Nossa (in) segurança

Por:Arimateia Azevedo

Um preso sendo transportado pelas ruas da cidade de União (54 quilômetros de Teresina) algemado, num carrinho de mão expõe a face mais negativa da política de segurança pública levada a efeito no Estado – melhor se diria: a falta dessa política. Uma vergonha, num Estado em que os postos de comando são loteados ao bel prazer dos interesses politico-eleitorais. 
E a notícia bombástica da semana, de que houve um corte de R$ 2,6 milhões no orçamento da Segurança Pública, para 2016 por si demonstra a pouca ou quase nenhuma preocupação do poder público com a segurança do cidadão. Há muito se denuncia e se cobra aqui ações propositivas e nomes competentes para o comando da Polícia Civil do Estado e, de governo a governo, a resposta que se tem é exatamente a de que a segurança pública se tornou um feudo, uma moeda de troca entre os políticos. Até então capitão da Polícia Militar do Piauí, no comando de uma unidade da corporação, o Rone, Fabio Abreu nunca havia sido sondado para função mais importante. Bastou ser eleito deputado federal para sua ‘competência’ aflorar e ser guindado ao posto de secretário de Segurança. Com todo respeito, ele está no lugar errado, pois, não é sem razão que a violência nas ruas chega a patamares jamais vistos; as reclamações por melhoria da condição de trabalho dos policiais são cada vez mais recorrentes. No governo há órgãos em que se pode se praticar (embora não devesse) a política do compadrio, do assistencialismo, enfim, do toma-la-dá-cá, mas nunca na Segurança Pública. E o que se tem, infelizmente, no Piauí, é de que as ações nessa área visam tão-somente o retorno eleitoral.

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.