, Câmara dos Deputados

Agora, pressionados pela população brasileira, que começa a entender às consequências terríveis da manobra de sabotagem, uma parcela dos deputados querem votar com urgência uma proposta de emenda constitucional (Pec), que exige os votos, em dois turnos, de 60% dos deputados e dos senadores, para o item voltar a ter efeito na sociedade. 

Margarete Coelho (PP-PI) e Marcelo Freixo (PSL-RJ) são tidos hoje como os deputados da comissão que mais trabalharam contra a prisão em segunda instância. Não por acaso, esse dispositivo é o terror dos traficantes e dos chefes de crime organizado.

Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou esse item da Lei que permitia ao criminoso, depois de condenado pela segunda vez, ficar na cadeia e não esperando até a última instância, os bandidos soltaram foguetes em setores já conhecidos. 

Nos últimos dias, Margarete Coelho tem evitado a mídia porque sabe que a sua imagem está intimamente ligada ao trabalho  que derrubou a prisão em 2ª instância no Brasil.

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