Marina entra na campanha do Piauí

Wilson e Marina juntos em campanha
A
candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, estreou ontem à
noite nos programas eleitorais do Piauí. E o fez no programa do ex-governador
Wilson Martins, candidato do seu partido ao Senado. O programa mostrou pontos
do programa de governo de Marina, que promete um Brasil diferente. Depois
encarrilhou uma gravação – feita domingo, em São Paulo – em que ela aparece
ladeada do próprio Wilson. 
O
candidato ao Senado lembra que Brasília sempre deu as costas para o Piauí,
surda aos reclames do Estado. E avalia que essa história vai mudar com Marina
presidente – o que a leva a pedir explicitamente voto para ele, convicta de que
Wilson será importante para essa mudança que o Brasil deseja. 
Claro,
é um discurso político. Mas não deixa de ser relevante notar que, quando todos
agora querem ser aliados de Marina, é Wilson quem mais pode anunciar essa
proximidade. Não por acaso: logo no dia da morte de Eduardo Campos, ele foi
claro ao dizer que não queria falar de política, mas também deixou explícito que
não via nenhum motivo para que o nome de Marina fosse questionado como
substituta natural do candidato do PSB, encabeçando a chapa. 
Do
episódio, Wilson saiu pessoalmente fortalecido junto à candidata, pois havia
gente influente dentro da direção do PSB que articulava por debaixo dos panos
para que o nome de Marina fosse rifado na sucessão presidencial. 
Hoje,
o ex-governador colhe os frutos: foi o terceiro candidato a ganhar gravação com
a candidata que embala a campanha presidencial. E tendo ao lado uma Marina
afetuosa e pedindo voto publicamente para o candidato a senador do PSB
piauiense. 
Wilson
aparece ao lado de Marina, que não para de crescer nas pesquisas de intenção de
voto para presidente, num momento em que seus adversários começam a dar um apagão
na presidente Dilma Rousseff e no ex-presidente Lula em seus programas, nos
quais usaram e abusaram de suas imagens nas primeiras semanas da campanha no
rádio e na TV. Isso, claro, antes do fenômeno Marina, que murchou a bola da
presidente Dilma como cabo eleitoral.(Por:Zózimo Tavares)

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