Não é mais o mesmo

 CARLOS CHAGAS

Pela
primeira vez sem a presença do Lula, o PT festeje em São Paulo seu
trigésimo-quarto aniversário de fundação. Dilma  comparece, assim como
os ministros filiados ao partido. Rui Falcão
fez as honras da casa, como presidente.
A gente se
pergunta o que mudou no arraial dos companheiros, mas a indagação certa
seria: o que não mudou? Porque o PT hoje só conserva a mesma sigla. Foi
para o poder, tornou-se a  maior bancada na Câmara, perdeu boa parte de
sua intelectualidade, assim como as simpatias da Igreja, mas,
essencialmente, virou um partido como os demais.
Deixou de ser o núcleo que pregava mudanças fundamentais para o Brasil, até mesmo a revolução social, política e econômica.
Transformou-se num aglomerado sem  os ideais de ontem, empenhado
em usufruir as benesses do poder. Transigiu diante das elites, esqueceu
o compromisso de dar dignidade às massas, trocando-o pelo
assistencialismo capenga e o neoliberalismo fajuto.
Numa palavra, negociou seu  conteúdo  para integrar-se no conjunto
fisiológico das demais legendas. É pena, pois há 34 anos despertou

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