Mobilização emergencial contra os protestos na Copa do Mundo

Murilo Rocha

O PT e o governo federal trabalham em duas frentes para minimizar os
eventuais estragos causados pelas manifestações contra a Copa do Mundo
neste ano. A principal preocupação é evitar um desgaste excessivo na
imagem da presidente Dilma Rousseff às vésperas da eleição. Há o temor
de protestos violentos, incluindo a reação da PM, e a repercussão
negativa da imprensa internacional sobre o país. Diante do consenso da
inevitabilidade das ações antiCopa, a ordem é administrar – ou dividir –
os danos.
Pelo lado do partido, a intenção é intensificar os diálogos com
movimentos sociais historicamente ligados à sigla no intuito de
persuadi-los a não engrossar o coro das manifestações nas ruas, como
ocorreu em junho do ano passado. Para convencer esses grupos, o PT irá
justificar o uso desses movimentos por parte da direita – entenda-se
adversários políticos alinhados, principalmente, com o PSDB – para
atingir a presidente.
Ou seja, na visão petista, no calor dos protestos, quem tem mais a
perder é Dilma, e seus adversários sabem disso e vão querer imputar a
ela todo descontentamento surgido por detrás da bandeira #NãoVaiTerCopa.
O partido acredita até na possibilidade de ações não espontâneas serem
fomentadas por adversários em ano eleitoral e de Copa no Brasil.

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